Carnaval de SP: 22 Pessoas Presas em Flagrante por Violência de Gênero e Importunação Sexual, com 285 Ocorrências Registradas

O Carnaval de São Paulo registrou a prisão em flagrante de 22 pessoas por crimes de violência de gênero e importunação. As detenções ocorreram durante os quatro dias de folia, em uma mobilização das Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) para garantir a segurança das foliãs.

Além das prisões, foram contabilizados 285 boletins de ocorrência relacionados a assédio, importunação sexual, ameaça e lesão corporal. Esses números refletem um esforço conjunto das autoridades para combater a impunidade e incentivar as denúncias, essencial para interromper ciclos de violência.

A atuação policial, com a presença de equipes femininas em blocos de rua e tendas de acolhimento, foi fundamental para o registro imediato das ocorrências e a prisão de suspeitos, conforme informações divulgadas pelo G1.

Ações Policiais nos Blocos de Rua

A maior parte das ocorrências de violência de gênero no Carnaval foi registrada nos blocos de rua, locais de grande concentração de pessoas. Policiais civis mulheres atuaram diretamente nesses eventos, o que permitiu flagrar suspeitos cometendo crimes e realizar prisões no próprio local da festa.

As tendas de acolhimento, montadas em pontos estratégicos, ofereceram suporte e orientação às vítimas. Essas estruturas foram cruciais para que muitas mulheres se sentissem seguras para procurar ajuda e registrar as ocorrências de importunação sexual em SP e outras formas de agressão.

A Importância da Denúncia e o Combate à Subnotificação

Cristiane Camargo Braga, coordenadora das Delegacias de Defesa da Mulher em São Paulo, enfatizou a relevância da denúncia. Para ela, é a partir do registro que se pode combater a subnotificação e evitar a escalada da violência, garantindo a devida prestação de serviço às vítimas.

A delegada declarou: “De fato, o número de registros policiais envolvendo violência doméstica é alto e expressivo, mas é importante que as mulheres procurem as delegacias e registrem as ocorrências. Só assim poderemos combater a subnotificação e dar a prestação devida. É importante denunciar já na primeira agressão, para coibir novas condutas agressivas, que tendem a se agravar em relações abusivas”.

Operação M: Foco em Agressores Condenados

Paralelamente às ações do Carnaval, uma mobilização da DDM de São Paulo, a Operação M – Carnaval Seguro, prendeu 150 agressores de mulheres já condenados em diversos municípios paulistas. Essa operação, iniciada na segunda-feira, visava cumprir mais de mil mandados de prisão em todo o estado.

A coordenadora das DDMs, delegada Cristiane Braga, afirmou em comunicado à imprensa: “São agressores condenados que buscamos colocar atrás das grades para garantir à mulher o direito de viver livre e com segurança”. Quatro armas de fogo irregulares também foram apreendidas durante a ação, reforçando o compromisso com a segurança.

Suporte Jurídico e Prevenção Futura

A Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP) também atuou na prevenção e apoio às vítimas. O projeto OAB Por Elas ofereceu acolhimento humanizado e suporte jurídico gratuito para mulheres vítimas de assédio e agressões sexuais, com atendimento presencial e plantão online.

Para o Carnaval 2026, a OAB-SP já projeta a ampliação dessa iniciativa, que contou com 368 advogadas voluntárias capacitadas. A polícia, por sua vez, informou que haverá reforço no efetivo para os blocos pós-Carnaval, visando prevenir novos casos e orientar as vítimas, mantendo o foco na segurança feminina.

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