Feminicídio em Astolfo Dutra: Suspeito com 50 Registros Criminais, Histórico de Fugas e Crimes Violentos, Tem Prisão Preventiva Decretada

Suspeito de feminicídio em Astolfo Dutra, Ademir Silva Oliveira Neves, acumula 50 registros criminais, incluindo crimes violentos e duas fugas do sistema prisional.

A cidade de Astolfo Dutra, na Zona da Mata mineira, foi abalada por um brutal feminicídio na última terça-feira, 17 de outubro, que culminou na prisão de um homem com um histórico criminal impressionante. O crime, ocorrido no Bairro São José, chocou a comunidade local pela sua violência e os detalhes do caso.

O suspeito, Ademir Silva Oliveira Neves, não é um rosto desconhecido das autoridades. Ele acumula um total de 50 registros criminais, incluindo passagens por delitos graves e um histórico de fugas do sistema prisional, o que levanta sérias questões sobre a eficácia da justiça em casos de reincidência e periculosidade.

Após ser recapturado, Ademir teve sua prisão em flagrante convertida em preventiva pela Justiça, garantindo que ele aguarde o julgamento detido por tempo indeterminado, conforme informações divulgadas pelo g1.

O Crime e a Fuga do Suspeito

O feminicídio aconteceu na residência onde Ademir e a vítima viviam juntos há cerca de sete meses. De acordo com a Polícia Militar, a principal suspeita é que ele tenha agredido a mulher, batendo a cabeça dela diversas vezes contra o vaso sanitário, que foi encontrado quebrado e ensanguentado.

Em seguida, a vítima teria sido golpeada com facadas no abdômen. Imagens de câmeras de segurança da região registraram Ademir saindo da casa de bicicleta por volta das 4h46 da manhã de terça-feira, tentando escapar da cena do crime em Astolfo Dutra.

A fuga do suspeito, no entanto, foi de curta duração. Horas depois do brutal ataque, Ademir Silva Oliveira Neves foi localizado e preso na cidade vizinha de Cataguases. Aos policiais, ele teria confessado informalmente o crime, alegando ciúmes como motivação para a violência.

Um Histórico Criminal Chocante: 50 Registros e Duas Fugas

A ficha criminal de Ademir Silva Oliveira Neves é alarmante e remonta a 2014. Ao todo, são 50 registros criminais que incluem uma vasta gama de delitos, muitos deles envolvendo violência, o que destaca a periculosidade do indivíduo antes mesmo do feminicídio em Astolfo Dutra.

Entre os registros, destacam-se 14 casos de lesão corporal, 8 de ameaça, 8 de furto, 4 de dano, 3 de roubo e 3 de vias de fato ou agressão. Ele também possui registros por perturbação da tranquilidade, tráfico e consumo de drogas, resistência, incêndio em vegetação, fornecimento de produto que causa dependência a menor e denúncias envolvendo armas.

Além da extensa lista de crimes, Ademir já fugiu duas vezes do sistema prisional. Em fevereiro de 2016, ele escapou do Presídio de Cataguases, sendo recapturado um mês depois. Em março de 2019, fugiu novamente e foi localizado quatro dias depois, demonstrando sua capacidade de burlar a segurança e evadir-se das autoridades.

Prisão Preventiva e Questões sobre as Fugas Anteriores

Na quarta-feira, 18 de outubro, Ademir Silva Oliveira Neves foi encaminhado ao presídio de Cataguases. Durante a audiência de custódia, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) solicitou a conversão da prisão em flagrante para prisão preventiva, dada a gravidade do ocorrido.

O MPMG fundamentou seu pedido na gravidade do crime e na periculosidade do suspeito, citando seu vasto histórico criminal e as fugas anteriores. A Justiça acatou a solicitação, e Ademir permanecerá detido por tempo indeterminado enquanto aguarda o julgamento pelo feminicídio em Astolfo Dutra.

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que, nas duas ocasiões em que Ademir escapou, “as ocorrências foram comunicadas ao Poder Judiciário para as providências cabíveis”. A Defensoria Pública, responsável pela defesa de Ademir, declarou que, em casos criminais, manifesta-se apenas nos autos para não prejudicar o andamento do processo.

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