A Justiça do Rio manteve a prisão temporária de Antônio Marcos Silva, de 55 anos, **suspeito de matar a ambulante Cristiane Lira de Araújo** em Belford Roxo após uma **briga por som**.
O vigilante Antônio Marcos Silva, de 55 anos, teve sua prisão temporária mantida pela Justiça do Rio de Janeiro nesta sexta-feira (15). Ele é acusado da morte brutal de Cristiane Lira de Araújo, de 40 anos, uma ambulante conhecida na região da Baixada Fluminense.
O crime chocante ocorreu no último sábado (9), em Belford Roxo, após uma discussão banal sobre a escolha de músicas em um bar. A decisão judicial reforça a gravidade do caso que comoveu a comunidade local.
Antônio Marcos se apresentou à polícia na quarta-feira (13), e a manutenção de sua prisão temporária foi confirmada após uma audiência de custódia, conforme informações divulgadas pelo g1.
A Briga Fatal por Música
A tragédia se desenrolou na tarde do último sábado (9), no bairro Vila Dagmar, em Belford Roxo. Segundo relatos de testemunhas, a **briga por som** começou quando Cristiane Lira de Araújo colocou músicas no aparelho de som do bar.
A vítima queria ouvir pagode, mas o suspeito, Antônio Marcos Silva, insistia em colocar funk. A discussão, que deveria ser um simples desentendimento, escalou rapidamente para a violência.
Testemunhas afirmam que, após a confusão, o vigilante Antônio Marcos foi até sua casa, retornou armado e efetuou diversos disparos. Cristiane foi atingida enquanto estava sentada no local.
O namorado da ambulante, Ricardo José Soares, também foi baleado durante o ataque. Ambos foram socorridos por vizinhos e levados ao Hospital Municipal de Belford Roxo, mas Cristiane já chegou sem vida ao local.
Ricardo José Soares foi transferido para o Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes (HMAPN), em Duque de Caxias, onde segue internado. A Secretaria Municipal de Saúde da cidade não divulgou informações sobre seu estado de saúde.
A Decisão Judicial e a Prisão Mantida
Antônio Marcos Silva, **suspeito de matar a ambulante**, se apresentou na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) na quarta-feira (13). Contra ele, já havia um mandado de prisão temporária expedido pela 1ª Vara Criminal do município.
Nesta sexta-feira (15), durante a audiência de custódia, a defesa do vigilante solicitou a revogação da prisão. Contudo, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) defendeu veementemente a manutenção da medida cautelar.
A juíza Júlia Lattouf de Almeida, da Central de Custódia, decidiu manter a prisão. Em sua decisão, a magistrada afirmou que o mandado estava dentro do prazo de validade e não havia sido revogado pelo juízo responsável pelo caso.
A juíza explicou que não cabia à audiência de custódia reavaliar o mérito da **prisão de suspeito de matar ambulante**, mas apenas verificar a legalidade do ato, que foi confirmada. A DHBF segue com as investigações do caso.
Tragédia e Comoção na Baixada Fluminense
O crime brutal deixou a família e amigos de Cristiane Lira de Araújo em estado de choque e revolta. Familiares relataram que a filha de 12 anos da ambulante presenciou toda a cena, ficando profundamente abalada.
Conhecida carinhosamente como Tia Cris, Cristiane era muito querida na região, onde trabalhava vendendo balas e biscoitos na porta de casa. Ela deixou três filhos, e sua partida gerou grande comoção.
O enterro de Cristiane ocorreu na segunda-feira (11) no Cemitério Solidão, em Belford Roxo. A despedida foi marcada por muita emoção e indignação, com parentes e amigos expressando sua dor e questionando a motivação absurda do crime.
Jhonathan, filho mais velho de Cristiane, que completou 22 anos um dia após a morte da mãe, resumiu a dor da família. Ele disse: “Eu tinha perturbado pra comemorar aniversário e o Dia das Mães. Nunca mais vou querer comemorar meu aniversário.”
Ruth Maria Gomes, ex-sogra da vítima, também expressou sua incredulidade e revolta. “A gente tem que gostar da mesma música? Por causa de uma música vão matar?”, questionou, refletindo o sentimento de injustiça diante de uma vida interrompida por uma **briga por som**.