Ação da Polícia Federal, parte da Operação Galho Fraco, investiga o deputado federal do PL por suposto envolvimento em esquema de peculato e lavagem de dinheiro.
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira, 19 de abril, a Operação Galho Fraco, cumprindo mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro. A ação teve como alvo principal a residência do deputado federal Sóstenes Cavalcante, do Partido Liberal (PL).
Durante a operação, um montante significativo de dinheiro em espécie foi encontrado. A PF apreendeu cerca de R$ 430 mil, que estavam guardados de forma inusitada em sacos de lixo na casa do parlamentar.
Este desdobramento faz parte de uma investigação maior sobre um esquema de desvio de cotas parlamentares, que apura crimes como peculato e lavagem de dinheiro, conforme informações divulgadas pelo g1.
O Dinheiro em Sacos de Lixo e a Operação Galho Fraco
A imagem do dinheiro, cerca de meio milhão de reais, acondicionado em sacos de lixo, chamou a atenção e foi amplamente divulgada. A apreensão de R$ 430 mil em espécie na casa de Sóstenes Cavalcante ocorreu durante uma das sete buscas realizadas pela Operação Galho Fraco.
Esta operação é um desdobramento da Operação Rent a Car, deflagrada em dezembro do ano passado. O foco principal é investigar a atuação de agentes políticos, servidores comissionados e particulares em um esquema coordenado.
O objetivo seria o desvio de valores do orçamento público e a posterior ocultação dessas verbas. A Polícia Federal busca desvendar a complexidade da rede envolvida nestes crimes, reforçando o combate à corrupção.
O Esquema de Desvio de Cotas Parlamentares
O deputado Sóstenes Cavalcante e seu colega de bancada, Carlos Jordy, ambos do PL, estão sob investigação por suspeita de envolvimento no esquema. A PF apura a transferência de recursos públicos das cotas parlamentares para empresas de fachada.
Uma dessas empresas seria uma locadora de veículos, utilizada para simular a prestação de serviços e, assim, desviar os fundos. As cotas parlamentares são valores mensais destinados a cobrir despesas ligadas ao mandato, como passagens e consultorias, sendo um recurso extra ao salário dos deputados.
A investigação aponta para os crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, indicando uma estrutura complexa e articulada para a prática ilícita, com o objetivo de defraudar o erário público.
A Chegada da PF aos Parlamentares
A Polícia Federal chegou aos parlamentares após uma análise aprofundada do material coletado na Operação Rent a Car, que inicialmente mirou assessores. Mensagens de celular, depoimentos e quebras de sigilo foram cruciais para o avanço das investigações.
Essas provas levantaram indícios consistentes contra Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy. O blog da Camila Bomfim, no g1, detalhou que a minuciosa análise dos dados colhidos foi fundamental para o avanço da investigação e a deflagração da Operação Galho Fraco.
A ação desta sexta-feira reforça o compromisso das autoridades em combater a corrupção e o desvio de verbas públicas, buscando responsabilizar todos os envolvidos, independentemente de seus cargos ou influência política.