Homem preso por matar açougueiro a pauladas por vingança em Jaguariaíva já agrediu outra pessoa da mesma forma, diz polícia

A polícia de Jaguariaíva descobriu que Julio Cesar Manoel de Oliveira, suspeito do homicídio do açougueiro, já havia agredido outra pessoa da mesma forma em 2025.

A cidade de Jaguariaíva, no Paraná, foi palco de um crime brutal que chocou a população. O açougueiro Alcides Miguel de Castro, conhecido como Cide, foi assassinado a pauladas por vingança. O motivo seria sua presença em um vídeo que mostrava um furto de carne no mercado onde trabalhava.

Dois homens foram presos em flagrante pelo crime, mas as investigações revelaram um detalhe perturbador. Um dos suspeitos, Julio Cesar Manoel de Oliveira, já possuía um histórico de violência com o mesmo modus operandi, tendo agredido outra pessoa de forma similar em 2025.

Este novo elemento adiciona uma camada de complexidade ao caso, levantando questões sobre o padrão de comportamento do agressor. A polícia continua a apurar os fatos para finalizar o inquérito, conforme informações divulgadas pelo g1.

O Brutal Assassinato do Açougueiro Cide

O açougueiro Alcides Miguel de Castro, também conhecido como Cide, foi vítima de um ataque covarde no meio da rua, em Jaguariaíva. Ele foi agredido com reiterados golpes de paulada, principalmente na região da cabeça, após um vídeo em que aparecia viralizar nas redes sociais.

Mesmo após perder a consciência, as agressões não cessaram, resultando em lesões gravíssimas e perda de massa encefálica. Alcides foi prontamente socorrido e encaminhado ao hospital em estado gravíssimo, mas infelizmente não resistiu aos ferimentos.

O delegado William Arantes Nunes detalhou a brutalidade do crime: “A vítima foi covardemente atingida por reiterados golpes de paulada na região da cabeça. Mesmo após perder a consciência, as agressões continuaram, resultando em lesões gravíssimas e perda de massa encefálica. Alcides foi socorrido e encaminhado em estado gravíssimo ao hospital”, explicou o delegado.

Vingança e o Vídeo Viral

As investigações apontam que o crime foi motivado por vingança. Alcides apareceu em um vídeo que flagrava duas mulheres tirando pedaços de carne de dentro da bolsa, após serem abordadas por um segurança do estabelecimento onde o açougueiro trabalhava.

As imagens foram amplamente compartilhadas nas redes sociais, e Alcides foi reconhecido por familiares das mulheres envolvidas no furto. Foi então que o irmão de uma delas, Gilmar Miranda De Matos, acompanhado de seu amigo, Julio Cesar Manoel de Oliveira, orquestrou o ataque.

Os dois homens abordaram Alcides e o atacaram com pauladas, em plena via pública. As agressões foram filmadas e o vídeo se tornou uma peça fundamental no inquérito policial, fornecendo provas irrefutáveis contra os agressores.

Histórico de Agressão: Um Padrão de Violência

Um dos aspectos mais chocantes da investigação é a descoberta de um histórico de violência por parte de Julio Cesar Manoel de Oliveira. Segundo a polícia, ele já havia agredido outra pessoa da mesma maneira em 2025.

O primeiro crime, registrado como lesão corporal, apresenta o mesmo modus operandi, com o uso de pauladas como forma de agressão. Essa revelação sugere um padrão de comportamento violento e premeditado por parte do suspeito, intensificando a gravidade do caso do açougueiro.

A semelhança entre os dois incidentes é um ponto crucial para a polícia, que agora busca entender a extensão desse padrão e se há outras vítimas ou ocorrências não relacionadas que possam contribuir para a elucidação completa do perfil do agressor.

Prisão e Próximos Passos da Investigação

Após o ataque a Alcides, os suspeitos fugiram, mas foram encontrados e presos em flagrante horas depois. Ambos tiveram a prisão convertida em preventiva, o que significa que permanecerão detidos por tempo indeterminado enquanto as investigações prosseguem.

Até o momento, Julio Cesar Manoel de Oliveira e Gilmar Miranda De Matos ainda não têm advogados constituídos no processo por homicídio. Por este motivo, o g1 ainda não conseguiu contato com a defesa dos acusados para obter suas versões dos fatos.

A polícia de Jaguariaíva continua ouvindo testemunhas e apurando se houve envolvimento de outras pessoas no crime. O objetivo é reunir todas as provas necessárias para finalizar o inquérito e garantir que a justiça seja feita no caso do açougueiro Alcides Miguel de Castro.

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