Adolescente de 13 anos é apreendido no Acre por assassinato cruel com nove tiros, supostamente a mando de facção criminosa

Polícia Civil investiga o envolvimento de um menor em crime brutal em Cruzeiro do Sul, revelando detalhes chocantes da execução e ligação com o tráfico de drogas

Um caso chocante abala a comunidade de Cruzeiro do Sul, no Acre, onde um adolescente de apenas 13 anos foi apreendido sob suspeita de cometer um homicídio brutal. A gravidade do crime e a pouca idade do suposto autor levantam sérias questões sobre a violência e a influência de grupos criminosos na região.

A apreensão ocorreu no último sábado, e as investigações apontam para um cenário de extrema frieza, com o jovem confessando ter agido sob ordens de uma facção. Este incidente destaca a crescente preocupação com a participação de menores em delitos de alta complexidade.

Detalhes sobre a execução, o descarte da arma e a possível motivação ligada a dívidas de drogas foram divulgados, conforme informação publicada pelo G1.

A Apreensão e a Confissão do Jovem Suspeito

A Polícia Civil do Acre realizou a apreensão do adolescente de 13 anos no sábado, dia 7, em Cruzeiro do Sul. O jovem é suspeito de ser o autor dos disparos que tiraram a vida de Francisco Adriano Brandão da Silva, de 29 anos. Durante o interrogatório, o menor confessou o crime, alegando ter agido a mando de uma facção criminosa, um detalhe que adiciona uma camada de complexidade e preocupação ao caso.

De acordo com o delegado Marcílio Laurentino, responsável pela investigação, o adolescente relatou ter recebido uma ligação com instruções sobre onde encontrar a arma. Após pegar a pistola, ele teria monitorado a rotina da vítima. Francisco Adriano foi alvejado por nove tiros enquanto estava na casa de sua mãe, na companhia de seus irmãos, sem chance de defesa.

Mesmo tentando escapar para os fundos do imóvel, a vítima foi atingida e morreu no local. Após a execução, o adolescente afirmou à polícia que desmontou a arma utilizada e dispersou as peças em diferentes locais. Ele também quebrou o chip do celular para evitar qualquer rastreamento das ligações feitas antes do homicídio, demonstrando um planejamento surpreendente para sua idade.

Evidências Encontradas e o Contexto da Violência

Durante a operação de apreensão, as equipes do Núcleo Especializado em Investigações Criminais (Neic) e do Núcleo de Investigação de Crimes Patrimoniais (Nepatri) encontraram com o adolescente dois carregadores de pistola e um rádio comunicador. Estes itens reforçam a suspeita de seu envolvimento com o crime organizado e a facilidade de acesso a armamentos e meios de comunicação ilícitos.

A Polícia Civil aponta que tanto Francisco Adriano da Silva, a vítima deste caso, quanto outro homem mencionado na reportagem, Quemuel David Nolasco, foram mortos por supostas dívidas de drogas. Esse cenário sugere uma escalada da violência ligada ao tráfico, que tem recrutado até mesmo menores para a execução de seus atos criminosos.

Outro Homicídio no Vale do Juruá: Acerto de Contas com o Tráfico

Ainda na mesma semana, outro homicídio foi registrado na região do Vale do Juruá, intensificando a preocupação com a segurança pública. Na sexta-feira, dia 6, Quemuel David Amorim Nolasco, de 30 anos, foi encontrado sem vida no Ramal do Bento, em Mâncio Lima, próximo à estrada que leva ao lixão municipal.

O corpo de Quemuel apresentava duas perfurações por arma de fogo e estava com um cinto amarrado ao pescoço, indicando um alto grau de violência na execução. A descoberta foi feita por pessoas que passavam pelo local e acionaram as autoridades policiais.

A Polícia Civil investiga a morte de Quemuel, e a principal linha de investigação é que o crime também esteja relacionado a um acerto de contas envolvendo o tráfico de drogas. Até a manhã do domingo, dia 8, nenhum suspeito havia sido detido em relação a este segundo caso, mantendo a comunidade em alerta.

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