Moradora de Vitória Denuncia Prejuízos Após Polícia Arrombar Casa em Operação Onde Nada Ilícito Foi Encontrado

Polícia Arromba Residência em Vitória e Moradora Denuncia Prejuízos

Uma moradora de Vitória, no Espírito Santo, viveu um susto e agora lida com os prejuízos após sua casa ser arrombada pela polícia civil. O incidente ocorreu em uma operação da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que cumpria um mandado de busca e apreensão no imóvel.

A proprietária, que não estava em casa no momento da ação, foi surpreendida pela notícia dos danos. Segundo ela, a intervenção policial causou significativos prejuízos materiais, especialmente no segundo andar da residência, onde ficam os quartos da família.

O mais preocupante, conforme informações divulgadas pelo G1, é que, após a entrada forçada, a polícia confirmou que nada ilícito foi encontrado na propriedade, levantando dúvidas sobre a necessidade da violência empregada na operação.

Danos Materiais e o Impacto na Vida da Moradora

Os danos à residência são visíveis e extensos. Grades e fechaduras foram danificadas, e uma porta chegou a ser arrancada da parede, conforme relatos da família. A moradora, que preferiu não se identificar, afirmou que, apesar do arrombamento, nenhum objeto pessoal foi levado pelos agentes durante a operação.

A proprietária da casa, que reside no endereço há mais de 40 anos, descreveu a situação como inédita e lamentável. Em suas palavras, ela nunca havia passado por algo semelhante, e espera que a situação não se repita com outras famílias.

“Foi a primeira vez e espero que não aconteça mais. Que eles cheguem na casa de alguma família e tenham compreensão, não saiam quebrando tudo. Nem todo mundo tem dinheiro para consertar as coisas não”, desabafou a moradora, ressaltando o custo inesperado para reparar os estragos.

A Versão da Polícia Civil e as Medidas da Família

A Polícia Civil, por meio de nota, confirmou que equipes da DHPP de Vitória cumpriram um mandado de busca e apreensão no local. A corporação justificou a entrada forçada alegando que “foi necessária a entrada à força, pois as equipes não foram atendidas” no imóvel.

Após o acesso à residência, a polícia constatou que “não haver nada ilícito” no local. Em resposta aos prejuízos causados pelo arrombamento da casa, um dos filhos da moradora registrou um Boletim de Ocorrência (BO) na Delegacia de Crimes Patrimoniais.

A Polícia Civil informou ainda que qualquer cidadão que se sinta prejudicado por uma ação policial pode procurar a Corregedoria da instituição. O objetivo é formalizar uma denúncia e solicitar a devida apuração do caso, buscando reparação pelos danos sofridos.

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