Justiça mantém prisão de jogadores do Vasco-AC por suspeita de estupro | G1

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"title": "Justiça mantém prisão de jogadores do Vasco-AC por suspeita de estupro: entenda o caso que chocou o Acre e a defesa dos atletas",
"subtitle": "Decisão judicial mantém quatro atletas do Vasco-AC sob custódia, com advogados preparando recursos urgentes para reverter a prisão temporária por suspeita de estupro.",
"content_html": "<h2>Decisão judicial mantém quatro atletas do Vasco-AC sob custódia, com advogados preparando recursos urgentes para reverter a prisão temporária por suspeita de estupro.</h2><p>A Justiça do Acre manteve a prisão temporária de quatro jogadores do Vasco-AC, investigados por suspeita de estupro coletivo. O caso, que ganhou grande repercussão, envolve os atletas Alex Pires Júnior, Matheus Silva, Brian Peixoto e Erick Luiz Serpa, que estão sob custódia desde a última semana.</p><p>A decisão foi tomada após audiência de custódia, gerando uma corrida por parte da defesa para reverter a situação. Os advogados dos jogadores já anunciaram que irão recorrer, buscando a liberdade dos atletas.</p><p>A comunidade esportiva e a sociedade acreana acompanham atentamente os desdobramentos deste grave caso de estupro, conforme informações divulgadas pelo g1.</p><h3>A Decisão da Justiça e a Reação da Defesa</h3><p>Os jogadores Alex Pires Júnior, Matheus Silva e Brian Peixoto tiveram suas prisões temporárias mantidas nesta quarta-feira, 18 de fevereiro. Já Erick Luiz Serpa está detido desde domingo, 15 de fevereiro, por suspeita de estupro coletivo no alojamento do time.</p><p>Em resposta à decisão judicial, o advogado Atevaldo Santana, que defende Matheus e Brian, declarou ao g1 que pretende entrar com um pedido de habeas corpus. Ele busca reverter a situação dos jogadores, que podem permanecer presos por cerca de 40 dias.</p><p>Robson Aguiar, advogado de Alex Pires Junior, também confirmou a intenção de preparar um habeas corpus, tanto para o tribunal quanto para o juiz que decretou a prisão. Os atletas devem ser encaminhados ao Complexo Prisional Francisco d’Oliveira Conde (FOC), em Rio Branco.</p><h3>As Versões dos Jogadores e o Contexto da Prisão</h3><p>Os três jogadores, Alex Pires Júnior (Lekinho), Matheus Silva e Brian Peixoto, tiveram a prisão temporária decretada no mesmo domingo em que Erick Serpa foi preso. Lekinho foi o primeiro a se entregar na Delegacia de Flagrantes (Defla), em Rio Branco, acompanhado de seu treinador e advogado.</p><p>Ao conversar com a imprensa, Lekinho negou veementemente as acusações. Ele se apresentou na delegacia de livre e espontânea vontade, buscando esclarecer os fatos.</p><p>Em sua declaração, o jogador afirmou: <b>“Eu tô aqui de livre e espontânea vontade, sei que não fiz nada de errado. Conversei com o Eric [treinador], mostrei tudo que tinha,"</b></p><p>Ele prosseguiu: <b>"tenho a mensagem da pessoa que, na verdade, nem me acusou, mas meu nome está sendo citado. Estou aqui para dar minha versão, estou à disposição da Justiça,"</b></p><p>E finalizou: <b>"porque sei que não fiz nada, não cometi nenhum tipo de crime, Deus é justo e vou provar isso na Justiça”</b>. A defesa de Alex Pires Junior também garantiu que apresentará novas provas que, segundo ele, comprovarão a inocência do atleta e levarão à revogação da prisão.</p><p>Já o advogado Atevaldo Santana, que representa outros jogadores, classificou a denúncia de estupro como frágil. Ele levantou a polêmica tese de que as vítimas teriam ido ao local para “fazer programa”, negando qualquer abuso por parte de seus clientes. Os outros dois suspeitos foram à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) com o advogado e evitaram a imprensa.</p><h3>A Posição do Clube e do Treinador</h3><p>O treinador Eric Rodrigues também se manifestou sobre o caso. Ele afirmou que a denúncia parece frágil, mas reiterou sua crença na Justiça e na versão dos atletas. Eric destacou a assistência do clube aos jogadores, que são do Rio de Janeiro, e a preocupação dos familiares.</p><p>Rodrigues enfatizou que o clube não compactua com irregularidades, apesar de acreditar na Justiça e na versão dos atletas. Ele declarou: <b>“A gente acredita na autoridade policial e na Justiça. Vão fazer o que tiver que ser feito. Quero deixar bem claro que, com o clube, eles erraram e não estamos aqui para passar a mão na cabeça,"</b></p><p>E complementou sobre as regras internas: <b>"é terminantemente proibido acesso de qualquer pessoa ao alojamento que não sejam dos alojados, principalmente de mulheres”</b>. O treinador descreveu os últimos dias como um pesadelo.</p><p>Ele mencionou a preocupação dos familiares dos jogadores e a dificuldade da situação: <b>“Esses jogadores vieram para cá confiando em mim. Vocês não sabem o inferno que está sendo minha vida esses dias, tem mais de 20 alojados lá, familiares de todos desesperados e preocupados."</b></p><p>Finalizando sua fala, Eric Rodrigues foi categórico: <b>"Que possam se defender, provar a inocência. Se forem inocentes, que provem, se não forem, que paguem. Não estamos aqui para passar a mão na cabeça de quem estiver errado”</b>.</p><h3>Relembrando o Caso: Início das Investigações</h3><p>O caso veio à tona no sábado, 14 de fevereiro, com a prisão em flagrante do atacante Erick Serpa. Sua prisão foi convertida em preventiva no domingo, 15 de fevereiro, durante audiência de custódia. No mesmo dia, Matheus Silva, Brian Peixoto e Alex Pires tiveram a prisão temporária decretada pela Justiça Acreana.</p><p>O Vasco-AC, por meio de nota anterior, assegurou que não compactua com qualquer forma de violência e que adotará as medidas cabíveis no âmbito interno, conforme o andamento das investigações sobre o estupro.</p><p>Segundo o delegado Alcino Souza, que estava de plantão e atendeu as vítimas na Maternidade Bárbara Heliodora, as mulheres relataram medo de retaliação. Elas foram orientadas a registrar a denúncia, indicando os nomes e o alojamento dos jogadores como local dos fatos. A polícia conduziu Erick Serpa ao local, mas os outros não estavam presentes no momento.</p><p>Ainda conforme a polícia, as mulheres teriam ido ao alojamento para se relacionar de forma consensual, mas, posteriormente, teriam sido submetidas a abusos. O delegado resumiu a situação: <b>“Você só vai até o ponto em que ambos querem. Então, foi nesse contexto a situação”</b>.</p>"
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