Câmara cancela audiência sobre possível fraude de empresa coreana | G1

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"title": "Câmara cancela audiência sobre possível fraude bilionária da Posco, empresa coreana acusada de calote em credores e dívidas de R$ 1 bilhão",
"subtitle": "A audiência na Câmara, que visava esclarecer os impactos fiscais e os prejuízos de empresas brasileiras, foi adiada sem previsão, enquanto credores da Posco intensificam acusações de fraude.",
"content_html": "<h2>A audiência na Câmara, que visava esclarecer os impactos fiscais e os prejuízos de empresas brasileiras, foi adiada sem previsão, enquanto credores da Posco intensificam acusações de fraude.</h2><p>A Câmara dos Deputados cancelou, na noite desta quinta-feira (11), a audiência pública que discutiria a possível **fraude** da empresa sul-coreana Posco Engenharia e Construção do Brasil. O encontro, que não tem nova data prevista, geraria esclarecimentos sobre o pedido de falência da gigante, que acumula dívidas milionárias e é acusada por credores de tentar um calote.</p><p>A Posco Brasil, responsável por obras da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) no Ceará, pediu falência em 2025 e admitiu débitos que superam os **R$ 644 milhões**. Contudo, o deputado federal Luiz Gastão (PSD), autor do pedido da audiência, estima que a dívida real possa atingir a marca de **R$ 1 bilhão**, englobando valores trabalhistas, tributários e comerciais.</p><p>O cancelamento da audiência ocorre em um momento crucial, onde as discussões abordariam o **impacto fiscal** para o Ceará e o Brasil, os prejuízos sofridos por diversas empresas brasileiras, a movimentação financeira da Posco e possíveis irregularidades no processo de falência. As informações são do G1.</p><h3>Dívida milionária e pedido de falência sob suspeita</h3><p>A empresa sul-coreana Posco Engenharia e Construção do Brasil declarou, em seu pedido de falência aceito pela Justiça em setembro de 2025, possuir um saldo de apenas **R$ 109** em conta corrente. Além disso, a companhia informou ter cerca de R$ 11 mil em ativos disponíveis, um carro avaliado em R$ 70 mil e um terreno em São Gonçalo do Amarante (CE), comprado por R$ 1,6 milhão.</p><p>Esses valores, considerados irrisórios frente à dimensão da dívida, levantam sérias dúvidas sobre a real situação patrimonial da empresa. Credores, que formaram a Associação Internacional de Credores da Posco, argumentam que a declaração de bens é insuficiente e questionam a legitimidade do processo de falência, apontando para uma possível **tentativa de fraude**.</p><p>A Posco Brasil afirmou que suas dívidas se dividem em R$ 573 milhões em débitos trabalhistas, R$ 33 milhões em dívidas tributárias, R$ 10,4 milhões em dívidas quirografárias e R$ 26,6 milhões em dívidas intercompany, ou seja, empréstimos tomados com sua controladora sul-coreana. Esses números, no entanto, são contestados por diversos órgãos.</p><h3>O cancelamento da audiência e as questões pendentes</h3><p>A audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados tinha como objetivo principal levantar esclarecimentos cruciais sobre o caso Posco. O debate era aguardado por diversas partes interessadas, incluindo representantes da Associação Internacional de Credores da Posco, que tinham presença confirmada.</p><p>A ausência de uma nova data para o encontro impede que questões fundamentais sejam discutidas publicamente, como os impactos fiscais para os estados e para o Brasil, além dos prejuízos diretos e indiretos sofridos por inúmeras empresas brasileiras que prestaram serviços à Posco e não foram pagas. A movimentação financeira da empresa e as **possíveis irregularidades no pedido de falência** permanecem sem um fórum oficial para debate.</p><p>Entre os credores da Posco estão ex-funcionários, pequenas e grandes empresas de diversos estados brasileiros, como São Paulo, Rio de Janeiro, Maranhão, Bahia e Rio Grande do Norte, além de entes públicos como a Fazenda Nacional, o INSS e a Receita Federal. Todos aguardavam as explicações que seriam solicitadas na audiência.</p><h3>Histórico do imbróglio e a ação dos credores</h3><p>A Posco Brasil foi fundada especificamente para atuar na construção da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). Para a realização das obras, a empresa sul-coreana terceirizou praticamente todos os serviços, desde a terraplanagem até a locação de equipamentos, contratando diversas companhias brasileiras.</p><p>Contudo, muitas dessas empresas contratadas não receberam pelos serviços prestados ou receberam apenas uma fração do valor devido. Essa **falta de pagamento** gerou uma série de ações judiciais e culminou, em 2025, no pedido de falência da Posco Brasil, dando início a um complexo imbróglio jurídico que se arrasta na Justiça.</p><p>A Associação Internacional de Credores da Posco entrou na Justiça para tentar barrar o pedido de falência. Eles alegam que houve um planejamento da empresa para evitar o pagamento das dívidas, configurando uma **fraude**. A preocupação é que, caso a Justiça constate a impossibilidade de pagamento, os credores fiquem sem receber os valores devidos.</p><h3>Valores contestados e remessas ao exterior</h3><p>O deputado Luiz Gastão afirmou, ao solicitar a audiência pública, que há indícios de que a Posco Brasil pode ter realizado remessas de recursos ao exterior, o que intensifica as dúvidas sobre a lisura do processo de falência. Essa suspeita é um dos pontos cruciais que seriam abordados no debate na Câmara.</p><p>Além disso, o requerimento para a audiência citava indícios de **subavaliação das dívidas tributárias**, que, segundo credores, poderiam superar os **R$ 200 milhões**, muito acima dos R$ 33 milhões declarados pela empresa. A Fazenda Nacional, a Receita Federal e o INSS já contestaram os valores apresentados pela Posco, demonstrando a gravidade das inconsistências.</p><p>Um dos primeiros efeitos do pedido de falência aceito é a suspensão de todas as cobranças de credores contra a Posco Brasil. Em seguida, os valores são compilados pela Justiça, que elabora um plano de pagamento. No entanto, com a contestação dos credores e a suspeita de fraude, o processo de liquidação do patrimônio da empresa continua em primeira instância, com recursos pendentes.</p>"
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"title": "Câmara cancela audiência sobre possível fraude bilionária da Posco, empresa coreana acusada de calote em credores e dívidas de R$ 1 bilhão",
"subtitle": "A audiência na Câmara, que visava esclarecer os impactos fiscais e os prejuízos de empresas brasileiras, foi adiada sem previsão, enquanto credores da Posco intensificam acusações de fraude.",
"content_html": "<h2>A audiência na Câmara, que visava esclarecer os impactos fiscais e os prejuízos de empresas brasileiras, foi adiada sem previsão, enquanto credores da Posco intensificam acusações de fraude.</h2><p>A Câmara dos Deputados cancelou, na noite desta quinta-feira (11), a audiência pública que discutiria a possível <b>fraude</b> da empresa sul-coreana Posco Engenharia e Construção do Brasil. O encontro, que não tem nova data prevista, geraria esclarecimentos sobre o pedido de falência da gigante, que acumula dívidas milionárias e é acusada por credores de tentar um calote.</p><p>A Posco Brasil, responsável por obras da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) no Ceará, pediu falência em 2025 e admitiu débitos que superam os <b>R$ 644 milhões</b>. Contudo, o deputado federal Luiz Gastão (PSD), autor do pedido da audiência, estima que a dívida real possa atingir a marca de <b>R$ 1 bilhão</b>, englobando valores trabalhistas, tributários e comerciais.</p><p>O cancelamento da audiência ocorre em um momento crucial, onde as discussões abordariam o <b>impacto fiscal</b> para o Ceará e o Brasil, os prejuízos sofridos por diversas empresas brasileiras, a movimentação financeira da Posco e possíveis irregularidades no processo de falência. As informações são do G1.</p><h3>Dívida milionária e pedido de falência sob suspeita</h3><p>A empresa sul-coreana Posco Engenharia e Construção do Brasil declarou, em seu pedido de falência aceito pela Justiça em setembro de 2025, possuir um saldo de apenas <b>R$ 109</b> em conta corrente. Além disso, a companhia informou ter cerca de R$ 11 mil em ativos disponíveis, um carro avaliado em R$ 70 mil e um terreno em São Gonçalo do Amarante (CE), comprado por R$ 1,6 milhão.</p><p>Esses valores, considerados irrisórios frente à dimensão da dívida, levantam sérias dúvidas sobre a real situação patrimonial da empresa. Credores, que formaram a Associação Internacional de Credores da Posco, argumentam que a declaração de bens é insuficiente e questionam a legitimidade do processo de falência, apontando para uma possível <b>tentativa de fraude</b>.</p><p>A Posco Brasil afirmou que suas dívidas se dividem em R$ 573 milhões em débitos trabalhistas, R$ 33 milhões em dívidas tributárias, R$ 10,4 milhões em dívidas quirografárias e R$ 26,6 milhões em dívidas intercompany, ou seja, empréstimos tomados com sua controladora sul-coreana. Esses números, no entanto, são contestados por diversos órgãos.</p><h3>O cancelamento da audiência e as questões pendentes</h3><p>A audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados tinha como objetivo principal levantar esclarecimentos cruciais sobre o caso Posco. O debate era aguardado por diversas partes interessadas, incluindo representantes da Associação Internacional de Credores da Posco, que tinham presença confirmada.</p><p>A ausência de uma nova data para o encontro impede que questões fundamentais sejam discutidas publicamente, como os impactos fiscais para os estados e para o Brasil, além dos prejuízos diretos e indiretos sofridos por inúmeras empresas brasileiras que prestaram serviços à Posco e não foram pagas. A movimentação financeira da empresa e as <b>possíveis irregularidades no pedido de falência</b> permanecem sem um fórum oficial para debate.</p><p>Entre os credores da Posco estão ex-funcionários, pequenas e grandes empresas de diversos estados brasileiros, como São Paulo, Rio de Janeiro, Maranhão, Bahia e Rio Grande do Norte, além de entes públicos como a Fazenda Nacional, o INSS e a Receita Federal. Todos aguardavam as explicações que seriam solicitadas na audiência.</p><h3>Histórico do imbróglio e a ação dos credores</h3><p>A Posco Brasil foi fundada especificamente para atuar na construção da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). Para a realização das obras, a empresa sul-coreana terceirizou praticamente todos os serviços, desde a terraplanagem até a locação de equipamentos, contratando diversas companhias brasileiras.</p><p>Contudo, muitas dessas empresas contratadas não receberam pelos serviços prestados ou receberam apenas uma fração do valor devido. Essa <b>falta de pagamento</b> gerou uma série de ações judiciais e culminou, em 2025, no pedido de falência da Posco Brasil, dando início a um complexo imbróglio jurídico que se arrasta na Justiça.</p><p>A Associação Internacional de Credores da Posco entrou na Justiça para tentar barrar o pedido de falência. Eles alegam que houve um planejamento da empresa para evitar o pagamento das dívidas, configurando uma <b>fraude</b>. A preocupação é que, caso a Justiça constate a impossibilidade de pagamento, os credores fiquem sem receber os valores devidos.</p><h3>Valores contestados e remessas ao exterior</h3><p>O deputado Luiz Gastão afirmou, ao solicitar a audiência pública, que há indícios de que a Posco Brasil pode ter realizado remessas de recursos ao exterior, o que intensifica as dúvidas sobre a lisura do processo de falência. Essa suspeita é um dos pontos cruciais que seriam abordados no debate na Câmara.</p><p>Além disso, o requerimento para a audiência citava indícios de <b>subavaliação das dívidas tributárias</b>, que, segundo credores, poderiam superar os <b>R$ 200 milhões</b>, muito acima dos R$ 33 milhões declarados pela empresa. A Fazenda Nacional, a Receita Federal e o INSS já contestaram os valores apresentados pela Posco, demonstrando a gravidade das inconsistências.</p><p>Um dos primeiros efeitos do pedido de falência aceito é a suspensão de todas as cobranças de credores contra a Posco Brasil. Em seguida, os valores são compilados pela Justiça, que elabora um plano de pagamento. No entanto, com a contestação dos credores e a suspeita de fraude, o processo de liquidação do patrimônio da empresa continua em primeira instância, com recursos pendentes.</p>"
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