Gigante e Alarmante: Pesquisa Inédita Revela que 19% dos Brasileiros Fizeram Apostas Online em 2025, Impactando Milhões e Gerando Alerta

Estudo TIC Domicílios expõe a escala do mercado de apostas online no Brasil, com homens apostando mais e especialistas pedindo regulação urgente.

Uma nova pesquisa lançada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) trouxe à tona dados surpreendentes sobre o comportamento dos brasileiros na internet. Pela primeira vez, o levantamento TIC Domicílios incluiu perguntas sobre o engajamento com plataformas de apostas, revelando um cenário de proporções consideráveis.

Os resultados indicam que uma parcela significativa da população já aderiu a essa modalidade de entretenimento e risco. A velocidade com que as plataformas de apostas online se popularizaram no país levanta discussões importantes sobre regulamentação e educação digital para os usuários.

Os números foram divulgados nesta terça-feira (9), destacando a penetração da internet no Brasil e o crescimento expressivo do segmento de apostas online no Brasil, conforme informação divulgada pelo g1.

A Escalada das Apostas Online no Brasil

Em 2025, impressionantes 85% dos brasileiros, o equivalente a 157 milhões de pessoas, acessaram a internet. Dentro desse universo digital, a pesquisa TIC Domicílios identificou que 19% dos usuários de internet afirmaram ter feito algum tipo de aposta online nos três meses anteriores ao levantamento.

Esse percentual se traduz em um número ainda mais impactante: “O que vemos é um número bastante alarmante: temos cerca de 30 milhões de pessoas acima dos 10 anos que já realizaram algum tipo de aposta online“, afirmou Renata Mielli, coordenadora do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), que divulgou o estudo.

A análise dos dados também revelou uma disparidade de gênero notável. Entre os usuários de internet que se engajaram em apostas online, 25% eram homens, enquanto 14% eram mulheres, mostrando uma maior inclinação masculina para essa atividade no ambiente digital.

Tipos de Apostas e o Alerta dos Especialistas

A pesquisa detalhou os tipos de apostas online mais comuns entre os brasileiros. Oito por cento dos entrevistados fizeram apostas em cassinos online, enquanto 7% pagaram para participar de rifas digitais ou sorteios. A mesma porcentagem, 7%, realizou apostas esportivas em sites ou aplicativos, popularmente conhecidos como “bets”.

É nas apostas esportivas que a diferença entre os gêneros se acentua de forma mais expressiva. Enquanto 12% dos homens usuários de internet fizeram apostas nesse segmento, apenas 2% das mulheres o fizeram. Além disso, 7% dos brasileiros afirmaram ter feito apostas em loterias federais, evidenciando a diversidade do mercado.

Diante desses dados, Renata Mielli ressaltou a urgência de ação. Segundo ela, os resultados da pesquisa “reforçam a necessidade de criar mecanismos regulatórios e ampliar a educação digital dos brasileiros sobre os riscos dos jogos e apostas online“, um tema cada vez mais relevante na agenda pública.

Internet no Brasil: Crescimento e Desafios Digitais

A pesquisa TIC Domicílios, que está em sua primeira edição a abordar as apostas online, é realizada há 20 anos e mapeia o uso de tecnologias da informação e comunicação no país. Esta edição entrevistou 27.177 domicílios e ouviu 24.535 pessoas entre março e agosto de 2025.

O estudo também apontou um crescimento significativo no acesso à internet nos lares brasileiros, com 86% dos domicílios conectados, um aumento notável em comparação com os 51% registrados há uma década. Contudo, ainda existem desafios.

O Brasil possui 28 milhões de não usuários da internet. Este grupo é predominantemente composto por pessoas com até o ensino fundamental, que se autodeclaram pretas ou pardas, e que têm 60 anos ou mais, sublinhando a persistência da exclusão digital no país.

Outros hábitos digitais também foram mapeados, como o uso do PIX por 75% dos brasileiros, a utilização de ferramentas de IA generativa por 32% (principalmente para uso pessoal e estudos), e a experiência de 39% dos usuários que ficaram sem pacote de dados no celular nos últimos três meses, um indicativo da precariedade de acesso para muitos.

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