Testosterona baixa: caso de Zé Felipe levanta debate sobre reposição hormonal | G1

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"title": "Testosterona baixa de Zé Felipe acende alerta: entenda a reposição hormonal, riscos e quando é realmente necessária para a sua saúde",
"subtitle": "Após o cantor Zé Felipe revelar tratamento para testosterona baixa, especialistas detalham sintomas, diagnósticos e os perigos do uso inadequado da reposição hormonal.",
"content_html": "<h2>Após o cantor Zé Felipe revelar tratamento para testosterona baixa, especialistas detalham sintomas, diagnósticos e os perigos do uso inadequado da reposição hormonal.</h2><p>A recente revelação do cantor Zé Felipe sobre sua condição de <b>testosterona baixa</b> e o uso de um chip hormonal para tratamento tem gerado grande repercussão, colocando em evidência um tema crucial para a saúde masculina.</p><p>Muitos homens podem enfrentar a queda dos níveis hormonais com o avanço da idade ou devido a outros fatores, mas a decisão de iniciar uma <b>reposição hormonal</b> deve ser cuidadosamente avaliada.</p><p>Para esclarecer o assunto, o g1 consultou especialistas que explicam os sintomas, a forma correta de diagnóstico e os riscos associados ao uso indevido deste hormônio.</p><h3>Queda da Testosterona: Sinais e Causas</h3><p>Embora os homens continuem a produzir espermatozoides por muitos anos, os níveis de testosterona podem começar a diminuir progressivamente a partir dos 30 a 40 anos. Essa queda é de cerca de 1,2% ao ano na testosterona total, conforme explica Gustavo Marquesine Paul, coordenador do Departamento de Andrologia, Reprodução e Medicina Sexual da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).</p><p>Contudo, a idade não é o único fator determinante. Estudos recentes apontam que a <b>obesidade</b>, o <b>sedentarismo</b>, a <b>má qualidade do sono</b>, o <b>estresse crônico</b> e as <b>doenças metabólicas</b> são elementos que influenciam significativamente essa redução hormonal.</p><p>Os sintomas da <b>testosterona baixa</b> podem ser variados e muitas vezes inespecíficos. Entre os mais comuns estão a <b>redução da libido</b>, a <b>disfunção erétil</b> e a diminuição das ereções matinais.</p><p>Fisicamente, pode-se notar <b>fadiga</b>, baixa energia, perda de massa muscular, aumento de gordura corporal e redução de força. No aspecto cognitivo e emocional, são observados <b>desânimo</b>, irritabilidade, dificuldade de concentração e queda na motivação.</p><p>Outros sinais possíveis incluem osteopenia, osteoporose, anemia e redução de pelos corporais. É importante ressaltar que esses sintomas não são exclusivos da baixa testosterona e podem estar relacionados a outras condições, como depressão ou distúrbios do sono, alerta Paul.</p><h3>Diagnóstico e Quando a Reposição Hormonal é Indicada</h3><p>A dosagem da testosterona deve ser feita preferencialmente pela manhã, entre 7h e 10h, período em que os níveis hormonais estão mais elevados e estáveis. É fundamental que o paciente esteja em condições adequadas, evitando privação de sono e, preferencialmente, em jejum.</p><p>O resultado do exame precisa ser confirmado, pois os níveis hormonais podem variar significativamente ao longo do dia. As diretrizes internacionais recomendam que a <b>testosterona baixa</b> seja confirmada com pelo menos duas dosagens em dias diferentes. Em alguns casos, exames complementares como testosterona livre, SHBG, LH e prolactina podem ser necessários, segundo Paul.</p><p>O objetivo do tratamento é normalizar os níveis de testosterona, e não elevá-los acima do fisiológico. O uso de testosterona em homens com níveis normais não traz benefícios comprovados e pode causar riscos importantes, como <b>infertilidade</b>, redução da produção natural de testosterona, alterações de humor e dependência, afirma o especialista.</p><p>A <b>reposição de testosterona</b> não deve ser iniciada sem avaliação médica adequada, especialmente em homens que desejam ter filhos. Fernando Facio, urologista da SBU, acrescenta que a testosterona só é prescrita se o paciente tiver queixas de função sexual, como perda de libido e dificuldade de ereção, e níveis hormonais fora da faixa da normalidade.</p><p>Para homens com deficiência de testosterona entre 45 e 50 anos que ainda pretendem ter filhos, é preferível usar citrato de clomifeno. Esta medicação estimula o testículo a produzir testosterona naturalmente, melhorando os níveis sem comprometer a fertilidade, já que a testosterona exógena pode fazer com que o testículo pare de trabalhar.</p><h3>Métodos e Riscos do Uso Abusivo da Testosterona</h3><p>A <b>reposição de testosterona</b> pode ser realizada por meio de gel de testosterona, aplicado diariamente, ou de forma injetável. As injeções disponíveis no Brasil são geralmente aplicadas de forma intramuscular, a cada 15 dias ou a cada três meses, em média.</p><p>Os chips hormonais, que são palets de testosterona, também são opções de terapia de reposição. No entanto, no Brasil, ainda não há palets industriais, apenas os de farmácias de manipulação, conforme pondera Paul.</p><p>O uso sem necessidade ou abusivo da testosterona apresenta diversas contraindicações e riscos. Entre eles, destacam-se a <b>hipertrofia da musculatura cardíaca</b>, alteração hepática, acne, queda de cabelo e <b>infertilidade</b> na faixa etária entre 40 e 55 anos de idade.</p><p>Além disso, a testosterona pode piorar quadros de câncer de próstata ou de mama em pacientes já diagnosticados com a doença. É importante frisar, como explica Facio, que a testosterona não causa câncer de próstata, mas é contraindicada para quem já possui a doença.</p><h3>Prevalência da Testosterona Baixa</h3><p>Estudos indicam que cerca de 20% dos homens após os 40 anos de idade terão uma queda nos níveis de testosterona. No entanto, a combinação de <b>testosterona baixa</b> com sintomas do Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino (DAEM), conhecido como hipogonadismo, está presente em uma parcela menor, de 6% a 12% dos homens entre 40 e 69 anos.</p><p>Um grande estudo europeu demonstra que cerca de 2% dos homens entre 40 e 79 anos apresentam tanto a baixa de testosterona quanto os sintomas do DAEM. O mesmo estudo revelou que apenas a baixa dos níveis hormonais, sem os sintomas do DAEM, é encontrada em aproximadamente 23% dos homens após os 40 anos de idade.</p>
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