**EUA cercam Venezuela**: Entenda a megaoperação no Caribe que **ameaça Maduro**, com porta-aviões USS Gerald Ford e B-52 contra o **narcotráfico**

O Cerco Militar dos EUA no Caribe: Uma Estratégia de Pressão Contra o Governo de Nicolás Maduro e o Combate ao Narcotráfico

Os Estados Unidos têm intensificado sua presença militar no Mar do Caribe, em uma operação de grande escala que, segundo Washington, visa combater o **narcotráfico** na região. No entanto, a movimentação de navios de guerra, aeronaves e milhares de tropas é amplamente percebida como uma estratégia de pressão direta contra o governo do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

Essa escalada se desenrola em um cenário de crescentes tensões, onde os **EUA** acusam Maduro de liderar o “Cartel de los Soles”, classificado como organização terrorista internacional, e oferecem uma recompensa milionária por informações que levem à sua prisão ou condenação.

A **operação americana**, que envolveu o deslocamento de alguns dos mais avançados equipamentos militares, como o porta-aviões USS Gerald Ford e bombardeiros B-52, demonstra a capacidade de projeção de poder dos **EUA** na América Latina, conforme informações divulgadas pelo g1.

A Escalada da Pressão Americana no Caribe

Os primeiros passos da **operação que ameaça Maduro** e tem a **Venezuela** como um de seus alvos começaram pouco depois de os **EUA** dobrarem para US$ 50 milhões a recompensa por informações que pudessem levar à prisão ou condenação de Nicolás Maduro. O governo americano acusa o presidente venezuelano de liderar o “Cartel de los Soles”, um grupo classificado recentemente como organização terrorista internacional.

Em agosto, o então presidente Donald Trump e sua equipe começaram a enviar uma frota militar para combater o que chamaram de “narcoterrorismo” no Mar do Caribe, e a presença americana na região aumentou gradativamente com o decorrer dos meses, marcando uma clara intensificação da **operação**.

Desde o início de setembro, forças americanas também realizaram mais de 20 ataques em águas internacionais contra barcos que supostamente transportavam drogas, resultando na morte de mais de 80 pessoas. O presidente Donald Trump justificou as ofensivas dizendo que cada embarcação bombardeada representava 25 mil vidas americanas salvas. Ele também admitiu, em outubro, que pretendia realizar ataques terrestres contra cartéis de drogas, mas sem especificar quais países seriam alvo.

Como parte de sua campanha de pressão, os **EUA mobilizaram 15 mil soldados** e uma série de porta-aviões, destróieres lança-mísseis guiados e navios de assalto anfíbios para o Caribe. Entre eles, o maior navio de guerra do mundo, o USS Gerald Ford, foi enviado. Bases militares que o país mantém na região, além de estruturas de segurança cooperativa instaladas em aeroportos de países parceiros, dois deles a menos de 100 km da costa venezuelana, completaram o **cerco americano**.

Bombardeiros B-52: Uma Demonstração de Força Aérea

No dia 15 de outubro, três bombardeiros B-52 fizeram um voo em uma região muito próxima da **Venezuela**. As aeronaves sobrevoaram a chamada “FIR”, sigla em inglês para Região de Informação de Voo. Essa área está fora do território venezuelano, mas fica sob jurisdição do país, exigindo que aviões se identifiquem ao controle do espaço aéreo da **Venezuela**.

O B-52 é um modelo fabricado pela Boeing, com capacidade para realizar ataques nucleares. O avião carrega armas de alta precisão e pode voar por mais de 14 mil quilômetros sem reabastecer. É considerado a espinha dorsal da frota de bombardeiros estratégicos dos **EUA**, o que ressalta a importância e o simbolismo dessa **operação que ameaça Maduro**.

À época do sobrevoo, em entrevista ao g1, Maurício Santoro, doutor em Ciência Política pelo Iuperj e colaborador do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Marinha do Brasil, disse que a manobra representou uma **tentativa dos EUA de mostrar que estão muito próximos da Venezuela**. “É uma provocação política, para dizer: ‘olha, eu tenho capacidade de invadir o teu espaço aéreo’. Mas tem também um objetivo militar, de treinar as tripulações. Quer dizer, isso é um ensaio geral para futuros bombardeios e um teste das defesas aéreas venezuelanas”, avaliou o especialista, evidenciando a dualidade da **operação americana**.

O Poder Naval: USS Gerald Ford e Outras Embarcações Estratégicas

No dia 24 de outubro, o governo Trump anunciou o envio do USS Gerald Ford ao Mar do Caribe. Considerado o **maior porta-aviões do mundo**, ele partiu acompanhado de seu grupo de ataque, formado por três destróieres, esquadrões de caças F-18 e helicópteros, reforçando a **operação que ameaça Maduro**.

O porta-aviões tem capacidade para abrigar até 90 aeronaves, entre caças e helicópteros. A embarcação também conta com uma pista de pouso e decolagem que tem área três vezes maior que o gramado do Maracanã. A última atualização disponível, em 4 de novembro, indicava que o porta-aviões estava saindo do Mar Mediterrâneo e entrando no Oceano Atlântico, posicionando-se para a **operação no Caribe**.

Em comunicado, o Pentágono afirmou que a missão do grupo de ataque na região é “ampliar e fortalecer as capacidades existentes para interromper o tráfico de drogas”, além de “degradar e desmantelar cartéis latino-americanos”, alinhando-se à justificativa de combate ao **narcotráfico**.

Ainda em agosto, os **EUA** já haviam determinado o envio de sete navios de guerra, além de um submarino nuclear. A frota inclui três destróieres, como o USS Gravely, o USS Jason Dunham e o USS Sampson, navios de guerra menores que cruzadores, mas mais velozes e ágeis, que podem ser equipados com mísseis.

Dois navios-doca, o USS San Antonio e o USS Fort Lauderdale, foram enviados para transportar fuzileiros navais, veículos e equipamentos, além de apoiar operações anfíbias. Um cruzador de mísseis, o USS Lake Erie, projetado para defesa aérea e antimíssil com sistema de combate avançado, e um navio de assalto anfíbio, o USS Iwo Jima, equipado para operar aeronaves de decolagem curta e pouso vertical e realizar desembarques com tropas e veículos, também fazem parte da **operação americana**.

Completando o poderio naval, o submarino nuclear USS Newport News, capaz de atacar navios e submarinos inimigos, além de realizar ataques de precisão em terra com torpedos e mísseis, integra a frota. Esse conjunto de embarcações reforça o **cerco dos EUA à Venezuela**, evidenciando a robustez da **operação que ameaça Maduro** e suas bases de apoio na região do Caribe.

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