Em podcast, Rodrigo Simonsen revela que investir em leitura, cultura e repertório é crucial para fortalecer a personalidade, aprimorar interações e se tornar uma pessoa verdadeiramente interessante.
No mundo contemporâneo, a busca por se destacar e ser considerado uma pessoa interessante é um desejo comum. Contudo, essa característica não surge da noite para o dia, exigindo um trabalho contínuo e dedicado na construção de conhecimento e na ampliação do universo cultural.
O publisher Rodrigo Simonsen abordou essa temática em uma edição do podcast Baixada em Pauta, onde analisou a importância da formação cultural e da educação continuada. Para ele, o conhecimento é a base para fortalecer a personalidade e preparar os indivíduos.
Essa dedicação se traduz em maior preparo para as interações sociais e profissionais, conferindo uma robustez que vai além da aparência, conforme informações divulgadas pelo g1.
O Desafio da Formação Cultural
Simonsen aponta que muitos jovens enfrentam obstáculos para desenvolver o hábito da leitura, cultura e repertório. Um dos motivos é a forma como os conteúdos literários são apresentados na escola, muitas vezes densos e pouco acessíveis, somados à ausência de referências culturais em casa e no ambiente social.
Ele compartilha sua própria experiência, afirmando: “Eu tenho os traumas da literatura da escola e eu tive ótimos professores, mas quem quer ler aquelas coisas quando tem 13 anos? Parece algo forçado.”
O publisher ainda complementa a reflexão sobre a falta de modelos, dizendo: “Você não vê a Virgínia lendo, você não vê o Neymar lendo. Então, vai colocando a leitura num espaço só de gente estranha.”
A ‘Beleza’ que Vem do Conhecimento
Em um cenário onde o visual e a atração pelo belo ganham cada vez mais destaque, Simonsen lembra que a cultura e o repertório podem ser ferramentas poderosas para tornar alguém interessante, conferindo uma espécie de “beleza” aos olhos dos outros.
Ele destaca que nem todos possuem a “vantagem da natureza” ou “ganharam na loteria genética”. Nesses casos, a alternativa é investir em si mesmo. “Você pode se tornar uma pessoa mais interessante”, afirma Simonsen.
No entanto, essa transformação não é instantânea. “Só que dá muito trabalho. Você não fica mais interessante da noite para o dia”, ressalta o publisher, enfatizando a necessidade de esforço e tempo.
Construindo o Repertório: Um Treino Diário
O processo para se tornar uma pessoa com maior repertório e, consequentemente, mais interessante, exige dedicação e constância. Simonsen compara essa jornada a um treino contínuo, onde o consumo de cultura deve ser uma prática diária.
Seja por meio da leitura de livros, da apreciação de filmes, da música ou de outras formas de arte, o importante é manter-se engajado. Esse hábito é o que, segundo ele, fortalece a personalidade e cria indivíduos mais preparados.
Essa construção diária é fundamental para que as pessoas se tornem mais robustas e aptas a enfrentar e enriquecer as interações sociais e profissionais, diferenciando-as em diversos contextos.
O Valor Intrínseco do Livro
Ao refletir sobre sua própria trajetória no mercado editorial, Rodrigo Simonsen sublinha a nobreza e o valor do livro como um objeto cultural. Para ele, cada obra carrega consigo um vasto acúmulo de pensamento e refinamento.
“Eu sempre tentei tratar o livro com a nobreza que ele merece, porque o livro é um produto nobre”, declara. Ele complementa que “Texto é algo sagrado, pensamento são décadas de experiências refinadas que são depositadas ali.”
Essa perspectiva eleva o livro a um patamar de importância que vai além da simples transmissão de informações, consolidando-o como um depositário de sabedoria e vivências acumuladas ao longo do tempo.
Leitura: Um Hábito Essencial
Simonsen enfatiza que a leitura, assim como outras práticas cotidianas, deve ser encarada como um hábito fundamental. Não se trata apenas de ler livros, mas de consumir qualquer tipo de produto cultural regularmente.
Ouvir música, assistir a filmes, frequentar o cinema ou séries são atividades que contribuem para a formação de um repertório diversificado. “Não tem um dia que eu não consumo algum tipo de produto cultural”, afirma ele.
Essa imersão constante é o que, de fato, molda e diferencia a personalidade, tornando-a mais “robusta” e capaz de interagir de forma mais rica e profunda com o mundo ao redor.