Estudante do Inatel Choca o Brasil com Copo Inovador que Detecta Metanol e Drogas em Bebidas em Segundos!

Estudante do Inatel Choca o Brasil com Copo Inovador que Detecta Metanol e Drogas em Bebidas em Segundos!

Uma revolução na segurança do consumidor está surgindo do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), em Santa Rita do Sapucaí, Minas Gerais. A estudante de engenharia biomédica Rayana Fernanda dos Santos Silva desenvolveu um copo que denuncia bebida adulterada com metanol ou drogas, uma inovação que pode transformar a forma como as pessoas se protegem em ambientes sociais.

Batizado de “Safo Sip”, ou “gole seguro”, o objeto é ecológico e funciona de maneira discreta e eficaz. Ele promete ser uma ferramenta vital na prevenção de intoxicações e golpes, oferecendo uma resposta rápida e visível em situações de risco.

A pesquisa, que dedicou dois anos da graduação de Rayana, não só ganhou reconhecimento na Feira Tecnológica do Inatel (Fetin) de 2024, mas também se adapta para combater problemas de saúde pública, conforme informações divulgadas pelo g1 Sul de Minas.

Uma Inovação Crucial para a Segurança em Festas e Eventos

O Safo Sip opera através de uma fita gelatinosa, incorporada ao copo, que contém antocianinas, pigmentos naturais extraídos de compostos vegetais. Essas substâncias reagem quimicamente ao entrar em contato com contaminantes, alterando sua cor original roxa.

A principal vantagem é a velocidade e a discrição. Em apenas 15 segundos após a bebida tocar a fita, o resultado é visível. A reação não interfere no sabor, cheiro ou aparência da bebida, garantindo que o usuário possa verificar a segurança de sua bebida sem levantar suspeitas.

A mudança de cor é o grande diferencial: um tom de amarelo neon indica a presença de metanol, enquanto a cor rosa sinaliza a presença de drogas. A fita foi testada especificamente para GHB (ácido gama-hidroxibutírico), cetamina e benzodiazepínicos, substâncias sedativas frequentemente usadas em golpes como o “Boa Noite, Cinderela”.

A professora Maysa Costa Alves, orientadora do projeto, explica que o intuito não é identificar uma droga específica, mas sim detectar a presença de substâncias dopantes por meio da variação de pH. “O pH é uma das pistas usadas em análises toxicológicas, porque soluções caseiras do GHB de sódio costumam ser bem alcalinas”, detalha a professora.

A tecnologia funciona com bebidas em temperatura ambiente ou geladas, mantendo-se reativa por até 72 horas. Os reagentes foram cuidadosamente calibrados para reagir apenas a uma faixa muito específica de substâncias, garantindo que o copo não mude de cor com bebidas comuns como café ou energéticos, mas sim com os adulterantes perigosos.

Da Prevenção de Golpes à Detecção de Metanol

A motivação inicial para o desenvolvimento do copo que denuncia bebida adulterada foi a preocupação com a segurança em eventos sociais. Rayana destaca que “Estudos indicam que cerca de 25% das mulheres já foram vítimas desse tipo de crime em festas e eventos, revelando uma lacuna significativa na segurança dos consumidores”. A detecção visual de adulteração é quase impossível, já que muitas substâncias não alteram cor, sabor ou cheiro.

Em um desenvolvimento crucial este ano, a tecnologia foi adaptada pela startup Green Byte Solution, da própria Rayana, para incluir a detecção de metanol. Essa adaptação veio em resposta à recente explosão de casos de contaminação por metanol no Brasil, que registrou 73 casos de intoxicação e 22 mortes.

Essa expansão da funcionalidade do Safo Sip demonstra a versatilidade e a importância da pesquisa de Rayana, abordando dois problemas de saúde pública e segurança de grande impacto na sociedade brasileira.

Tecnologia Sustentável e Próximos Passos para o Mercado

Além de sua funcionalidade de segurança, o Safo Sip também se destaca por seu compromisso com a sustentabilidade. Inicialmente pensado para ser descartável, feito de bagaço de cana, o projeto evoluiu para um copo de plástico biodegradável. Este material se degrada em até seis meses quando descartado corretamente, minimizando o impacto ambiental.

“Essa descoberta veio no intuito de oferecer soluções sustentáveis, econômicas, acessíveis, rápidas e seguras para o consumidor, uma vez que esse copo é capaz de identificar substâncias adulterantes, prevenindo esse consumo de bebidas adulteradas, que é um grande problema de saúde pública”, explica Rayana.

O próximo grande passo é a patente do estudo para que o copo possa, em breve, chegar ao mercado. A startup Green Byte Solution está na fase de pré-incubação na incubadora do Inatel Startups, buscando investimentos e apoio para a proteção da propriedade intelectual do produto.

O professor de processos industriais do Inatel, Wanderson Eleutério Saldanha, que auxilia no processo de patenteamento, vislumbra um grande potencial de mercado. “A gente tem uma possibilidade muito grande de mercado. Ele [copo] vai entrar em larga escala para grandes eventos ou então ele pode entrar na prateleira de um supermercado para que uma pessoa, uma família, pai, uma mãe, possa comprar para ter a tranquilidade de que o que ele está servindo dentro de casa está de acordo”, afirma.

Para Rayana, o propósito é claro: “A expectativa é que o nosso copo chegue em breve ao mercado. E se a gente conseguir impedir um caso de intoxicação por metanol ou que alguém caia em um golpe por conta de bebida adulterada, a gente já está cumprindo com o nosso propósito”, conclui a estudante, reforçando o impacto social de sua invenção.

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