A Polícia Federal (PF) obteve mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que descrevem um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ministros do governo no Palácio do Planalto. O conteúdo, que foi enviado à CPMI do INSS, sugere que a reunião foi “ótima” e “muito forte”, conforme o próprio Vorcaro.
As conversas, recuperadas após a quebra de sigilo telemático do banqueiro, detalham a presença de figuras importantes, incluindo Gabriel Galípolo, que na época era cotado para a presidência do Banco Central, e outros três ministros.
A reunião, que não constou na agenda oficial do presidente, foi confirmada por Lula em fevereiro deste ano, conforme informações divulgadas pelo g1.
O Que as Mensagens Revelam
Nas trocas de mensagens com sua então companheira, Martha, Daniel Vorcaro expressou grande satisfação com o encontro. Ele compartilhou os detalhes logo após a reunião, classificando-a como um evento de grande impacto.
O banqueiro utilizou as expressões “Foi ótimo” e “Muito forte” para descrever a experiência. Ele também mencionou a participação de autoridades de alto escalão, o que reforça a relevância do encontro.
Vorcaro afirmou que Lula “chamou presidente do Banco Central que vai entrar”, referindo-se a Gabriel Galípolo, e também a presença de “3 ministros”, entre eles, Rui Costa, ministro da Casa Civil.
A Confirmação de Lula e os Bastidores
O presidente Lula confirmou ter recebido Daniel Vorcaro em Brasília em fevereiro deste ano. Segundo o presidente, o encontro ocorreu a pedido do próprio banqueiro, que foi levado pelo ex-ministro Guido Mantega.
Apesar da confirmação, a reunião não foi registrada na agenda oficial de Lula, levantando questionamentos sobre a transparência do processo. O presidente, entretanto, defendeu a legitimidade do encontro.
Lula relatou que Vorcaro buscou apoio, alegando estar sofrendo perseguição e que havia pessoas interessadas em derrubar o Banco Master. Diante disso, o presidente chamou Galípolo e Rui Costa para a conversa.
Posição do Governo: Investigação Técnica
Sobre as alegações de perseguição, Lula deixou clara a posição do governo. Ele garantiu que “não haverá posição política pró ou contra o Banco Master”, assegurando uma abordagem imparcial.
O presidente enfatizou que o Banco Central seria o responsável por uma “investigação técnica” sobre o caso do Banco Master. Lula também afirmou que interesses privados não foram discutidos na pauta do encontro, classificando reuniões com empresários como parte da rotina institucional do cargo.