Ataque brutal em bar de Nova Iguaçu: polícia investiga guerra de milícias e revela possível alvo principal após seis mortes

Nova Iguaçu em choque: chacina no Boteco do Mi pode ser acerto de contas entre facções por controle territorial, gerando terror.

A Baixada Fluminense foi palco de mais um episódio de violência extrema, que chocou moradores de Nova Iguaçu. Um ataque a tiros em um bar da região deixou seis pessoas mortas e reacendeu o debate sobre a atuação de grupos criminosos na área.

As autoridades já trabalham com uma principal linha de investigação para desvendar o que motivou a brutalidade. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) está à frente do caso, buscando respostas para a tragédia.

Conforme informações divulgadas pelo G1, a Polícia Civil apura se a chacina tem relação com uma guerra entre milícias pelo controle territorial, uma realidade preocupante na região.

A Chacina no Boteco do Mi

O cenário do crime foi o Boteco do Mi, localizado no bairro Cerâmica, em Nova Iguaçu. Segundo relatos da Polícia Militar, homens encapuzados chegaram ao local em um carro e abriram fogo indiscriminadamente contra os frequentadores do estabelecimento.

O ataque violento resultou na morte de seis pessoas. As vítimas foram identificadas como Júlio César Ornelas, de 53 anos, Fagner Ribeiro de Paiva, de 43 anos, Ramon Nunes Toledo, de 21 anos, Lucas Omena Oliveira, de 21 anos, Flávio Alves de Lemos, de 58 anos, e Ana Cristina dos Santos, de 57 anos.

Ana Cristina, inclusive, foi atingida por disparos enquanto estava com uma amiga em um local próximo ao bar. Sua amiga também foi ferida, mas felizmente recebeu alta médica e se recupera do susto e dos ferimentos.

A Guerra de Milícias como Principal Motivação

A investigação da DHBF aponta para um cenário de disputa territorial como pano de fundo para a chacina. Informações preliminares sugerem que Fagner Ribeiro de Paiva era o alvo principal da ação criminosa, o que reforça a tese de um acerto de contas.

Testemunhas ouvidas pela polícia indicam que Fagner era conhecido na região por ser proprietário de pontos de van, controlando diferentes linhas que operam o trajeto entre o Rio de Janeiro e a Baixada Fluminense, uma atividade frequentemente ligada a grupos milicianos.

A guerra entre milícias pelo domínio de territórios e de atividades econômicas ilegais, como o transporte alternativo, é uma preocupação constante na Baixada Fluminense. O ataque em Nova Iguaçu reforça a brutalidade desses conflitos.

A Polícia segue investigando o caso para identificar os responsáveis pelo ataque e entender as dinâmicas da disputa que levou a tamanha tragédia, buscando trazer justiça às vítimas e suas famílias.

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