Com credencial de indicação ao Grammy Latino, o cantor e compositor baiano radicado em São Paulo aprofunda sua sonoridade que mixa pop, MPB e R&B em seu segundo trabalho de estúdio.
O cenário da música brasileira recebe um novo e cativante trabalho do cantor e compositor Pedro Emílio. Intitulado “Vende-se lembrança”, o segundo álbum do artista, que reside em São Paulo, chega para solidificar sua posição na cena indie com uma proposta que mergulha fundo nas referências afetivas e musicais.
A visibilidade de Pedro Emílio foi ampliada com a indicação de seu primeiro álbum, “Enquanto os distraídos amam” (2025), ao Grammy Latino do ano passado, na categoria de Engenharia de gravação. Esse reconhecimento técnico abriu portas para o artista, que agora apresenta um disco ainda mais maduro e pessoal.
Lançado na última quinta-feira, 28 de maio, “Vende-se lembrança” promete cativar o público com suas composições inéditas e parcerias de peso. O álbum é um convite para revisitar memórias e sentimentos, conforme informação divulgada pelo G1.
Parcerias de Destaque e a Sonoridade de ‘Vende-se Lembrança’
O novo álbum de Pedro Emílio reforça sua conexão com o produtor musical Matheus Stiirmer, que o acompanha desde o EP “Travessia” (2021). A obra apresenta colaborações marcantes, enriquecendo a tapeçaria sonora do artista com diferentes vozes e estilos e consolidando a essência de “Vende-se lembrança”.
Entre os destaques, está o encontro com a cantora conterrânea Luedji Luna na faixa “Reticente”, um samba que já havia sido antecipado em single em 1º de maio. Outra colaboração notável é com o cantor catarinense Ryan Fidelis, uma revelação do R&B, na canção “Você foi”, que adiciona uma camada contemporânea ao projeto.
O estilo de Pedro Emílio, que já mixa referências de pop, MPB e R&B, ganha ainda mais profundidade com essas participações. A fusão de gêneros é uma marca registrada do artista, que busca sempre inovar e expandir seus horizontes musicais em “Vende-se lembrança”.
Memórias e Referências na Composição
Em “Vende-se lembrança”, Pedro Emílio costura um repertório de nove faixas que são verdadeiros fragmentos de sua vida e influências. O álbum inicia com “Tanto você”, que faz uma citação de “Come with me”, música-título de um disco de 1983 da pianista e cantora Tânia Maria, mostrando a amplitude de suas referências.
As composições inéditas como “Bobeira”, “Dendê”, “Era pra ser” e “Você foi” são exemplos da capacidade do artista de transformar experiências pessoais em música. Um caso particular é “Gília”, uma canção inspirada pelo encontro de Pedro Emílio com sua esposa, Lígia, em 2020, evidenciando o caráter afetivo do álbum.
O disco culmina no clima dançante de “Coisa gostosa”, fechando o ciclo de memórias e sentimentos de forma leve e envolvente. Cada faixa de “Vende-se lembrança” é uma peça do quebra-cabeça que forma a identidade musical e pessoal de Pedro Emílio.
Produção Independente e Qualidade Técnica
A produção musical de “Vende-se lembrança” foi assinada por Pedro Emílio em parceria com Matheus Stiirmer, o que demonstra o controle criativo do artista sobre sua obra. A engenharia de gravação das nove faixas ficou a cargo de Matheus Stiirmer e Zeca Leme, garantindo a alta qualidade sonora do projeto.
O álbum foi editado de forma independente, reforçando a autonomia de Pedro Emílio no mercado fonográfico. Essa abordagem permite ao artista total liberdade para explorar suas ideias e apresentar um trabalho autêntico, sem as amarras de grandes gravadoras.
A capa do álbum, que complementa visualmente o conceito do disco, foi fotografada por Alexandre Toffoli e divulgada junto ao lançamento. A imagem traduz a essência de “Vende-se lembrança”, convidando o público a uma jornada introspectiva e musical com Pedro Emílio.