O proprietário da chácara, Cláudio José Lopes, que estava nos EUA, alega total desconhecimento dos fatos e aponta o cuidador como responsável pela morte dos 140 animais, que resultou em multa milionária e prisão.
Uma chocante descoberta abalou a cidade de Ibaté, no interior de São Paulo, onde mais de 140 animais foram encontrados mortos em uma chácara. A tragédia, que veio à tona na última sexta-feira, 29, revelou um cenário de abandono e maus-tratos, gerando comoção e revolta.
Um homem de 26 anos, responsável pelos cuidados do local, foi preso em flagrante. Ele é acusado de negligência severa, resultando na morte de diversas espécies. A situação gerou uma multa superior a R$ 1 milhão, imposta pelas autoridades.
O proprietário da chácara, Cláudio José Lopes, que reside nos Estados Unidos, expressou profunda tristeza e surpresa com os fatos. Ele afirma ter sido enganado pelo funcionário e se colocou à disposição para colaborar com as investigações, conforme informações divulgadas pelo g1.
A Descoberta Chocante e a Prisão do Responsável
A polícia chegou à chácara em Ibaté após denúncias, deparando-se com a triste realidade dos animais mortos. Entre as vítimas, havia aves, mamíferos e répteis, todos em estado de decomposição, indicando que a situação se arrastava por um tempo considerável. A cena era desoladora.
O funcionário encarregado da propriedade, um homem de 26 anos, foi imediatamente preso em flagrante. Ele teria assumido perante a autoridade policial a responsabilidade pelos cuidados da fazenda e dos animais. A multa aplicada a ele ultrapassa a marca de R$ 1 milhão, refletindo a gravidade dos maus-tratos contra os animais.
A Versão do Proprietário da Chácara: Engano e Repúdio
Cláudio José Lopes, proprietário da chácara, divulgou uma nota lamentando profundamente o ocorrido. Ele informou que contratou o homem preso para cuidar dos animais e da propriedade durante sua ausência. Segundo Lopes, jamais foi informado sobre qualquer problema ou falta de recursos.
Ao contrário, o proprietário alega que existem registros de pagamentos regulares ao funcionário, além de comprovantes de aquisição de alimentos e insumos para os animais. Ele também possui inúmeras mensagens nas quais o funcionário garantia que a situação estava normal e sob controle.
Lopes enfatiza que não autorizou, participou ou teve conhecimento prévio de qualquer conduta que pudesse causar sofrimento aos animais. Ele garante que, caso tivesse sido informado sobre qualquer irregularidade, teria adotado medidas imediatas para proteger os animais e substituir o responsável pela chácara em Ibaté.
O empresário repudiou de maneira absoluta qualquer forma de maus-tratos contra animais. Ele destacou sua trajetória de décadas dedicada à preservação, ao cuidado e ao respeito à vida animal, afirmando que a perda desses animais representa não apenas um prejuízo material, mas uma profunda dor pessoal.
Vínculo Afetivo e o Pedido por Justiça
Muitos dos animais encontrados mortos eram criados há anos na propriedade. Cláudio José Lopes revelou que eles possuíam nomes, histórico conhecido e um forte vínculo afetivo com todos que frequentavam o local. A dimensão da perda é, portanto, imensurável para o proprietário.
Confiança plena no trabalho das autoridades policiais, do Ministério Público e do Poder Judiciário foi expressa por Lopes. Ele espera que todos os fatos sejam devidamente esclarecidos, as responsabilidades individualizadas e a verdade integralmente reconhecida neste caso dos 140 animais mortos em Ibaté.
O proprietário prometeu permanecer à disposição das autoridades, fornecendo toda a documentação necessária. Isso inclui comprovantes de pagamentos, registros de comunicação, fotografias, vídeos e notas fiscais de alimentos, que demonstram seus esforços para garantir o cuidado dos animais durante sua ausência.
Neste momento, a prioridade de Cláudio José Lopes é colaborar com as investigações, reconstruir a propriedade e garantir a proteção dos animais sobreviventes. Ele busca também honrar a memória daqueles que, infelizmente, foram perdidos nesta trágica ocorrência em Ibaté.