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"title": "Morte de Homens de SP no PR Completa Seis Meses: Suspeitos Foragidos e Prioridade em Investigação de Crime Bárbaro em Icaraíma",
"subtitle": "A tragédia que chocou Icaraíma, no Paraná, com a execução de quatro homens que foram cobrar uma dívida de R$ 255 mil, ainda busca por justiça e elucidação.",
"content_html": "<h2>A tragédia que chocou Icaraíma, no Paraná, com a execução de quatro homens que foram cobrar uma dívida de R$ 255 mil, ainda busca por justiça e elucidação.</h2><p>Seis meses se passaram desde o brutal assassinato de quatro homens de São Paulo que viajaram até Icaraíma, no noroeste do Paraná, para cobrar uma dívida. O caso, que ganhou repercussão nacional, continua sem respostas definitivas, com os principais suspeitos seguindo foragidos da justiça.</p><p>A Polícia Civil do Paraná, agora sob nova liderança na comarca responsável pela investigação, reiterou o compromisso com a elucidação dos fatos. Contudo, a complexidade do crime e a fuga dos envolvidos têm desafiado as autoridades.</p><p>A investigação aponta para uma trama envolvendo cobrança de valores, suposto envolvimento com o crime organizado e uma emboscada de extrema violência, conforme informações divulgadas pelo g1.</p><h3>A Emboscada Fatal e a Brutalidade do Crime</h3><p>Os quatro homens, identificados como Robishley Hirnani de Oliveira, Diego Henrique Affonso, Rafael Juliano Marascalchi e Alencar Gonçalves de Souza Giron, foram mortos em uma emboscada no dia 5 de agosto. A polícia trabalha com a teoria de que as vítimas foram baleadas assim que chegaram à propriedade dos devedores, ainda dentro do carro.</p><p>A brutalidade do ataque é evidenciada pela quantidade de disparos e pelas armas utilizadas. O laudo pericial concluiu que foram empregadas pelo menos cinco armas de fogo de calibres diversos, incluindo um fuzil, com tiros atingindo a picape em três pontos distintos: lado esquerdo, traseira e frente.</p><p>A polícia acredita que no mínimo cinco pessoas participaram da execução. Os laudos necroscópicos detalham a violência: <b>Robishley</b> foi morto com três tiros nas costas, um na cabeça, um no braço e dois no tórax; <b>Diego Henrique</b> recebeu nove disparos, sendo um na cabeça, seis no tórax e dois nos braços; <b>Rafael Juliano</b> foi atingido por seis tiros, três na cabeça, dois no tórax e um na perna; e <b>Alencar Gonçalves</b> morreu com um tiro na cabeça.</p><p>Os investigadores afirmam que as mortes foram instantâneas, descartando sequestro ou tortura prévia. Após a execução, os corpos e o veículo das vítimas foram levados e enterrados separadamente. O carro foi encontrado em um bunker e os corpos em uma vala, a 650 metros de distância, em setembro, após denúncias anônimas e pistas de um informante.</p><h3>A Dívida, os Suspeitos e os Indícios de Crime Organizado</h3><p>A motivação para o crime seria a cobrança de uma dívida de R$ 255 mil, referente à venda de uma propriedade rural por Alencar Gonçalves de Souza Giron à família Buscariollo. O pagamento, dividido em dez notas promissórias, nunca foi efetuado.</p><p>Os suspeitos de envolvimento direto nos homicídios são <b>Antonio Buscariollo</b>, de 66 anos, e seu filho, <b>Paulo Ricardo Costa Buscariollo</b>, de 22. A investigação revelou que as vítimas tinham conhecimento do suposto envolvimento dos devedores com atividades ilícitas, conforme áudios divulgados pela polícia.</p><p>Em uma das conversas, Diego Henrique Affonso mencionou à esposa que os suspeitos traficavam cigarro para o Paraguai, descrevendo-os como "sem vergonha, malandro". O delegado Gabriel Menezes, responsável pela investigação inicial, indicou que há indícios de ligação da família Buscariollo com o contrabando de cigarros e o tráfico de drogas, o que pode conectá-los ao crime organizado. A defesa dos Buscariollo não comentou sobre essas alegações, afirmando que a autoria dos homicídios ainda não foi elucidada e que eles fugiram para facilitar a solução do crime.</p><h3>A Fuga dos Suspeitos e Policiais sob Investigação</h3><p>Antonio e Paulo Ricardo Costa Buscariollo foram inicialmente levados à delegacia em 7 de agosto, onde confirmaram o negócio da propriedade, mas negaram relação direta com a dívida. Após serem liberados, eles e todos os seus familiares que moravam no local desapareceram e permanecem foragidos até a última atualização da reportagem.</p><p>A complexidade do caso se aprofundou em dezembro, quando dois policiais civis de Icaraíma se tornaram alvo de mandados de busca e apreensão. Eles são suspeitos de ter passado informações privilegiadas que podem ter facilitado a fuga dos investigados ou a destruição de vestígios, prejudicando a investigação.</p><p>A Corregedoria da Polícia Civil está apurando a conduta dos agentes, que foram realocados de delegacia. Se comprovada a ação, eles podem responder por favorecimento pessoal e corrupção, além de serem demitidos administrativamente, conforme informou o delegado Isaias Cordeiro de Lima.</p><h3>Seis Meses de Espera: Próximos Passos da Investigação</h3><p>Com a posse do novo delegado, Isaias Cordeiro de Lima, em janeiro, a comarca de Umuarama, que abrange Icaraíma, terá a investigação dos homicídios como "prioridade em 2026", conforme suas declarações à RPC. Ele garantiu que a equipe de investigação permanece a mesma e dará seguimento à linha de apuração iniciada pelo delegado anterior.</p><p>Isaias Cordeiro de Lima destacou a natureza atípica e a crueldade do crime para a comarca, que registra em média apenas dois homicídios por ano. "Em 2025 teve esse ápice de sete homicídios em razão dessas quatro mortes que elevaram bastante o índice. A dinâmica dos fatos nos impressionou pela crueldade com que foi praticado", afirmou o delegado.</p><p>Apesar do compromisso, ainda não há previsão para a finalização do inquérito. A investigação segue sob sigilo, mantendo a expectativa por justiça para as famílias das vítimas, que aguardam por respostas e pela prisão dos suspeitos após seis longos meses de espera.</p>"
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