A morte de Renan Henrique do Nascimento, de 17 anos, em um condomínio de Parnamirim, levanta sérias questões sobre a ação policial e as investigações da Polícia Civil.
A comunidade de Parnamirim, na Grande Natal, está em choque após a morte de um adolescente baleado dentro de um condomínio na última quinta-feira, dia 24. O caso, que envolve a morte de adolescente baleado, está sob profunda investigação da Polícia Civil, que busca esclarecer as circunstâncias de uma ação que já apresenta versões conflitantes.
Enquanto a Polícia Militar informa ter encontrado o jovem ferido e prestado socorro, testemunhas relatam uma abordagem policial agressiva que culminou nos disparos fatais. A divergência entre os relatos intensifica a busca por respostas e justiça.
As autoridades civis já iniciaram a coleta de provas e depoimentos, prometendo uma apuração rigorosa para desvendar o ocorrido, conforme informações divulgadas pelo G1.
Versões Conflitantes Agitam a Investigação
As narrativas sobre o incidente, que resultou na morte de Renan Henrique do Nascimento, de 17 anos, são bastante distintas. A Polícia Militar do Rio Grande do Norte (PMRN), em seu registro oficial, informou que uma equipe se deparou com um jovem ferido por disparos de arma de fogo.
A guarnição, segundo a PM, realizou o socorro imediato, conduzindo-o ao Hospital Deoclécio Marques, onde o jovem não resistiu aos ferimentos e faleceu. A PM também relatou que, com a vítima, foram encontrados um aparelho celular e uma quantidade de entorpecentes, materiais que foram devidamente apreendidos.
Contrariando essa versão, uma testemunha que preferiu não ser identificada declarou à Inter TV Cabugi que policiais militares da Ronda Ostensiva com Motocicletas (Rocam) teriam entrado no condomínio e atirado diretamente contra Renan.
O Que Dizem as Testemunhas sobre a Ação Policial
O caso, da morte de adolescente baleado, ocorreu no condomínio Engenho I, em Parnamirim. Um morador, que conversou com a Inter TV Cabugi, relatou que estava próximo a Renan quando a polícia entrou no local. Ele descreveu que o adolescente estava sentado, momentos após passear com seu filho de dois anos.
“Eu estava junto com o menino que foi baleado, a gente tava sentado, eu assistindo uma série e ele conversando. Momentes antes ele estava passeando com o filho dele, que tem dois anos de idade. O filho dele subiu e foi quando aconteceu”, contou a testemunha, descrevendo o início da ação.
O morador ainda afirmou que Renan correu no momento da entrada da polícia e foi atingido pelos disparos. “Atiraram nele na hora que ele correu”, disse. Ele também relatou que o jovem gritou pela esposa, mas a polícia impediu a aproximação dela.
A testemunha descreveu um cenário ainda mais grave, alegando que “a polícia foi e atirou mais dois tiros nele”. Ele enfatizou que “não houve confronto, porque ele não estava com arma, não tava com droga, não tava com nada”, contradizendo a nota da PM sobre entorpecentes.
Polícia Civil Coleta Provas e Prepara Depoimentos
Diante da complexidade do caso e das versões divergentes, a Polícia Civil, por meio da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Parnamirim, assumiu a investigação. Equipes já realizaram diligências no condomínio, coletando imagens de câmeras de segurança.
Essas imagens serão cruciais para a análise e o esclarecimento da dinâmica dos fatos. A corporação informou que, na próxima semana, estão previstos os depoimentos dos policiais envolvidos na ocorrência, bem como dos familiares da vítima e de outras testemunhas.
Além disso, a Polícia Civil requisitará exames periciais complementares, com o objetivo de obter todas as informações necessárias para uma investigação completa. Um ponto importante é a correção da idade da vítima: a Polícia Científica confirmou que Renan tinha 17 anos, e não 18 como inicialmente divulgado pela PM.
Repercussão e Compromisso com a Transparência
A morte de adolescente baleado gerou uma forte reação na comunidade local. Marcas de um protesto realizado por moradores após o ocorrido foram registradas, demonstrando a indignação e a busca por justiça.
A Polícia Militar, por sua vez, reafirmou seu compromisso com a legalidade e a transparência. Em nota, a PMRN declarou: “A Polícia Militar do Rio Grande do Norte (PMRN) informa que, de acordo com o registro oficial da ocorrência, no dia 22 de janeiro de 2026, por volta das 18h, uma equipe da Polícia Militar se deparou com um jovem ferido por disparos de arma de fogo (…) A PMRN reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e a apuração rigorosa de qualquer ocorrência, permanecendo à disposição das autoridades competentes para colaborar com as investigações.”
O caso, com a morte de adolescente baleado, segue sob investigação da Polícia Civil, órgão competente para a apuração dos fatos e para trazer clareza sobre o ocorrido no condomínio de Parnamirim.