Operação Haras do Crime mira furto de combustíveis da Transpetro em fazenda da família Garcia, expondo esquema milionário no Rio de Janeiro

Ação conjunta da Polícia Civil e MPRJ cumpre mandados contra organização criminosa que perfurava dutos da Transpetro em propriedade rural de Guapimirim, na Baixada Fluminense.

Uma grande operação foi deflagrada nesta quinta-feira, 22 de fevereiro, no estado do Rio de Janeiro, com o objetivo de desarticular um esquema complexo de furto de combustíveis. Batizada de Operação Haras do Crime, a ação investiga a perfuração de dutos da Transpetro em uma propriedade rural.

O foco da investigação são as atividades ilícitas que ocorriam dentro da Fazenda Garcia, um haras de propriedade da conhecida família Garcia, localizada em Guapimirim, na Baixada Fluminense. A operação mobilizou agentes para cumprir diversos mandados de prisão e busca e apreensão.

As autoridades buscam responsáveis por um esquema que extraía petróleo de forma clandestina, causando prejuízos significativos. As informações foram divulgadas pelo g1, que acompanha o desenvolvimento da operação.

O Início da Investigação e a Descoberta do Esquema

A Operação Haras do Crime teve seu ponto de partida a partir de uma prisão em flagrante, que revelou a dimensão do esquema criminoso. Um indivíduo foi detido enquanto furtava petróleo diretamente de um duto da Transpetro, dentro da Fazenda Garcia.

O delegado Pedro Brasil, responsável pelo caso, destacou a importância dessa prisão inicial. Ele afirmou, “A operação teve início a partir de uma prisão em flagrante por furto de petróleo ocorrido dentro de uma propriedade rural localizada em Guapimirim, conhecido como Fazenda Garcia, propriedade pertencente a uma família de contraventores conhecida do Rio de Janeiro”.

A partir desse flagrante, uma investigação aprofundada foi iniciada, permitindo que as forças de segurança identificassem e começassem a desmantelar toda uma organização criminosa por trás do furto de combustíveis.

A Fazenda Garcia e os Suspeitos Envolvidos

A Fazenda Garcia, palco central das atividades criminosas, é de propriedade de um clã de contraventores conhecido no Rio de Janeiro. No entanto, é importante ressaltar que, até o momento desta operação, não há mandados de prisão expedidos diretamente contra membros da família Garcia.

As investigações apontam que as perfurações nos dutos da Transpetro ocorriam no interior do haras da família. Entre os principais suspeitos pelo furto de combustíveis estão os arrendatários da propriedade, que estariam diretamente envolvidos na extração ilegal do material.

A localização estratégica da fazenda em Guapimirim, uma área da Baixada Fluminense, facilitava a ação dos criminosos, que se aproveitavam da extensão da propriedade para realizar as operações clandestinas.

O Modus Operandi do Furto de Combustíveis

O esquema de furto de combustíveis consistia na perfuração de dutos de petróleo da Transpetro. Essa prática altamente perigosa não só causa grandes perdas financeiras à empresa, mas também representa um risco ambiental e de segurança enorme para a região.

A organização criminosa atuava de forma coordenada, utilizando a propriedade rural para esconder a infraestrutura necessária para a extração e o transporte do petróleo furtado. A sofisticação do método indica um planejamento cuidadoso por parte dos criminosos.

A extração ilegal de petróleo, além de alimentar um mercado clandestino, contribui para a instabilidade econômica e a proliferação de outras atividades ilícitas na região.

A Força-Tarefa e os Mandados Cumpridos

A Operação Haras do Crime é uma iniciativa conjunta que envolve a Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) da Polícia Civil do RJ e o Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ), demonstrando a seriedade e a amplitude da investigação.

Nesta quinta-feira, as equipes saíram para cumprir um total de 13 mandados de prisão e 16 mandados de busca e apreensão. Esses números refletem a extensão da rede criminosa que estava sendo investigada pelas autoridades.

A ação visa desmantelar por completo a organização responsável pelo furto de combustíveis, buscando identificar e prender todos os envolvidos, desde os executores diretos até os possíveis financiadores e beneficiários do esquema.

Tags

Compartilhe esse post