Greve Nacional dos Petroleiros da Petrobras Atinge Refinarias e Plataformas: Entenda as Exigências por Soluções na Petros e um Novo ACT.

A paralisação dos trabalhadores da Petrobras, iniciada nesta segunda-feira, busca soluções para os déficits da Petros e um Acordo Coletivo de Trabalho justo.

Os petroleiros da Petrobras iniciaram uma greve nacional nesta segunda-feira, após semanas de tensas negociações e a rejeição de propostas da empresa. A mobilização, que começou com paralisações de 24 horas, se estende agora por tempo indeterminado em diversas unidades pelo país.

A categoria exige da estatal uma solução definitiva para os déficits do fundo de pensão Petros, aprimoramentos no plano de cargos e salários, e garantias contra mecanismos de ajuste fiscal. Além disso, buscam um modelo de negócios que fortaleça a empresa pública.

Este movimento de paralisação ocorre em um momento crucial, com trabalhadores aposentados também em vigília e reuniões importantes em Brasília, conforme informações divulgadas pelo g1.

As Principais Reivindicações da Categoria

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) detalhou que a proposta da Petrobras não atendeu aos três pontos cruciais da negociação. O primeiro é uma solução definitiva para os Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs) da Petros, afetando milhares de aposentados e pensionistas.

Outra demanda central é aprimoramentos no plano de cargos e salários, com garantias robustas contra quaisquer mecanismos de ajuste fiscal que possam prejudicar os trabalhadores. A categoria também defende um modelo de negócios alinhado ao fortalecimento da estatal, visando o desenvolvimento nacional.

Em nota, a FUP enfatizou a importância do movimento: “A categoria quer respeito, dignidade e uma justa distribuição da riqueza gerada”, afirmando que “a greve aprovada nas assembleias é por um ACT forte, que recupere direitos perdidos, garanta condições decentes de trabalho e resolva de forma definitiva os equacionamentos da Petros.”

Impacto em Refinarias e Plataformas pelo Brasil

A greve dos petroleiros teve início na madrugada, com a entrega das operações de diversas unidades às equipes de contingência da Petrobras. Plataformas no Espírito Santo e no Norte Fluminense foram afetadas, assim como o Terminal Aquaviário de Coari, no Amazonas, que registrou adesão integral, segundo o sindicato.

Pela manhã, a paralisação se expandiu para pelo menos seis refinarias estratégicas da Petrobras. Unidades como a Regap (MG), Reduc (RJ), Replan (SP), Recap (SP), Revap (SP) e Repar (PR) aderiram ao movimento, com a interrupção da troca de turno, intensificando o impacto da greve nacional.

Contexto das Negociações e Críticas da FUP

O impasse nas negociações se agrava, segundo a FUP, diante do volume de recursos direcionados aos acionistas da Petrobras. O sindicato aponta que, nos primeiros nove meses do ano, a empresa desembolsou R$ 37,3 bilhões em dividendos, um valor expressivo.

Em contrapartida, os sindicatos criticam a oferta da Petrobras para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), que, segundo eles, propôs um ganho real de apenas 0,5%. Além disso, apontam “retrocessos e diferenciações entre trabalhadores da holding e das subsidiárias”, gerando insatisfação e motivando a greve.

A Petrobras foi questionada pelo g1 sobre a paralisação e as reivindicações da categoria. O espaço permanece aberto para que a empresa se manifeste sobre os pontos levantados pelos trabalhadores e o andamento das negociações.

Aposentados em Vigília e Reuniões em Brasília

A mobilização dos trabalhadores ativos é acompanhada de perto pelos aposentados e pensionistas da Petrobras. Eles retomaram, na quinta-feira anterior à greve, uma vigília em frente ao Edifício Senado, sede da empresa no Rio de Janeiro, reforçando a cobrança por uma solução para os déficits da Petros.

As manifestações em todo o país coincidem com uma série de reuniões importantes em Brasília. Representantes da categoria, do governo federal e da Comissão Quadripartite estão em diálogo, buscando um caminho para solucionar o impasse e atender às demandas dos petroleiros.

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