Operação na CMTU Londrina: Polícia Civil Investiga Contrato de R$ 142 Mil por Suspeita de Direcionamento em Licitação de Transporte Público

Polícia Civil cumpre mandados em Londrina e Curitiba, apurando indícios de fraude em contratação de auditoria para o sistema de transporte coletivo, que já foi cancelada.

A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização de Londrina (CMTU) é alvo de uma operação deflagrada pela Polícia Civil. A ação investiga supostas irregularidades em um contrato de auditoria para o transporte público, que totalizava R$ 142 mil.

A investigação aponta indícios de direcionamento na concorrência, envolvendo a contratação da empresa LG Mobilidade Urbana. O contrato, que já havia gerado pagamentos de cerca de R$ 28 mil, foi cancelado após o início das apurações.

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Londrina e Curitiba, incluindo a sede da CMTU, conforme informação divulgada pelo g1.

A Investigação por Trás do Contrato de R$ 142 Mil

O foco da operação na CMTU Londrina está no processo de contratação de uma auditoria para as planilhas do transporte coletivo. A Polícia Civil levantou que três empresas de Curitiba apresentaram propostas no mesmo dia, com uma diferença de preço menor do que 3% entre elas.

Ainda mais alarmante, a polícia informou que duas dessas empresas pertencem ao mesmo grupo familiar, levantando sérias dúvidas sobre a lisura do processo. O delegado responsável pela investigação afirmou que “essa concorrência de cotação de preços não existiu na prática”.

Entre os investigados, está um funcionário concursado da CMTU, suspeito de ter direcionado a concorrência para favorecer a contratação da empresa LG Mobilidade Urbana. O contrato, que previa o pagamento de R$ 142 mil, foi encerrado após o início das investigações.

A empresa LG Mobilidade Urbana chegou a receber cerca de R$ 28 mil, mas, após o cancelamento do contrato, o valor foi integralmente devolvido. Esse ressarcimento, segundo a CMTU, evitou prejuízos ao erário público.

Mandados Cumpridos e Documentos Apreendidos

Nesta quinta-feira, a Polícia Civil cumpriu cinco mandados de busca e apreensão. Três desses mandados foram executados em endereços na cidade de Curitiba, enquanto os outros dois foram cumpridos em Londrina.

Um dos locais de busca e apreensão em Londrina foi a própria sede da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). Durante a operação na CMTU Londrina, diversos documentos foram apreendidos e agora farão parte do inquérito policial.

Esses documentos são considerados peças-chave para a continuidade da investigação, auxiliando a polícia a esclarecer os detalhes e a extensão das supostas irregularidades no contrato de auditoria do transporte público.

O Que Dizem os Envolvidos: CMTU e LG Mobilidade Urbana

Em nota oficial, a CMTU esclareceu que a decisão por uma licitação emergencial para a auditoria se deu por conta do déficit orçamentário previsto para o sistema de transporte coletivo em 2025 e pela ausência de controles efetivos nos cálculos da tarifa técnica.

A companhia também ressaltou que a contratação da auditoria seguiu recomendações de órgãos de controle, como o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado, devido à falta desse trabalho em anos anteriores e por ser uma obrigatoriedade do contrato de concessão.

A CMTU afirmou que, ao identificar possíveis irregularidades no processo, solicitou o cancelamento da contratação e que a empresa vencedora ressarciu os R$ 28,5 mil já pagos, garantindo que não houve prejuízo aos cofres públicos. A companhia reafirmou sua disposição em colaborar com as autoridades.

A LG Mobilidade Urbana, por sua vez, divulgou uma nota negando qualquer conduta irregular. A empresa destacou seu compromisso com a transparência, ética e legalidade, afirmando que sempre prestou todas as informações e documentos solicitados.

A LG Mobilidade Urbana reforçou que não tem fatos a ocultar e que continuará colaborando de maneira íntegra e profissional com as investigações, aguardando o momento oportuno para apresentar todos os esclarecimentos necessários às autoridades competentes.

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