Pesquisa Quaest: 48% dos brasileiros afirmam que a economia piorou nos últimos 12 meses, com otimismo em queda para o futuro em ano eleitoral

Avaliação da situação econômica do país registra acentuada queda, refletindo um cenário de percepção negativa e a diminuição da esperança para os próximos meses.

A percepção dos brasileiros sobre a economia do país registrou uma piora significativa no último mês, conforme revelam os dados de uma nova pesquisa da Quaest. O levantamento aponta que quase metade da população considera que o cenário econômico se deteriorou, indicando um aumento do pessimismo em um ano crucial para as eleições.

Este sentimento de descontentamento se aprofunda, com menos otimismo em relação ao futuro e desafios crescentes no poder de compra e no mercado de trabalho. A pesquisa oferece um panorama detalhado das preocupações que afetam o cotidiano de milhões de pessoas.

Os resultados foram divulgados em um levantamento encomendado pela Genial Investimentos, que ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 6 e 9 de março, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, conforme informação divulgada pelo g1.

Percepção da Economia Atual

Os números da Quaest indicam que 48% dos brasileiros acreditam que a economia piorou nos últimos 12 meses. Este percentual representa um aumento em relação a fevereiro, quando 43% tinham a mesma percepção. Em contraste, apenas 24% dos entrevistados afirmaram que a situação melhorou, enquanto 26% consideram que permaneceu inalterada.

A pesquisa destaca ainda que, entre os eleitores independentes, grupo considerado estratégico para a disputa presidencial de outubro, a percepção de piora é ainda mais acentuada, atingindo 50%. Este segmento, que não se identifica com as polarizações políticas, representa cerca de 32% do eleitorado, segundo a Quaest, e sua visão sobre a economia pode ser decisiva.

Expectativas para o Futuro da Economia

O otimismo em relação ao futuro da economia também registrou uma queda. O índice de brasileiros que esperam uma melhora nos próximos 12 meses recuou para 41%, vindo de 43% em fevereiro e 48% em janeiro. Essa tendência de declínio reflete uma cautela crescente entre a população.

Em contrapartida, a parcela de entrevistados que projeta uma piora da economia aumentou. Atualmente, 34% dos brasileiros esperam um agravamento do cenário econômico, um crescimento significativo em comparação com os 29% registrados em fevereiro e os 28% em janeiro. Outros 21% acreditam que a situação permanecerá estável.

O Desafio dos Preços e do Poder de Compra

A percepção sobre o aumento dos preços dos alimentos nos mercados é generalizada, com 58% dos brasileiros relatando que os valores subiram. Esse número é ligeiramente superior aos 56% registrados no mês anterior, evidenciando uma pressão contínua sobre o orçamento familiar. Apenas 16% notaram uma queda nos preços.

A consequência direta do cenário inflacionário é a perda do poder de compra. A pesquisa revela que 64% dos brasileiros afirmam conseguir comprar menos do que há um ano, um aumento em relação aos 61% de fevereiro. Apenas 14% sentem que seu poder de compra aumentou, enquanto 21% não percebem diferença.

Cenário do Mercado de Trabalho

No que tange ao mercado de trabalho, a dificuldade em conseguir emprego é a percepção dominante. Metade dos entrevistados, 50%, considera que está mais difícil encontrar uma vaga atualmente, um leve aumento frente aos 49% de fevereiro. Esse dado sublinha os desafios enfrentados por muitos brasileiros na busca por oportunidades.

Apesar da percepção geral de dificuldade, 40% dos entrevistados ainda acreditam que está mais fácil conseguir um emprego, enquanto 4% avaliam que a situação permanece inalterada. A dinâmica do mercado de trabalho continua a ser um ponto de atenção crucial para a economia e para a vida dos cidadãos.

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