Apesar da destruição completa do salão Reikado do templo Daishō-in, em Miyajima, a Chama Eterna, símbolo de fé e memória, foi preservada.
Um incêndio de grandes proporções atingiu o histórico templo Daishō-in, localizado na pitoresca ilha de Miyajima, em Hiroshima, no Japão. O fogo consumiu um dos salões mais simbólicos do complexo budista, causando preocupação.
A principal apreensão girava em torno de uma **chama de 1.200 anos** abrigada no local, conhecida como a “Chama Eterna”. Esta chama possui um valor histórico e espiritual imenso, sendo um elo com a antiga tradição japonesa.
Contudo, para alívio de fiéis e admiradores, as autoridades do Daishō-in confirmaram que a **chama sagrada não foi danificada**. Suas brasas são mantidas em um compartimento separado e seguro, garantindo sua preservação, conforme informações divulgadas pelo g1.
O Templo Daishō-in e sua História Milenar
O salão Reikado, que foi completamente destruído pelo **incêndio no templo no Japão**, é um espaço de profunda importância histórica. Ele é reverenciado como o local onde Kukai, um influente monge budista japonês nascido em 774, teria realizado seus treinamentos ascéticos.
A figura de Kukai é central para o budismo Shingon, uma das principais escolas budistas do Japão. A perda do salão Reikado representa um duro golpe para o patrimônio cultural e religioso da região, mas a manutenção da **Chama Eterna** oferece um sinal de esperança.
A Chama Eterna: Símbolo de Fé e Conexão com a Paz
A **Chama Eterna** do templo Daishō-in não é apenas um artefato antigo, mas também uma fonte de inspiração para a paz. Ela é considerada a origem da “Chama da Paz”, mantida no Parque Memorial da Paz de Hiroshima.
Este parque foi criado em homenagem às vítimas da bomba atômica lançada pelos Estados Unidos sobre a cidade em 1945. A conexão entre a **chama de 1.200 anos** e o memorial reforça seu papel como um símbolo de resiliência e a busca contínua pela paz mundial.
Um Legado de Resiliência: Incêndios Anteriores e a Preservação da Chama
Relatos da imprensa local indicam que o salão Reikado já havia registrado incêndios no passado, demonstrando a vulnerabilidade das estruturas de madeira antigas. No entanto, a precaução de manter as brasas da **Chama Eterna** separadamente foi crucial para sua sobrevivência neste último incidente.
A capacidade de preservar a **chama sagrada** mesmo diante da destruição do salão principal é um testemunho da dedicação em manter viva essa herança. O incidente, embora trágico pela perda de parte do templo, reafirma a importância da **Chama Eterna** como um ícone de fé e memória para o Japão e para o mundo.