Musas do Carnaval 2024: O Desafio das Famosas na Sapucaí, de Bruna Griphao a Gabi Martins, Revelam Treinos Intensos e a Cobrança por Samba no Pé

Bruna Griphao, Cintia Dicker e Gabi Martins detalham a rotina de aulas e o comprometimento para brilhar como musas do carnaval, enfrentando a crescente cobrança por samba no pé na Sapucaí.

O brilho das musas do carnaval na Marquês de Sapucaí vai muito além da beleza e do luxo das fantasias. Nos últimos anos, a pressão sobre as celebridades convidadas para desfilar tem se intensificado, exigindo dedicação, presença nos ensaios e um comprometimento genuíno com a escola.

Com o crescente destaque de passistas da comunidade, que viralizam nas redes sociais com seus vídeos de ensaios, as famosas agora precisam se esforçar ainda mais para conquistar os holofotes e o respeito do público, mostrando que a entrega é fundamental para o espetáculo.

Nomes como Bruna Griphao, Cintia Dicker, Lívia Andrade, Gkay, Mulher Melão e Gabi Martins, que desfilaram em escolas como Salgueiro e Vila Isabel, compartilharam seus desafios e rotinas intensas de preparação, conforme informações divulgadas pelo g1.

A Batalha das Estreantes: Bruna Griphao e Cintia Dicker no Salgueiro

Para as atrizes e modelos que pisaram na Avenida pela primeira vez como musas do Salgueiro, o desafio foi enorme. Bruna Griphao, que já desfilou na infância, mas estreou como musa este ano, dedicou-se intensamente às aulas de samba para não fazer feio.

Ao g1, Bruna afirmou que a cobrança é justa, dada a importância do carnaval para a comunidade. “Fiz bastante aula de samba e foi maravilhoso. Me deu uma segurança maior. Quando eu aceitei o convite, eu já sabia que viriam cobranças e acho que, de certa forma, é justo. Tem que cobrar mesmo. O Carnaval, as escolas, merecem respeito, entrega. Eu estar fazendo aula, estar presente, estar me esforçando, é o mínimo”, disse a atriz.

Cintia Dicker, que sempre assistiu aos desfiles dos camarotes com o marido Pedro Scooby, também fez sua estreia na Sapucaí. Ela se preparou com aulas de samba três vezes por semana desde outubro, sob a orientação de Carlinhos, coreógrafo do Salgueiro.

A modelo reconhece que o caminho é longo para atingir o nível das passistas. “Foi um longo trabalho. Eu fiz o máximo que eu pude, mas não vou chegar agora e sair sambando como uma passista, não tem condição. Vou precisar de pelo 10 anos pra chegar no dedinho do pé delas”, exaltou Cintia, destacando a complexidade da arte do samba.

Veteranas na Avenida: Mulher Melão e Gabi Martins Compartilham Experiências

Mesmo com anos de experiência, as musas do carnaval veteranas também mantêm o comprometimento. Renata Frisson, a Mulher Melão, que já desfilou por 18 anos na Sapucaí e foi diretora de musas do Salgueiro, fez questão de aprimorar seu samba e sua performance.

“Quem samba é passista. A musa é beleza, apresentar o personagem… mas hoje em dia tem uma cobrança muito grande. Nunca me preocupei com isso, sou muito bem resolvida. Mas fiz aulas porque é sempre bom aprimorar. A gente tem que se divertir e ser feliz”, acredita Mulher Melão, que já passou por escolas como Vila Isabel, Grande Rio e Mangueira.

Gabi Martins, musa da Unidos de Vila Isabel há cinco anos, relembrou as críticas que recebeu em seu primeiro desfile. A cantora e ex-BBB dedicou-se a melhorar, fazendo de três a quatro aulas de samba por semana para honrar a comunidade.

“O primeiro ano foi muito difícil, eu recebi muitas críticas sobre o meu samba. Eu realmente não sabia, mas comecei a me esforçar, evoluir, fazer de 3 a 4 aulas por semana. Porque eu queria dar o meu melhor para a comunidade. Acho que tem espaço para todos, mas temos que respeitar as passistas, aprender com elas. Eu entendi meu lugar e pedi licença com muito carinho e humildade para realizar um sonho que eu tinha desde criança. É fazer o que você ama, mas se esforçando sempre”, afirmou Gabi Martins.

O Respeito à Tradição e o Esforço Contínuo

A crescente exigência sobre as musas do carnaval reflete um movimento de valorização da autenticidade e do samba de raiz. As celebridades estão compreendendo que a participação na festa vai além da exposição, demandando um respeito profundo pela cultura e pela comunidade carnavalesca.

A dedicação aos ensaios e às aulas de samba tornou-se um pré-requisito para as famosas que desejam brilhar na Avenida. Este esforço contínuo não só garante um espetáculo mais autêntico, como também fortalece o vínculo entre as musas e as escolas de samba, mostrando que o amor pelo carnaval é o que realmente importa.

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