Descoberta do aparelho de Daiane Alves Souza, jogado em caixa de esgoto por Cléber Rosa de Oliveira, foi crucial para desvendar os momentos finais e a premeditação do crime.
O celular da corretora morta, Daiane Alves Souza, de 43 anos, desaparecido por mais de um mês, foi encontrado em uma caixa de esgoto. O aparelho, jogado no local pelo síndico Cléber Rosa de Oliveira, de 49 anos, continha uma gravação que se tornou peça-chave na investigação do crime.
A descoberta do celular de corretora morta ocorreu 41 dias após o desaparecimento de Daiane, revelando um vídeo que mostra os momentos em que ela foi atacada. Esta prova contundente permitiu à Polícia Civil de Goiás detalhar a dinâmica do assassinato e a premeditação envolvida.
O síndico Cléber Rosa, que confessou o crime, foi preso em 28 de janeiro. A recuperação do aparelho foi fundamental para a polícia, conforme informação divulgada pelo G1, para consolidar as acusações de um homicídio triplamente qualificado.
A Prova Crucial e a Recuperação do Aparelho
O delegado André Luiz destacou a importância da localização do celular de Daiane Alves. Após a prisão de Cléber Rosa, ele indicou onde havia descartado o aparelho, uma caixa de esgoto no próprio prédio onde Daiane morava em Caldas Novas.
O telefone foi recuperado em 30 de janeiro, apenas dois dias depois de o corpo da corretora ser encontrado. Apesar de ter ficado 41 dias submerso, a equipe de investigação conseguiu restaurar o aparelho com o apoio da Superintendência de Inteligência.
“Esse telefone ficou 41 dias lá. Conseguimos recuperar, com o apoio do delegado João Paulo, que pessoalmente conduziu esse trabalho de restaurar esse telefone com o apoio da Superintendência de Inteligência. Conseguimos extrair o telefone e está ali, aquele é o vídeo dos últimos momentos de vida da Daiane”, pontuou o delegado André Luiz.
A gravação recuperada do celular da corretora morta é vista como uma prova irrefutável de que o crime foi praticado mediante uma emboscada, reforçando a tese de premeditação.
O Ataque Premeditado e os Últimos Momentos
As investigações apontam que Cléber Rosa de Oliveira agiu de forma calculada. No dia do crime, ele vestia luvas e estava encapuzado, indicando uma preparação para o ataque contra Daiane Alves Souza.
Daiane havia descido ao subsolo do prédio para verificar uma queda de energia em seu apartamento, enquanto gravava vídeos para uma amiga. O vídeo que capturou o ataque do síndico, no entanto, não chegou a ser enviado.
No último registro feito por ela, o síndico aparece brevemente enquanto a corretora procurava pela caixa de energia. “Olha quem eu encontro. Acabou de perder minha energia no 402. Vamos ver se essa brincadeira está continuando”, disse Daiane na gravação ao encontrar Cléber.
Ainda na gravação, é possível observar o carro de Cléber estacionado próximo à saída do subsolo, com a capota aberta, um detalhe que pode indicar sua intenção de fuga ou ocultação.
As Acusações Contra o Síndico
De acordo com a Polícia Civil, Cléber Rosa de Oliveira deve responder por homicídio triplamente qualificado. As qualificadoras incluem motivação torpe, meio cruel e emboscada, além do crime de ocultação de cadáver.
A defesa de Cléber Rosa, em nota, afirmou que ainda não teve acesso a todos os documentos inseridos recentemente na investigação, principalmente ao relatório final. Dessa forma, a manifestação oficial ocorrerá somente após a análise completa do conteúdo.
Linha do Tempo e Confissão
Daiane Alves Souza desapareceu em 17 de dezembro, em Caldas Novas. O corpo da corretora foi encontrado em 28 de janeiro, mesmo dia em que Cléber Rosa foi preso e confessou o assassinato aos policiais.
A confissão do síndico foi crucial para a localização do celular de Daiane Alves, que, como mencionado, foi recuperado em 30 de janeiro. A sequência de eventos e a recuperação do aparelho com o vídeo foram determinantes para o avanço do caso.