Familiares do jovem Guilherme da Guerra Domingos, que perdeu a vida em trágico acidente, denunciam assédio e apontam supostas irregularidades em sistema de segurança do parque aquático Wet’n Wild.
O irmão do salva-vidas Guilherme da Guerra Domingos, José da Guerra, prestou depoimento à polícia nesta semana, fornecendo detalhes cruciais sobre as circunstâncias que envolvem a trágica morte de Guilherme no parque aquático Wet’n Wild, em Itupeva (SP).
A família do jovem, que faleceu após ser sugado por um ralo em uma das atrações do parque, tem enfrentado um período de intensa dor e assédio, além de receber informações preocupantes sobre possíveis falhas de segurança no local.
Essas revelações foram detalhadas pelo advogado da família à TV TEM, conforme informações divulgadas pelo g1.
Irmão do Salva-Vidas Presta Depoimento e Família Denuncia Assédio e Falhas
José da Guerra foi intimado para esclarecer os fatos e compartilhar as informações que chegaram à família após o ocorrido. Segundo o advogado, a família tem sido “muito assediada por visitantes, por outros colaboradores do parque”.
Essas pessoas teriam trazido à tona dados sobre a manutenção, a operacionalidade e os sistemas de segurança do Wet’n Wild, apontando diversas falhas que, na visão da família, podem ter contribuído para a morte de Guilherme.
O advogado enfatizou que há relatos de que esses sistemas seriam os responsáveis pelo trágico desfecho que vitimou o salva-vidas de 24 anos.
Detalhes do Trágico Acidente no Water Bomb do Wet’n Wild
Guilherme da Guerra Domingos faleceu na terça-feira passada, em um incidente chocante na atração “Water Bomb” do parque aquático. O boletim de ocorrência indica que ele mergulhou para tentar recuperar a aliança de uma turista que havia caído na piscina.
Durante a tentativa de resgate, Guilherme foi sugado por um ralo, que prendeu sua camiseta e o impossibilitou de sair. Colegas de trabalho prontamente tentaram socorrê-lo, mas a situação era grave.
Uma ambulância da prefeitura foi acionada para o local e transportou o salva-vidas para o hospital público da cidade. Infelizmente, Guilherme já chegou à unidade sem vida, confirmando a fatalidade.
Parque Wet’n Wild Afirma Colaboração e Confiabilidade nas Investigações
O advogado do Wet’n Wild, Victor Valente, declarou à TV TEM que o parque está colaborando integralmente com as investigações. Ele afirmou que a oitiva do representante do parque foi clara, garantindo que o local opera “em conformidade com as regras e orientações dos órgãos competentes”.
Valente reiterou a confiança do parque na elucidação dos fatos e destacou a contribuição constante dos representantes para a apuração do ocorrido. O parque também reforçou o respeito à vítima e seus familiares.
Em nota oficial, o Wet’n Wild informou que todos os drenos do sistema hidráulico do equipamento onde ocorreu o afogamento possuíam grades de proteção. O parque também alegou seguir padrões internacionais de segurança e que, em 28 anos de funcionamento, nunca havia registrado uma morte no local.
Representantes do parque presentes na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) optaram por não conceder entrevista à TV TEM.
Questionamentos Sobre a Reabertura da Atração
Entre as informações que chegaram à família do salva-vidas, há relatos de que o brinquedo “Water Bomb” estaria fechado há cerca de um mês e teria sido reaberto apenas algumas horas antes do trágico acidente.
Esta informação, que teria sido compartilhada por uma funcionária do parque, levanta questionamentos adicionais sobre os procedimentos de manutenção e segurança adotados antes da reativação da atração.
A família espera que a investigação aprofundada esclareça todos esses pontos, garantindo justiça para a morte de Guilherme e a segurança dos frequentadores do parque aquático.