Animais podem morrer de calor? Entenda a hipertermia em cães e gatos e 7 dicas cruciais para proteger seus pets no verão

Atenção redobrada: o risco da hipertermia para cães e gatos nos dias quentes

O calor intenso do verão brasileiro representa um risco sério para a saúde dos animais de estimação, podendo levar à condição grave de hipertermia e até mesmo à morte. Um caso recente, envolvendo a morte de um cão em um hotel para pets, acendeu o alerta sobre a importância dos cuidados.

Veterinários especialistas explicam os perigos e oferecem orientações cruciais para proteger cães e gatos nos dias mais quentes. A conscientização e a adoção de medidas preventivas são fundamentais para evitar que seus companheiros sofram com as altas temperaturas.

A família tutora do animal que faleceu em um hotel para pets pretende entrar na Justiça, alegando negligência por parte do estabelecimento. Este incidente ressalta a urgência em compreender os riscos e saber como agir, conforme informação divulgada pelo g1.

Hipertermia em pets: riscos e as raças mais vulneráveis ao calor

A hipertermia, ou superaquecimento corporal, pode causar consequências severas aos animais. Conforme o médico veterinário Artur Teixeira Pereira, que vê com frequência como o calor pode ser fatal, qualquer cachorro pode sofrer com a condição se exposto a temperaturas elevadas.

No entanto, algumas raças apresentam maior risco devido a características físicas específicas. A veterinária Thalita de Noffri explicou que cães braquicefálicos, ou seja, aqueles com o focinho mais curto e achatado, são mais propensos. Este foi o caso do cão Bucky, que faleceu no hotel.

Entre as raças braquicefálicas mais vulneráveis estão Pugs, Shih-tzus, Boxers, Pequinês, Bulldogs e até os Pit bulls. Artur Teixeira Pereira detalha que essa característica natural dificulta a respiração no dia a dia, piorando em momentos de calor intenso. Ele afirma que eles não conseguem resfriar o corpo tão eficientemente quanto outras raças. O ar quente entra e sai com mais esforço, levando a um superaquecimento rápido que pode evoluir para a hipertermia.

Thalita de Noffri acrescenta outros fatores de risco, como obesidade, idade e doenças cardíacas e/ou respiratórias. Ela também destaca que o fato de os animais estarem próximos ao chão é uma complicação relacionada ao calor. A veterinária explica que, enquanto humanos estão a uma altura média de 1,70 metros do chão, cães e gatos estão a cerca de 30 centímetros. Isso significa que eles sentem o calor muito mais do que nós.

Além disso, ao contrário dos humanos, os animais não suam, o que os impede de regular a temperatura corporal de forma eficiente. Esta condição os torna ainda mais suscetíveis aos efeitos do calor excessivo.

Sinais de alerta: como identificar o superaquecimento em seu pet

Os tutores devem estar sempre alertas aos sinais de superaquecimento em seus animais. Segundo os profissionais, é crucial reconhecer rapidamente os sintomas para buscar ajuda.

Entre os principais indicadores de que o pet está sofrendo com o calor, estão: respiração ofegante excessiva, saliva grossa, gengivas vermelhas ou azuladas, fraqueza, vômitos e diarreia.

Em casos mais extremos, a veterinária Thalita de Noffri alerta que os animais podem apresentar convulsões e até desmaios. Ao notar qualquer um desses sintomas, é fundamental procurar atendimento veterinário imediatamente para evitar complicações graves decorrentes da hipertermia.

Primeiros socorros e dicas essenciais para evitar a hipertermia

Ao identificar os sinais de superaquecimento, os primeiros socorros são cruciais. É importante tentar refrescar o animal, mas nunca jogando água gelada, pois isso pode causar um choque térmico. Os veterinários recomendam manter o pet em um lugar fresco e ventilado e tentar refrescá-lo com um pano úmido ou água morna.

Para prevenir a hipertermia em dias quentes, os profissionais listaram dicas importantes:

  • Opte por passeios bem cedo ou no fim da tarde, quando o sol está baixo e a temperatura do asfalto é mais amena.
  • Antes de sair para passear, toque o chão com a palma da mão por 5 segundos para checar a temperatura. Se estiver muito quente para você, estará quente demais para as patinhas do seu pet.
  • Em dias quentes, mantenha o cão em um ambiente coberto, com circulação de ar, utilizando ventilador ou ar-condicionado para ajudar na termorregulação.
  • Deixe água fresca e limpa sempre disponível para o seu pet, podendo adicionar pedras de gelo para mantê-la gelada por mais tempo.
  • Ofereça tapetes térmicos, que são projetados para ajudar o cachorro a se refrescar ativamente.
  • Mantenha a pelagem bem cuidada, pois o pelo auxilia na termorregulação do corpo do pet, protegendo-o tanto do frio quanto do calor.
  • Não incentive exercícios físicos muito longos e intensos em dias de altas temperaturas, pois isso pode acelerar o superaquecimento.

Adotar esses cuidados simples pode fazer uma grande diferença na saúde e bem-estar dos seus animais de estimação, protegendo-os dos perigos do calor e da hipertermia.

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