O brutal feminicídio de Natali Vieira Batista, de 33 anos, em Goiânia, trouxe à tona um histórico alarmante. Djanir Brito, de 37 anos, suspeito de matar a namorada a facadas, já possuía um extenso histórico de violência.
A investigação policial revelou que Djanir tinha passagens por crimes graves e agressões contra outras mulheres, demonstrando um padrão preocupante. Este comportamento violento lança luz sobre a tragédia.
Familiares do suspeito confirmaram à polícia a intenção assassina de Djanir no dia do crime. A delegada responsável pelo caso detalhou seu preocupante histórico. As informações foram divulgadas pelo g1.
Um Histórico de Violência Recorrente
Segundo a delegada Gabriela Adas, Djanir Brito possui um longo histórico de envolvimento com a criminalidade. Ele tem passagens por tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo e roubo.
Seu prontuário inclui ainda lesão corporal contra uma ex-namorada, homicídio culposo no trânsito e tentativa de homicídio. Esses crimes foram registrados tanto em Goiânia quanto em Aparecida de Goiânia.
A polícia descreve o suspeito como um indivíduo de extrema agressividade. A delegada Gabriela Adas relatou ao g1 o depoimento de parentes de Djanir sobre o dia do feminicídio de Natali.
“Na casa dos parentes dele, onde o crime aconteceu, as testemunhas foram unânimes em dizer que ele efetivamente queria matá-la e que só deixou o local quando se certificou de que Natali já estava morta”, detalhou a delegada.
Agressões Anteriores e a Falta de Medidas Protetivas
O histórico de violência de Djanir contra mulheres é recorrente. Em 2023, a mãe de uma ex-namorada acionou a polícia. Djanir discutiu com a mulher e efetuou disparos dentro da casa, um sinal de periculosidade.
Em 2024, um novo registro de lesão corporal contra outra namorada foi feito. Isso demonstra a recorrência de seu comportamento agressivo contra mulheres.
Lamentavelmente, em ambos os casos anteriores, as vítimas não solicitaram medidas protetivas. Talvez, uma medida preventiva pudesse ter evitado futuras tragédias como o feminicídio de Natali.
Detalhes do Feminicídio de Natali Vieira Batista
Natali Vieira Batista, de 33 anos, foi brutalmente assassinada a facadas em 26 de dezembro. O crime ocorreu após uma discussão com Djanir Brito dentro de um carro, na Vila Montecelli, em Goiânia.
Conforme o Corpo de Bombeiros, Natali apresentava graves ferimentos de faca no tórax. Ela também tinha hematomas no rosto. Estes detalhes reforçam a crueldade da agressão que resultou em seu feminicídio.
Após cometer o feminicídio, Djanir tentou fugir com a ajuda de seu pai. Ele buscou esconder-se na casa de parentes no Setor Cândida de Moraes. Contudo, foi rapidamente interceptado.
Equipes do 9º Batalhão e do Giro agiram rapidamente, conseguindo prendê-lo em flagrante. Em um vídeo gravado no momento da prisão, o suspeito confessou o crime.
Ele alegou ter “perdido o controle” e afirmou não se lembrar do número exato de facadas desferidas contra Natali. A família da vítima revelou que o casal estava junto há apenas cinco meses.
A família também disse que Djanir não permitia que Natali tivesse seu próprio telefone. Este é um sinal claro de controle e abuso na relação, frequentemente um alerta em casos de feminicídio.