De Estagipets a Defensores: Cães e Gatos Transformam o Ambiente e Trazem Bem-Estar para Órgãos Públicos em Santa Catarina

A presença de pets em ambientes de trabalho tem se tornado uma tendência que vai além das empresas privadas, alcançando agora os órgãos públicos em Santa Catarina. Cães e gatos não são apenas convidados, mas verdadeiros integrantes das equipes, ganhando crachás e dividindo a rotina com os servidores.

Essa nova dinâmica tem gerado benefícios significativos, desde a redução do estresse até a promoção de um ambiente mais leve e humano. A companhia dos animais proporciona momentos de descontração e afeto, impactando positivamente o bem-estar de todos.

Funcionários e estagiários, agora acompanhados por seus pets, demonstram um novo engajamento e responsabilidade, cuidando juntos desses novos colegas. As histórias desses ‘Estagipets’, que se tornaram o xodó dos locais de trabalho, foram divulgadas pelo g1.

Lola, a Defensora da Justiça em Chapecó

Na Defensoria Pública de Chapecó, a presença da Golden Retriever Lola, de 4 anos, é um verdadeiro diferencial. Ela costuma visitar o órgão pelo menos uma vez por semana, trazendo uma energia especial ao local.

Lola não atua apenas na Defensoria, mas também realiza um importante trabalho voluntário. Ela visita alunos, idosos e pessoas com autismo na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) através do Projeto Patas Terapêuticas da Universidade do Oeste (UNOESC).

A tutora de Lola, Priscila Gemelli, percebeu durante a pandemia o impacto positivo da cadela no ambiente de trabalho. Conforme Priscila, a presença de Lola diminui tensões, aproxima pessoas e transforma filas em conversa, dor em sorriso e atendimento jurídico em acolhimento humano.

Lola, que já é conhecida nas ruas de Chapecó, participa de mutirões da PGE-SC e até atua como uma influenciadora digital. Priscila descreve Lola como tão tranquila e educada que muitas vezes os servidores até se esquecem de sua presença na sala.

Carlos Roberto Pudim, o funcionário felino do MPSC

Em Florianópolis, a Coordenadoria de Recursos Cíveis do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) ganhou um novo e charmoso integrante em julho: o gato Carlos Roberto Pudim. Seu nome peculiar é uma mistura de uma brincadeira com o setor e o apelido dado quando foi resgatado.

A ideia de adotar um gatinho para o ambiente de trabalho partiu da secretária Gisele Feminella Regis, que organizou a adoção com o apoio unânime da equipe. Todos se comprometeram com os cuidados e despesas do felino, sem uso de recursos públicos.

Um aplicativo foi criado para organizar as responsabilidades, como alimentação, limpeza e brincadeiras com o gato. As despesas são divididas entre os servidores, que também se revezam para visitar o pet nos fins de semana e garantir seu bem-estar.

O ambiente da Coordenadoria foi completamente ‘gatificado’, com caminhas, potes e brinquedos espalhados. Quando o prédio está vazio, Carlos Roberto permanece em uma sala equipada e monitorada por câmeras, proporcionando momentos divertidos para a equipe.

Pablinho Neruda e os estagiários felinos da PGE em Itajaí

Na Procuradoria-Geral do Estado (PGE) em Itajaí, o time de felinos, que já contava com Nico e Bafinho, recebeu um novo membro, Pablinho Neruda. Ele foi resgatado de um gatil clandestino em condições precárias, junto com outros 45 gatos persas.

O procurador Carlos Dalmiro Soares, conhecido por defender a causa animal e tutor dos outros dois gatos da PGE, acolheu Pablinho, que necessitava de cuidados intensivos. Assim, a Procuradoria se tornou seu lar temporário.

A missão de Pablinho é conquistar seu ‘cargo efetivo’ e, principalmente, a simpatia de seus irmãos felinos. A adaptação, segundo o procurador, está acontecendo aos poucos, mesmo com Nico ainda estranhando um pouco o recém-chegado.

Tássia Fernanda C. da Silva, assessora jurídica e ‘Lambisgóia’ nas redes sociais da PGE, é a responsável por registrar o dia a dia desses ‘estagiários’. Ela cria conteúdo divertido sobre os gatos, como se eles fossem humanos, fofocando e reclamando do volume de processos.

Tássia, que também adotou dois gatos resgatados junto com Pablinho, conta que o persa já fez até um pedido ao Papai Noel: deseja ganhar uma família. A presença desses pets demonstra como a união entre afeto e responsabilidade pode transformar o ambiente de trabalho e trazer mais humanidade ao serviço público.

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