Feminicídio em Barrinha: Ex-marido viaja 200 km, faz tocaia e mata Fabiana Batista a tiros na frente da irmã, entenda o caso

Detalhes chocantes da investigação revelam premeditação, ameaças e o pavor da irmã que presenciou o brutal assassinato de Fabiana Cristina Lacerda Batista.

O município de Barrinha, no interior de São Paulo, foi palco de um crime bárbaro que chocou a população. Fabiana Cristina Lacerda Batista, de 42 anos, foi brutalmente assassinada a tiros pelo ex-marido, Paulo Henrique Batista, também de 42, em um caso de feminicídio que levanta questões sobre violência doméstica e a segurança das mulheres.

A tragédia, ocorrida em 2 de maio, revela uma trama de perseguição e premeditação, onde o suspeito percorreu 200 quilômetros para cometer o crime, aguardando a vítima em uma tocaia e agindo com frieza.

A família de Fabiana clama por justiça e as investigações avançam, buscando desvendar todos os detalhes e possíveis cúmplices do assassinato da mulher morta pelo ex-marido em Barrinha, conforme informações divulgadas pelo g1.

Como o crime aconteceu?

O assassinato de Fabiana Cristina Lacerda Batista ocorreu por volta das 20h de sábado, na Avenida Costa e Silva, no Jardim Paulista, em Barrinha. Fabiana estava chegando a um bar com sua irmã, Lorena, que faria uma apresentação musical no local, quando foram abordadas por Paulo, ainda dentro do carro.

Lorena, irmã da vítima, descreveu momentos de terror. Segundo seu relato, Paulo Henrique Batista se aproximou do veículo de forma irônica, dizendo: “boa noite, senhoras”. Em seguida, ele atacou Lorena, colocando uma arma em sua cabeça e a puxando pelos cabelos, com um olhar “esbugalhado”.

A irmã de Fabiana tentou protegê-la, mas o agressor contornou o carro para alcançar a ex-mulher. “Ela tentou pular pro meu lado [do motorista], e eu tentei pegar na mãozinha dela. Quando eu pego na mãozinha dela, ele me olha do outro lado [do carro], pôs a arma de novo pra mim e falou ‘você está aí ainda? Você não vai correr?’ Aí eu tive que soltar a mão dela”, contou Lorena.

Imagens de câmeras de segurança de estabelecimentos próximos ao local do crime mostram a premeditação de Paulo. Ele chegou ao endereço por volta das 18h45, cerca de uma hora antes da chegada de Fabiana e Lorena. Acompanhava as redes sociais da cantora para saber onde ela estaria.

Familiares da vítima confirmaram que Paulo, natural de Itaú de Minas, dirigiu por 200 quilômetros até Barrinha, onde Fabiana vivia, evidenciando o planejamento macabro para tirar a vida da mulher morta pelo ex-marido.

A prisão do suspeito

Após disparar contra Fabiana, que morreu no local, Paulo Henrique Batista tentou fugir a pé. Contudo, foi atropelado por pessoas que presenciaram o crime e, em seguida, contido até a chegada da Polícia Militar.

O suspeito foi encaminhado para a Santa Casa de Barrinha, onde permaneceu internado sob custódia policial. O veículo utilizado pela vítima passou por perícia e o revólver calibre .38, de numeração suprimida, usado por Paulo, foi apreendido.

O corpo de Fabiana Cristina Lacerda Batista foi enterrado na tarde de segunda-feira, 4 de maio, em Pratápolis, Minas Gerais, deixando uma família enlutada e em busca de respostas sobre a brutalidade da mulher morta pelo ex-marido.

O que diz a família da vítima?

A família da costureira Fabiana Cristina Lacerda Batista está convicta de que o assassinato foi premeditado. Lorena, irmã da vítima, revelou que há registros que mostram Paulo entrando e saindo de um motel próximo a Barrinha, e estacionando sua moto em uma rua da cidade momentos antes de se dirigir ao local do crime.

“Ele teve muito tempo para pensar, desistir, e nós temos várias provas que demonstram isso. Essa é a nossa intenção”, afirmou Lorena. Ela também descobriu pertences de Paulo no motel onde ele se hospedou e soube que ele havia pedido demissão do emprego em 23 de abril, alegando que viria atrás da ex-esposa.

O advogado da família de Fabiana, Diego Alvim, informou que a Polícia Civil investigará se outras pessoas tinham conhecimento da intenção de Paulo de cometer o crime. Essa suspeita surgiu a partir de um áudio em que Paulo enviou a um advogado dele, discutindo essa possibilidade.

“Há também algumas questões que vão ser apuradas detalhadamente pela polícia, mas de que outras pessoas teriam conhecimento de que ele estaria indo para Barrinha para poder cometer esse crime. Isso vai ser apurado e pode trazer novas pessoas para dentro do inquérito”, explicou o advogado, aumentando a complexidade do caso da mulher morta pelo ex-marido.

Andamento das investigações

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, Paulo Henrique Batista foi preso em flagrante após matar a tiros a ex-mulher na noite de 2 de maio. O boletim de ocorrência detalha que ele utilizou um revólver calibre .38, com numeração suprimida, que foi apreendido junto com munições.

A perícia foi acionada para o local do crime, e a ocorrência foi registrada como feminicídio e ameaça pela Delegacia Seccional de Sertãozinho. Nesta sexta-feira, 8 de maio, um celular e um diário do suspeito foram entregues à polícia e serão submetidos a perícia, elementos cruciais para a elucidação do caso.

Paulo permanece internado na Santa Casa de Barrinha sob escolta policial, e sua prisão preventiva já foi decretada. Assim que receber alta, será encaminhado para uma unidade prisional na região de Ribeirão Preto, para responder pelo assassinato brutal da mulher morta pelo ex-marido em Barrinha.

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