Hospitais negam ter acordo fechado com Novo Nordisk para fornecer Wegovy pelo SUS | G1

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"title": "Hospitais Desmentem Acordo com Novo Nordisk para Wegovy Gratuito no SUS: O Que Aconteceu com o Programa de Acesso?",
"subtitle": "Hospitais do Rio e Rio Grande do Sul negam acordo formal com a Novo Nordisk para oferecer Wegovy pelo SUS, gerando dúvidas sobre o programa de acesso equitativo.",
"content_html": "<h2>Hospitais do Rio e Rio Grande do Sul negam acordo formal com a Novo Nordisk para oferecer Wegovy pelo SUS, gerando dúvidas sobre o programa de acesso equitativo.</h2><p>Uma controvérsia surgiu em torno da disponibilização do medicamento <b>Wegovy</b> no Sistema Único de Saúde, o <b>SUS</b>. Dois importantes hospitais brasileiros, o Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre, e o Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (IEDE), no Rio de Janeiro, <b>negaram ter um acordo fechado</b> com a farmacêutica <b>Novo Nordisk</b> para fornecer o remédio gratuitamente.</p><p>A <b>Novo Nordisk</b> havia anunciado um programa piloto no Brasil para disponibilizar as canetas de <b>semaglutida</b> injetável, usada no tratamento da <b>obesidade</b>, a pacientes do <b>SUS</b>. A iniciativa visava gerar dados e evidências para apoiar futuras decisões em saúde pública.</p><p>No entanto, as declarações dos hospitais contradizem a informação da empresa, que, por sua vez, afirma haver tratativas e que qualquer aquisição de medicamentos depende de processo licitatório, conforme informações divulgadas pelo g1.</p><h3>Hospitais Refutam Parceria e Apontam Necessidade de Licitação</h3><p>O Grupo Hospitalar Conceição (GHC) foi categórico ao afirmar que não possui "qualquer programa formalizado com a <b>Novo Nordisk</b> sobre <b>semaglutida</b>, conforme divulgado pela empresa". A instituição de Porto Alegre deixou claro que a aquisição de medicamentos deve seguir os trâmites legais de compras públicas.</p><p>De maneira semelhante, o Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (IEDE), no Rio de Janeiro, também <b>negou a existência de uma parceria</b> formal. O IEDE, que já utiliza canetas injetáveis no tratamento da <b>obesidade</b> em casos específicos, explicou que há um processo licitatório em andamento para a compra da <b>semaglutida</b>, que ainda não foi concluído.</p><p>A Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) confirmou que "há um processo licitatório em andamento pela Fundação Saúde, gestora do IEDE, para aquisição da <b>semaglutida</b>, mais potente que a liraglutida e com mais comodidade posológica". Este processo ressalta que a aquisição deve ocorrer por vias oficiais e não por acordos diretos.</p><h3>Novo Nordisk Esclarece 'Tratativas' e Programa de Acesso Equitativo</h3><p>Em resposta à controvérsia, a <b>Novo Nordisk</b> esclareceu ao g1 que existe um "programa de acesso equitativo", mas enfatizou que "não há previsão de doação de medicamentos". A farmacêutica reiterou que "qualquer aquisição por entes públicos seguirá os ritos e legislações vigentes de compras governamentais".</p><p>A empresa explicou que cabe à <b>Novo Nordisk</b> "participar dos certames com propostas viáveis, alinhadas aos objetivos de acesso equitativo". Isso indica que a intenção é viabilizar o acesso por meio de <b>licitações</b>, e não por doações diretas que não seriam compatíveis com a legislação pública.</p><p>Sobre a relação com o IEDE, a <b>Novo Nordisk</b> apresentou um comprovante de um termo de cooperação anterior, relacionado à logística reversa de embalagens de canetas, o programa "Reciclaneta". A empresa vê a proposta de um novo programa como uma "evolução desse relacionamento técnico".</p><h3>Wegovy e a Barreira do Custo no SUS</h3><p>É importante ressaltar que as canetas de <b>semaglutida</b>, nome genérico do <b>Wegovy</b>, não estão atualmente disponíveis no <b>SUS</b>. Em 2024, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no <b>SUS</b> (Conitec) recomendou não incorporar medicamentos à base de <b>semaglutida</b> e liraglutida à rede pública.</p><p>O principal motivo para essa recomendação foi o <b>alto custo</b> desses medicamentos, que representaria uma barreira significativa para a sua incorporação em larga escala no sistema público de saúde. Embora alguns centros, como o IEDE, utilizem esses medicamentos, é em casos muito específicos e não para acesso generalizado.</p><p>O programa anunciado pela <b>Novo Nordisk</b> tinha como objetivo justamente produzir "dados e evidências sobre o impacto do uso da <b>semaglutida</b> injetável no tratamento da <b>obesidade</b> grave". A proposta buscava "contribuir com evidências clínicas, econômicas e sociais que possam apoiar futuras decisões em saúde pública".</p><h3>O Futuro do Acesso ao Wegovy no Sistema Público</h3><p>A <b>Novo Nordisk</b> reiterou seu compromisso com a transparência e o fortalecimento da sustentabilidade dos sistemas de saúde. A empresa visa "ampliar o acesso a tecnologias inovadoras de forma responsável", conforme comunicado.</p><p>A proposta de um novo escopo de parceria com o IEDE, por exemplo, prevê "capacitação técnica e geração de evidências de políticas públicas e avaliação de impacto socioeconômico". Isso sugere um foco na pesquisa e na demonstração do valor do medicamento para o <b>SUS</b>, antes de uma incorporação mais ampla.</p><p>O programa de Acesso Equitativo, recentemente anunciado pela empresa, selecionará "ao menos três localidades no Brasil para gerar evidências que auxiliem o <b>SUS</b> na criação de estratégias sustentáveis e multidisciplinares para o tratamento da <b>obesidade</b>". A intenção é alinhar-se com as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS).</p>"
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