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{
"title": "Operação Policial Prende Ex-Servidores Suspeitos de Fraudar Licitação Milionária de Tintas Contra a Dengue em Goiânia e DF",
"subtitle": "Operação policial desmantela grande esquema de fraude em licitação para compra de tintas contra a dengue, com produtos vencidos e desvio de milhões.",
"content_html": "<h2>Operação policial desmantela grande esquema de fraude em licitação para compra de tintas contra a dengue, com produtos vencidos e desvio de milhões.</h2><p>Uma vasta operação policial desvendou um complexo esquema de <b>fraude em licitação</b> para a aquisição de tintas inseticidas, destinadas ao combate do mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue. As investigações resultaram na prisão de ex-servidores comissionados e na apuração do envolvimento de proprietários de uma empresa fornecedora.</p><p>O escândalo, que aponta para um prejuízo de milhões aos cofres públicos, revelou irregularidades como a compra de produtos próximos ao vencimento e a aplicação em imóveis desativados, sem utilidade para a administração municipal.</p><p>Os detalhes da operação e do esquema foram divulgados pelo g1, destacando a complexidade da fraude e o impacto nas verbas que deveriam ser usadas para a saúde pública.</p><h3>Detalhes da Investigação e Prisões</h3><p>A operação teve início com a prisão dos ex-servidores nesta terça-feira, dia 10. De acordo com o delegado Ricardo Pina, os investigados faziam parte da gestão anterior em municípios e atuavam como servidores comissionados. Além deles, os proprietários da empresa que forneceu as tintas também estão sob investigação.</p><p>O Poder Judiciário decretou um total de 13 mandados judiciais. Desses, 11 foram mandados de busca e apreensão, sendo seis cumpridos no Distrito Federal, quatro em Goiânia e um na cidade de Valparaíso, conforme informou o delegado.</p><p>A investigação, que começou em 2024, focou em Goiânia na Secretaria de Desenvolvimento Humano e Social (Semasdh). Foi apurado que, em um dos contratos, a pasta adquiriu <b>2.500 latas de tinta inseticida</b>, onde se verificou a existência de fraude no procedimento licitatório, na execução contratual e na fiscalização.</p><h3>A Fraude das Tintas Inseticidas</h3><p>Ricardo Pina explicou que foi identificado um "núcleo paralelo de compras", informalmente chamado de Departamento de Compras 2. Este grupo, formado por servidores e ex-servidores comissionados, agilizava os procedimentos licitatórios de forma desproporcional, violando princípios administrativos como a transparência e a segregação de função.</p><p>A investigação revelou que os produtos foram encaminhados com a validade próxima ao vencimento e entregues de maneira diferente do que estava previsto no contrato. Além disso, falhas graves na fiscalização foram identificadas, contribuindo para a efetivação da <b>fraude em licitação</b>.</p><p>A tinta, crucial para combater o mosquito da dengue, deveria ser aplicada em órgãos da Semasdh. No entanto, a quantidade prevista na licitação era desproporcional ao rendimento da tinta. "2.500 latas de tinta têm uma cobertura de 100 mil metros quadrados. A ordem de serviço previa algo em torno de cinco vezes a metragem adequada para aquela cobertura de tinta, demonstrando a inexatidão e a impossibilidade de utilização dessa tinta para pintar todos aqueles órgãos", afirmou Ricardo Pina.</p><p>A polícia descobriu que parte da tinta foi aplicada em imóveis desativados, transitórios ou sem funcionalidade para o poder público municipal, incluindo Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), Centros de Capacitação de Profissionais da Educação (CAS) e até mesmo cemitérios.</p><h3>Prejuízo ao Erário e Crimes Apurados</h3><p>O delegado informou que foi representado junto ao Poder Judiciário o sequestro de <b>R$ 2,7 milhões</b>, valor correspondente ao prejuízo estimado ao erário público. O contrato total investigado está em torno de R$ 4.437.500,00.</p><p>Dados de uma auditoria da Controladoria Geral do Município mostraram que as 2.500 latas, totalizando 10.000 litros, custaram aos cofres públicos R$ 1.775 cada. O problema da validade das tintas foi um ponto crucial, pois a eficácia do produto é perdida após o vencimento.</p><p>"Só que ela tem uma data de fabricação, ela tem um período de ação duradoura que o edital e o termo de referência preveem, e ela foi entregue, na sua grande maioria, próxima ao prazo de vencimento", detalhou o delegado. Os crimes que estão sendo apurados incluem <b>associação criminosa</b>, modificação irregular de contrato e <b>fraude em contrato administrativo</b>.</p><h3>Posicionamento dos Envolvidos</h3><p>Em nota, a Secretaria de Desenvolvimento Humano e Social (Semasdh) declarou que está à disposição da Polícia Civil para colaborar com as investigações, reforçando seu compromisso com a transparência e a correta aplicação das verbas públicas.</p><p>O ex-prefeito Rogério Cruz, também por meio de nota, afirmou não ser parte no processo judicial e, portanto, não ter conhecimento sobre o conteúdo dos autos. Ele reiterou que não participou de qualquer ato relacionado à execução contratual ou à condução dos processos administrativos mencionados na investigação da <b>fraude em licitação</b>.</p>"
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"content_html": "<h2>Operação policial desmantela grande esquema de fraude em licitação para compra de tintas contra a dengue, com produtos vencidos e desvio de milhões.</h2><p>Uma vasta operação policial desvendou um complexo esquema de <b>fraude em licitação</b> para a aquisição de tintas inseticidas, destinadas ao combate do mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue. As investigações resultaram na prisão de ex-servidores comissionados e na apuração do envolvimento de proprietários de uma empresa fornecedora.</p><p>O escândalo, que aponta para um prejuízo de milhões aos cofres públicos, revelou irregularidades como a compra de produtos próximos ao vencimento e a aplicação em imóveis desativados, sem utilidade para a administração municipal.</p><p>Os detalhes da operação e do esquema foram divulgados pelo g1, destacando a complexidade da fraude e o impacto nas verbas que deveriam ser usadas para a saúde pública.</p><h3>Detalhes da Investigação e Prisões</h3><p>A operação teve início com a prisão dos ex-servidores nesta terça-feira, dia 10. De acordo com o delegado Ricardo Pina, os investigados faziam parte da gestão anterior em municípios e atuavam como servidores comissionados. Além deles, os proprietários da empresa que forneceu as tintas também estão sob investigação.</p><p>O Poder Judiciário decretou um total de 13 mandados judiciais. Desses, 11 foram mandados de busca e apreensão, sendo seis cumpridos no Distrito Federal, quatro em Goiânia e um na cidade de Valparaíso, conforme informou o delegado.</p><p>A investigação, que começou em 2024, focou em Goiânia na Secretaria de Desenvolvimento Humano e Social (Semasdh). Foi apurado que, em um dos contratos, a pasta adquiriu <b>2.500 latas de tinta inseticida</b>, onde se verificou a existência de fraude no procedimento licitatório, na execução contratual e na fiscalização.</p><h3>A Fraude das Tintas Inseticidas</h3><p>Ricardo Pina explicou que foi identificado um "núcleo paralelo de compras", informalmente chamado de Departamento de Compras 2. Este grupo, formado por servidores e ex-servidores comissionados, agilizava os procedimentos licitatórios de forma desproporcional, violando princípios administrativos como a transparência e a segregação de função.</p><p>A investigação revelou que os produtos foram encaminhados com a validade próxima ao vencimento e entregues de maneira diferente do que estava previsto no contrato. Além disso, falhas graves na fiscalização foram identificadas, contribuindo para a efetivação da <b>fraude em licitação</b>.</p><p>A tinta, crucial para combater o mosquito da dengue, deveria ser aplicada em órgãos da Semasdh. No entanto, a quantidade prevista na licitação era desproporcional ao rendimento da tinta. "2.500 latas de tinta têm uma cobertura de 100 mil metros quadrados. A ordem de serviço previa algo em torno de cinco vezes a metragem adequada para aquela cobertura de tinta, demonstrando a inexatidão e a impossibilidade de utilização dessa tinta para pintar todos aqueles órgãos", afirmou Ricardo Pina.</p><p>A polícia descobriu que parte da tinta foi aplicada em imóveis desativados, transitórios ou sem funcionalidade para o poder público municipal, incluindo Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), Centros de Capacitação de Profissionais da Educação (CAS) e até mesmo cemitérios.</p><h3>Prejuízo ao Erário e Crimes Apurados</h3><p>O delegado informou que foi representado junto ao Poder Judiciário o sequestro de <b>R$ 2,7 milhões</b>, valor correspondente ao prejuízo estimado ao erário público. O contrato total investigado está em torno de R$ 4.437.500,00.</p><p>Dados de uma auditoria da Controladoria Geral do Município mostraram que as 2.500 latas, totalizando 10.000 litros, custaram aos cofres públicos R$ 1.775 cada. O problema da validade das tintas foi um ponto crucial, pois a eficácia do produto é perdida após o vencimento.</p><p>"Só que ela tem uma data de fabricação, ela tem um período de ação duradoura que o edital e o termo de referência preveem, e ela foi entregue, na sua grande maioria, próxima ao prazo de vencimento", detalhou o delegado. Os crimes que estão sendo apurados incluem <b>associação criminosa</b>, modificação irregular de contrato e <b>fraude em contrato administrativo</b>.</p><h3>Posicionamento dos Envolvidos</h3><p>Em nota, a Secretaria de Desenvolvimento Humano e Social (Semasdh) declarou que está à disposição da Polícia Civil para colaborar com as investigações, reforçando seu compromisso com a transparência e a correta aplicação das verbas públicas.</p><p>O ex-prefeito Rogério Cruz, também por meio de nota, afirmou não ser parte no processo judicial e, portanto, não ter conhecimento sobre o conteúdo dos autos. Ele reiterou que não participou de qualquer ato relacionado à execução contratual ou à condução dos processos administrativos mencionados na investigação da <b>fraude em licitação</b>.</p>"
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