Motorista de ônibus atacado com líquido corrosivo pela ex em Araraquara (SP) recebe alta: entenda o crime e a busca pela suspeita

Márcio Dadério, de 50 anos, motorista atacado com líquido corrosivo em Araraquara, recebe alta hospitalar, enquanto a ex-parceira suspeita do crime é procurada.

Um motorista de ônibus que foi brutalmente atacado com um líquido corrosivo pela ex-parceira em Araraquara, interior de São Paulo, recebeu alta hospitalar. O incidente, que chocou a população local, ocorreu na manhã da última sexta-feira (23), deixando a vítima com queimaduras significativas.

A recuperação do motorista, identificado como Márcio Dadério, de 50 anos, é um alívio, mas o caso ainda mobiliza as autoridades. A mulher suspeita do ataque segue foragida e está sendo ativamente procurada pela Polícia Civil.

O episódio levanta discussões sobre a violência em relacionamentos e a segurança no ambiente de trabalho. A investigação continua para identificar a substância exata utilizada e capturar a responsável, conforme informações divulgadas pelo g1.

Detalhes do Ataque e a Recuperação da Vítima

O ataque aconteceu por volta das 8h30, em um ponto de ônibus no Centro de Araraquara. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que a mulher, vestindo uma blusa vermelha, aproveitou a movimentação para entrar no veículo.

Segundos após a agressão, ela desceu do ônibus e fugiu pela Avenida Padre Francisco Salles Colturato, conhecida como Avenida 36. O motorista Márcio Dadério foi atingido nos olhos, braços, pernas e tórax, sofrendo queimaduras que, segundo o tenente dos bombeiros Fernando de Camargo, “já eram perceptíveis, já tinham bolhas estouradas, vermelhidão no local, provavelmente uma queimadura de segundo grau”.

Prontamente socorrido, Márcio foi levado para a Santa Casa da cidade, onde recebeu atendimento médico. A substância utilizada ainda não foi oficialmente identificada, embora o boletim de ocorrência aponte para um “líquido ácido”. O laudo pericial será crucial para confirmar a natureza do líquido corrosivo.

Investigação Policial e a Busca pela Suspeita

A Polícia Civil de Araraquara classificou o caso como lesão corporal e iniciou uma investigação detalhada. A perícia foi acionada e encontrou vestígios da substância dentro do ônibus, além de um copo que teria sido usado no crime, o que pode ser uma prova importante.

A ex-parceira de Márcio é a principal suspeita e está sendo procurada. As imagens das câmeras de segurança são fundamentais para a identificação e localização da mulher, que fugiu logo após o ataque.

O mecânico Jeferson Lobo, que trabalha em frente ao ponto de ônibus onde ocorreu o crime, relatou ter prestado os primeiros socorros à vítima. “Disse que [ela] estava já ameaçando ele bastante. Jogamos água corrente e ele falou que ela jogou soda cáustica no rosto dele”, afirmou Lobo, ressaltando a gravidade da situação e as ameaças prévias.

Ameaças Anteriores e o Contexto da Violência

Antes do ataque, Márcio Dadério já havia relatado estar sofrendo ameaças por parte de sua ex-companheira. Essa informação, corroborada pelo depoimento do mecânico, sugere um histórico de conflito que culminou na violenta agressão com líquido corrosivo.

Casos de violência em relacionamentos, especialmente quando envolvem ameaças e agressões físicas ou químicas, ressaltam a importância de buscar ajuda e denunciar. A polícia continua empenhada em solucionar o caso e garantir a justiça para o motorista atacado.

A comunidade de Araraquara acompanha o desdobramento da investigação, esperando que a responsável seja capturada e que a segurança seja reforçada para evitar que crimes semelhantes aconteçam novamente.

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