Ibama Intensifica Combate à Madeira Ilegal no Pará: Serralherias Fechadas, R$ 13 Milhões em Multas e Desmatamento em Terras Indígenas Revelados

Ibama Desmantela Esquema de Madeira Ilegal com Multas Milionárias e Fechamento de Serralherias no Pará

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, Ibama, deflagrou uma ampla operação de fiscalização no Pará, visando combater a extração e comercialização de madeira ilegal. A ação resultou no fechamento de diversas serralherias e na aplicação de vultosas multas, totalizando milhões de reais.

Com um foco abrangente em toda a cadeia produtiva da madeira, desde a origem até o beneficiamento, a fiscalização identificou um esquema complexo de crimes ambientais, incluindo o descumprimento de embargos prévios e a suspeita de exploração em terras indígenas.

As operações do Ibama no estado do Pará têm sido cruciais para a proteção ambiental, especialmente contra o desmatamento e a atuação de serralherias irregulares, conforme informações divulgadas pelo g1.

Serraria Reincidente em Castelo dos Sonhos Enfrenta Demolição

Em uma das ações mais emblemáticas da operação, uma serraria no distrito de Castelo dos Sonhos, que já havia sido embargada em agosto do ano passado por falta de licença ambiental e uso de madeira sem comprovação de origem, foi flagrada operando novamente sem autorização. Essa reincidência demonstra a audácia de alguns infratores ambientais.

Anteriormente, a empresa já havia recebido uma multa de R$ 2 milhões. Desta vez, foi novamente multada em R$ 122 mil, além da determinação de demolição das estruturas, medida prevista na legislação ambiental para impedir a continuidade do dano, informou o Ibama. Essa ação reforça a postura rigorosa do órgão.

Madeira Ilegal com Fortes Indícios de Origem em Terras Indígenas

A fiscalização do Ibama em Altamira revelou fortes indícios de que a madeira apreendida tenha sido extraída ilegalmente da Terra Indígena Baú e da área da Base Aérea da Serra do Cachimbo, ambas localizadas no Pará. Essa conexão com áreas protegidas agrava ainda mais a natureza dos crimes ambientais.

Em Uruará, quatro serrarias foram fiscalizadas e os agentes identificaram evidências de processamento e armazenamento de madeira ilegal. Há suspeitas de que essa madeira possa ter sido retirada da Terra Indígena Cachoeira Seca, reforçando o padrão de exploração de terras indígenas na região.

Fiscalização em Uruará Resulta em R$ 13 Milhões em Multas e Suspensão de Atividades

Na cidade de Uruará, as quatro serrarias fiscalizadas foram multadas em um total de R$ 13 milhões, segundo o Ibama. Durante a vistoria, os fiscais verificaram divergências significativas entre o volume de madeira declarado no sistema oficial e a quantidade real do produto encontrada nos pátios das empresas, indicando fraude e sonegação.

As atividades dessas empresas foram imediatamente suspensas, visando paralisar o ciclo da madeira ilegal. Essa medida é crucial para desarticular as redes de exploração e proteger o meio ambiente contra o desmatamento desenfreado.

Balanço da Operação: Milhares de Metros Cúbicos de Madeira Apreendida e Destino Definido

Ao todo, a operação do Ibama resultou na apreensão de mais de 4 mil metros cúbicos de madeira em tora e mais de mil metros cúbicos de madeira serrada. Esse volume expressivo demonstra a escala da atividade ilegal de exploração florestal na região do Pará.

Após a apreensão, parte da madeira foi doada, destinando-a a fins sociais ou públicos, enquanto outra parte foi inutilizada, conforme a legislação ambiental. Essa ação do Ibama é fundamental para coibir a prática da madeira ilegal e proteger os recursos naturais do Brasil.

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