Mulher surda e muda é vítima de estupro e assalto em corrida de aplicativo em Taubaté, levada a área rural para ataque brutal, chocando a região.
A brutalidade de um crime choca o interior de São Paulo. Uma mulher de 36 anos, que possui deficiência auditiva e de fala, foi vítima de estupro e assalto durante uma corrida de aplicativo, em Taubaté, nesta segunda-feira (8).
O caso, que expõe a vulnerabilidade e os riscos em serviços de transporte por aplicativo, revelou que a vítima foi desviada de sua rota original e levada para uma área rural, onde foi atacada por um grupo de homens.
A Polícia Civil já investiga o ocorrido, que deixou a mulher profundamente abalada e debilitada. Os detalhes chocantes foram divulgados pelo g1, conforme informações da família da vítima.
O Trajeto que Virou Pesadelo
A mulher havia solicitado uma corrida pelo aplicativo 99 no Mercadão de Taubaté. Contudo, o motorista, em vez de seguir o destino indicado, mudou a rota de forma abrupta, conduzindo a passageira para uma estrada rural distante.
Nesse local ermo, a situação se agravou. Segundo o boletim de ocorrência, dois outros homens já aguardavam o veículo. Foi ali que a mulher surda e muda foi submetida a uma violência indescritível.
Os três criminosos cometeram o estupro e agrediram a vítima. Após a barbárie, eles ainda a assaltaram, levando todos os seus pertences, como dinheiro, celular, bolsa, documentos e cartões.
O Abandono e o Resgate
Após o ataque brutal, a mulher foi abandonada pelos agressores na rua Anibal José Faria, localizada no bairro Padre Marcelo, em Caçapava, cidade vizinha a Taubaté. A distância do local do crime dificultou o socorro imediato.
Familiares, preocupados com a demora e o sumiço da vítima, iniciaram as buscas e conseguiram resgatá-la. Ela foi imediatamente levada para um hospital, onde recebeu os primeiros atendimentos médicos e apoio necessário.
A família relatou à polícia que a vítima se comunica exclusivamente por meio da Linguagem Brasileira de Sinais, Libras, dada sua condição de mulher surda e muda. Isso adiciona uma camada de crueldade e vulnerabilidade ao crime.
A Investigação da Polícia Civil
O caso foi registrado como estupro e roubo qualificado. A Polícia Civil de Taubaté considera agravantes importantes, como o fato de o crime ter sido praticado em grupo e com o possível emprego de arma de fogo.
A vítima passou por exames no Instituto Médico Legal (IML), que deverão subsidiar a investigação. Ela está muito abalada e debilitada pelo ocorrido, necessitando de todo o suporte psicológico e médico para sua recuperação.
Até o momento, não houve prisões relacionadas ao caso. A polícia segue em busca dos responsáveis por essa ação criminosa que chocou a região do Vale do Paraíba, buscando identificar o motorista do aplicativo e seus cúmplices.
O g1, veículo que divulgou a notícia, informou ter contatado a empresa 99, aplicativo utilizado pela vítima, mas ainda não obteve retorno sobre o ocorrido e as medidas que serão tomadas em relação à segurança de seus usuários.