Operação “Check Out” revela como grupo criminoso, com líderes italianos, enganou até ministros de quatro países com anúncios de imóveis falsos no Pará, visando participantes da COP30.
Uma quadrilha especializada em golpes do falso imóvel foi desarticulada em Pernambuco, após enganar diversos estrangeiros, incluindo ministros de quatro países, que participavam da COP30. O esquema resultou em um prejuízo superior a 500 mil euros, com os criminosos operando uma complexa rede de anúncios fraudulentos de imóveis de luxo.
A ação, batizada de Operação “Check Out”, cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão na capital pernambucana e nas cidades de Paulista e Ipojuca. As investigações revelaram que, embora os golpes tivessem como alvo principal a capital paraense durante o evento climático, toda a estrutura logística e financeira da organização funcionava em Pernambuco.
As vítimas eram atraídas por anúncios falsos em plataformas digitais, que prometiam hospedagens de alto padrão, conforme informação divulgada pelo g1, destacando a atuação da Polícia Civil na proteção de turistas.
Detalhes da Operação e as Vítimas Ilustres
A Operação “Check Out” resultou na detenção de quatro pessoas, enquanto uma quinta pessoa ainda permanece foragida. Durante a ação, foram apreendidos diversos itens cruciais para a investigação, como celulares, tablets, cartões bancários, procurações e escrituras de imóveis, que serão periciados para identificar a extensão dos golpes.
O delegado Guilherme Gonçalves, titular da Delegacia de Proteção ao Turista do Pará, revelou que o grupo conseguiu enganar figuras de alto escalão. “Durante a COP, nós recebemos uma ministra do governo alemão que havia identificado que o local que ela havia reservado não estava disponível”, relatou o delegado, conforme informações do g1.
Além da ministra alemã, o delegado confirmou que o secretário-executivo do governo de Bangladesh, uma integrante da delegação da República da Itália e uma integrante da delegação chinesa também foram vítimas dos golpes em estrangeiros. Os dois italianos presos são apontados pela polícia como os líderes da organização criminosa.
O Esquema do Falso Imóvel e a Base em Pernambuco
A metodologia dos criminosos era sofisticada. Eles criavam anúncios falsos de imóveis de luxo em plataformas digitais, atraindo tanto vítimas estrangeiras quanto brasileiras que buscavam hospedagem, especialmente durante grandes eventos como a COP30. Os depósitos eram feitos em contas bancárias que já foram bloqueadas pela polícia.
Apesar de os golpes serem direcionados a pessoas que iriam para a capital paraense, a base de operações, incluindo a estrutura logística e financeira, estava completamente montada em Pernambuco. Essa estratégia permitia que os criminosos atuassem com certa distância do local dos eventos, dificultando a identificação imediata.
O delegado Guilherme Gonçalves enfatizou a natureza oportunista da quadrilha. “Eles atuam oferecendo anúncios falsos e se beneficiando financeiramente de pessoas de boa-fé que estão participando de eventos não só no nosso país, mas internacionalmente”, afirmou, sublinhando a gravidade dos golpes em estrangeiros.
Prejuízo e Próximos Passos da Investigação
O valor identificado de 500 mil euros pode ser apenas uma parte do prejuízo total causado pela quadrilha. A polícia acredita que o montante real pode ser significativamente maior, dada a complexidade e a abrangência dos golpes aplicados.
A Polícia Civil informou que os objetos apreendidos serão submetidos a perícia para mapear a totalidade dos crimes e identificar possíveis novos envolvidos na organização. A operação continua em andamento, com o objetivo de ressarcir as vítimas e garantir que todos os responsáveis sejam devidamente punidos.
A atuação contra esses golpes em estrangeiros reforça o compromisso das autoridades em proteger turistas e participantes de grandes eventos, como a COP30, assegurando a segurança e a integridade de todos que visitam o Brasil.