Rayane Figliuzzi Investigada por Queimaduras em Bronzeamento Artificial Proibido pela Anvisa: Entenda o Caso da Namorada de Belo

Rayane Figliuzzi sob Inquérito por Queimaduras e Uso de Equipamentos Ilegai

A empresária e influenciadora Rayane Figliuzzi, conhecida por seu relacionamento com o cantor Belo e por sua trajetória no meio artístico, tornou-se alvo de uma investigação policial que levanta sérias questões sobre a segurança em procedimentos estéticos.

Ela está sendo investigada em dois inquéritos pela Delegacia do Consumidor (Decon) no Rio de Janeiro, focados em acusações de queimaduras sofridas por uma cliente e pela utilização de câmaras de bronzeamento artificial, equipamentos cujo uso é proibido no Brasil desde 2009.

As denúncias vêm à tona em um momento em que a empresária também enfrenta outras polêmicas, conforme informações divulgadas pelo g1.

A Investigação e a Proibição da Anvisa

Os inquéritos contra Rayane Figliuzzi apuram a denúncia de uma consumidora que alegou ter sofrido queimaduras graves após usar uma máquina de bronzeamento em agosto de 2025. A vítima precisou gastar mais de R$ 1 mil em medicamentos devido a um quadro alérgico decorrente das lesões.

Além disso, a investigação se estende ao uso e à comercialização de câmaras de bronzeamento artificial para fins estéticos, prática expressamente proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2009, através de uma resolução que visa proteger a saúde pública.

Durante uma fiscalização recente no local que abrigava o Espaço Vip Bronze, na Taquara, Zona Oeste do Rio, um equipamento desativado foi encontrado. O delegado Wellington Vieira, titular da Decon, enfatizou a seriedade do caso: “A dona da clínica vai responder pela denúncia feita por uma consumidora que sofreu lesões na câmara de bronzeamento em agosto de 2025 e também por crimes contra as relações de consumo identificados durante a fiscalização.”

A Defesa de Rayane Figliuzzi

Em resposta às acusações, Rayane Figliuzzi, através de sua defesa, alegou ao g1 que o local não funciona como clínica de estética há meses, servindo apenas como depósito e showroom de sua marca de moda praia, UZZI.

A nota jurídica da defesa afirma que “o local não funciona como clínica há vários meses, encontrando-se totalmente desativado, sem atendimento ao público, sem oferta de procedimentos e sem qualquer atividade operacional”. Eles argumentam que os equipamentos encontrados estavam desligados, sem uso e sem condições de operação, e que a polícia teria vinculado indevidamente Rayane a atividades de outra clínica, pertencente a uma ex-colaboradora.

A defesa também informou que possui imagens de monitoramento interno que, segundo eles, comprovam a ausência de clientes e de atividades estéticas no momento da diligência. “Todas as medidas legais já estão sendo adotadas”, afirmou a defesa, buscando a elucidação dos fatos e a preservação dos direitos de Rayane Figliuzzi.

Outras Polêmicas e o Histórico da Empresária

A investigação atual não é a primeira vez que o nome de Rayane Figliuzzi surge em manchetes. Recentemente, ela foi afastada do cargo de musa da escola de samba Vila Isabel para o Carnaval de 2026. O afastamento ocorreu após uma polêmica envolvendo uma denúncia de racismo contra duas pessoas de sua equipe, embora Rayane não seja investigada diretamente neste caso.

Em 2021, Rayane Figliuzzi foi presa por estelionato, sendo denunciada pelo Ministério Público de Santa Catarina por, supostamente, auxiliar em uma quadrilha que aplicava o “golpe do motoboy”. Ela é acusada de emprestar sua maquininha de cartão e suas contas bancárias para movimentar dinheiro ilegal. Atualmente, ela responde ao processo em liberdade.

Com um histórico que inclui atuações como modelo, atriz e blogueira, Rayane também ocupou um cargo comissionado na Fundação CEPERJ durante o governo de Wilson Witzel, sendo exonerada em fevereiro de 2020. Ela é a atual namorada do cantor e ator Belo, o que a mantém em evidência na mídia.

O Alerta da Polícia sobre Bronzeamento Artificial

O delegado Wellington Vieira aproveitou a ocasião para reforçar um alerta crucial à população. “O importante é que as pessoas fiquem longe dessas clínicas que fazem bronzeamento artificial porque já está provado que o processo é altamente perigoso e pode causar câncer”, pontuou o delegado.

A proibição da Anvisa, em vigor há mais de uma década, reflete a preocupação com os riscos à saúde associados à exposição a câmaras de bronzeamento, que podem aumentar significativamente o risco de desenvolvimento de câncer de pele e outras lesões cutâneas.

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