Justiça Mantém Prisão de Iranianos Detidos com 180kg de Cocaína em Santos: Entenda o Esquema Internacional Descoberto

Decisão da Justiça Federal aponta indícios de um complexo esquema de tráfico internacional de drogas, negando soltura dos suspeitos em Santos.

A Justiça Federal de Santos decidiu manter a prisão preventiva de dois cidadãos iranianos, detidos com uma significativa carga de cocaína. Nima Kenareifard, de 25 anos, e Saeid Sabouri, de 52, são acusados de envolvimento em um sofisticado esquema de tráfico internacional de drogas, que utilizava o porto de Santos.

A decisão judicial refuta o pedido de soltura feito pela defesa, que alegava a primariedade dos suspeitos e a ausência de risco de fuga. No entanto, a complexidade da operação e a grande quantidade de entorpecentes apreendidos pesaram na avaliação judicial.

Este caso ressalta a atuação contínua das forças de segurança no combate ao crime organizado, com a Justiça buscando garantir a ordem pública e o andamento das investigações, conforme informações divulgadas pelo g1.

A Decisão Judicial e os Indícios de Tráfico Internacional

O juiz Roberto Lemos Filho foi o responsável por manter as prisões dos iranianos. Ele considerou que os elementos reunidos até o momento apontam para a possível participação dos investigados em um empreendimento criminoso de grande porte.

A prisão preventiva foi considerada essencial para garantir a ordem pública e mitigar o risco de fuga dos acusados. A natureza do crime, envolvendo uma quantidade substancial de cocaína, justificou a medida de custódia.

“Os elementos apontam para a participação dos investigados em empreendimento criminoso voltado ao tráfico internacional de drogas, envolvendo significativa quantidade de cocaína e sofisticado mecanismo de ocultação da substância em carga destinada ao exterior”, afirmou o juiz, destacando a complexidade da operação.

Os Argumentos da Defesa e a Busca pela Inocência

A defesa dos iranianos, representada pelo advogado Musslim Ronaldo Vaz de Oliveira, havia solicitado a revogação da prisão preventiva ou sua substituição por medidas cautelares mais brandas.

O advogado argumentou que Nima Kenareifard e Saeid Sabouri são primários, possuem residência fixa no Brasil e exercem atividades profissionais lícitas. Tais fatores, em tese, diminuiriam o risco de fuga ou reiteração criminosa, segundo a defesa.

Saeid Sabouri, por exemplo, declarou atuar no ramo de exportação de café, enquanto Nima Kenareifard afirmou ter sido contratado como intérprete. Ambos negaram qualquer envolvimento direto com o tráfico de drogas.

Apesar dos argumentos, a Justiça Federal considerou os indícios de envolvimento dos iranianos presos com cocaína em Santos fortes o suficiente para manter a custódia.

A Operação Policial e a Descoberta dos 180kg de Cocaína

A prisão dos iranianos ocorreu após meses de investigação conduzida por agentes do 1º Distrito Policial de Santos. A polícia monitorou um galpão na Rua Comendador Martins por três dias antes de realizar a abordagem.

O imóvel, que operava sob a fachada de uma empresa de transporte, era, segundo as investigações, utilizado para esconder drogas em meio a cargas de café destinadas ao exterior, uma tática comum no tráfico internacional.

Durante o monitoramento, os policiais identificaram uma movimentação suspeita. Ao abordar os dois homens no local, as versões apresentadas por eles sobre a origem do material armazenado foram contraditórias.

Dentro do galpão, foram encontrados diversos sacos de ráfia contendo grãos de café. Ao abrir as embalagens, os agentes localizaram 178 tabletes de cocaína, totalizando aproximadamente 181 quilos da droga.

Além dos entorpecentes, seis celulares foram apreendidos com os suspeitos. A Polícia Civil ressaltou que “as apurações apontam que o entorpecente seria preparado para envio internacional, indicando a atuação do grupo em possível esquema de tráfico transnacional”.

Desdobramentos e Recursos da Defesa

Procurado pelo g1, o advogado Musslim Ronaldo Vaz reafirmou que a defesa “segue buscando provar a inocência dos investigados”. Ele indicou que um recurso contra a decisão judicial será apresentado na próxima semana.

O caso dos iranianos presos com cocaína em Santos continua em desenvolvimento, com a Justiça Federal e a Polícia Civil aprofundando as investigações para desvendar todos os detalhes desse complexo esquema de tráfico internacional de drogas.

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