A situação crítica na unidade da Universidade Federal do Amazonas em Coari afeta diretamente o tripé universitário e a conclusão de cursos, com a gestão buscando medidas de curto prazo.
Estudantes da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) em Coari, no interior do Amazonas, estão novamente em protesto contra a persistente falta de professores na instituição. A mobilização dos alunos da UFAM destaca um problema que, segundo eles, se arrasta desde 2025, comprometendo seriamente o andamento dos cursos e a conclusão de atividades acadêmicas essenciais.
A insatisfação é grande e afeta diretamente o futuro acadêmico de muitos, principalmente aqueles que estão no último ano. A ausência de docentes impede a realização de estágios e práticas, elementos cruciais para a formação profissional.
Os alunos da UFAM participaram de uma reunião virtual com gestores da universidade para expressar suas preocupações, conforme informações divulgadas pelo G1. No ano passado, protestos semelhantes já haviam sido registrados, evidenciando a continuidade do problema mesmo após a mudança na gestão universitária em 2026.
A Luta Contínua dos Estudantes de Coari
O impacto da falta de professores é sentido em todas as esferas da vida acadêmica. Alan Maciel, um estudante que está no último ano, expressou a frustração da comunidade, afirmando que o “tripé universitário”, composto por ensino, pesquisa e extensão, está ameaçado.
“É frustrante ser atrapalhado, principalmente a minha turma, que está no último ano. Os estágios e práticas estão parados”, explicou Maciel, ressaltando o prejuízo direto para a conclusão dos cursos e a entrada no mercado de trabalho.
A paralisação das atividades práticas representa um obstáculo significativo para a formação desses futuros profissionais, que dependem dessas experiências para aplicar o conhecimento adquirido e desenvolver habilidades essenciais.
A Posição da Gestão da UFAM
Durante a reunião virtual, a gestão da UFAM informou que, no momento, não possui condições de contratar professores imediatamente. O professor Iago Orleans, representante da universidade, detalhou os desafios enfrentados pela instituição.
“Infelizmente, por afastamentos de saúde e situações particulares, temos carga horária descoberta que a instituição ainda não conseguiu cobrir”, disse Orleans. Ele acrescentou que, “hoje, os alunos estão sem professores para cumprir os estágios, o que dificulta a continuidade do semestre”.
A situação, portanto, é complexa, envolvendo questões administrativas e de recursos humanos que impedem uma solução rápida para a escassez de docentes na unidade de Coari.
Buscando Soluções: Reunião Marcada
Diante da pressão e da gravidade da situação, a direção da UFAM já marcou uma reunião crucial para a próxima segunda-feira, dia 13. O encontro será com o Instituto de Biotecnologia e Saúde (ISB), em Coari, buscando discutir alternativas.
Segundo a universidade, o objetivo da reunião é debater medidas de curto e médio prazo para resolver a crise. Entre as soluções que serão consideradas está a contratação de professores substitutos, uma medida emergencial para cobrir as cargas horárias descobertas e permitir a retomada das atividades acadêmicas e estágios.
A expectativa é que a reunião traga um alívio para os alunos da UFAM e que a falta de professores comece a ser resolvida de forma efetiva, garantindo o direito à educação e à conclusão dos cursos.