Os exercícios navais conjuntos da Marinha do Brasil com a Marinha dos Estados Unidos, que movimentaram o litoral do Rio de Janeiro nos últimos dias, chegam ao seu desfecho nesta quinta-feira, 14 de maio. As manobras, que tiveram início na última segunda-feira (11), marcaram um período de intensa cooperação entre as forças.
O ponto alto dessas atividades foi a participação do imponente porta-aviões nuclear norte-americano USS Nimitz, um gigante dos mares que atraiu olhares e reforçou a importância estratégica da parceria entre os dois países em operações de defesa e segurança marítima.
Essas ações integram a ambiciosa operação “Southern Seas 2026”, conduzida pela 4ª Frota da Marinha dos Estados Unidos, conforme informações divulgadas pelo g1. A iniciativa visa aprimorar a capacidade de resposta e a interoperabilidade entre as nações aliadas, incluindo o Brasil.
O Poderio do USS Nimitz em Destaque nos Exercícios Navais
O USS Nimitz, que chegou ao Rio em 7 de maio, é uma embarcação de grande porte e relevância global. Considerado o porta-aviões de propulsão nuclear mais antigo ainda em operação, ele está em serviço desde 1975, demonstrando sua longevidade e capacidade operacional contínua.
Com aproximadamente 330 metros de comprimento e um deslocamento superior a 100 mil toneladas, o navio é uma verdadeira base aérea flutuante. Segundo a Marinha, o USS Nimitz tem capacidade para operar simultaneamente dezenas de aeronaves, incluindo caças, helicópteros e aviões de vigilância, o que o torna um ativo estratégico nos exercícios navais.
A Participação Brasileira nas Manobras Conjuntas
A Marinha do Brasil teve uma presença significativa nos exercícios navais, demonstrando sua prontidão e capacidade de integração com forças internacionais. O país participou com uma série de embarcações e aeronaves, fortalecendo a interoperabilidade e o treinamento conjunto.
Entre os meios brasileiros envolvidos estavam a fragata Defensora, a corveta Barroso e o submarino Humaitá. Além disso, helicópteros Super Lynx e IH-18 também integraram as atividades, realizando manobras e simulados que aprimoraram a coordenação entre as Marinhas.
Southern Seas 2026: Fortalecendo Laços Regionais na América do Sul
As manobras com o porta-aviões norte-americano fazem parte da operação “Southern Seas 2026”, que tem como um de seus objetivos primordiais ampliar a cooperação marítima e fortalecer parcerias regionais. O exercício reúne forças navais de dez países da América Latina, incluindo o Brasil, em um esforço conjunto de segurança.
A operação prevê a navegação por toda a América do Sul, com paradas programadas em diversos países parceiros. A Marinha do Brasil ressaltou que a presença de meios estrangeiros em águas próximas ao território nacional ocorre com pleno conhecimento e coordenação das autoridades brasileiras, garantindo a soberania e a segurança.
Realizada desde 2007, a operação Southern Seas chega à sua 11ª edição, consolidando-se como um importante evento de defesa e cooperação multilateral. A passagem pelo Rio de Janeiro é um dos pontos chave de um roteiro que prevê a circunavegação do continente sul-americano, reforçando a importância dos exercícios navais para a segurança regional.