Operação Perjúrio: Polícia Civil do RN prende dois policiais militares do Ceará suspeitos de atentado a tiros contra a casa de vereadora, gerando grande repercussão.
Dois policiais militares do Ceará foram presos em uma operação que desvendou um grave atentado a tiros contra a residência de uma vereadora no Rio Grande do Norte. A ação, que chocou a segurança pública, revelou a participação de agentes da lei em um crime de tamanha gravidade.
Os militares, que atuam em Fortaleza, são suspeitos de envolvimento direto no ataque. As prisões foram realizadas como parte de uma investigação aprofundada da Polícia Civil potiguar, que busca esclarecer todos os detalhes do ocorrido.
Este desdobramento traz à tona preocupações sobre a conduta de alguns membros das forças de segurança, e a investigação prossegue para identificar motivações e outros possíveis envolvidos, conforme informações divulgadas pelo g1.
Detalhes do Atentado Contra a Vereadora
O ataque a tiros ocorreu na casa da vereadora, em Caraúbas, no Rio Grande do Norte, em outubro de 2025. A parlamentar estava em sua residência com familiares no momento do atentado, mas, felizmente, ninguém ficou ferido, apesar do susto e da gravidade da situação.
Os disparos deixaram marcas visíveis no portão da casa da vereadora, além de atingirem a porta de vidro de sua clínica, que fica ao lado da residência. A vereadora prontamente denunciou o caso às autoridades, dando início às investigações que culminaram nas prisões dos policiais do Ceará.
As Investigações e a Operação Perjúrio
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte, por meio de seu trabalho investigativo, conseguiu identificar a participação de dois policiais do Ceará no atentado. A descoberta levou à deflagração da “Operação Perjúrio”, que visou os suspeitos com mandados judiciais.
Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva contra os agentes, além de quatro mandados de busca e apreensão. Estas ações foram cruciais para coletar provas e solidificar as acusações contra os militares envolvidos no atentado a tiros.
Os Policiais Presos e as Provas
Um dos policiais militares presos foi identificado como o soldado Dario Aureliano Jales. O outro agente, cuja identidade não foi revelada até o momento, também foi detido. Ambos os policiais militares do Ceará atuavam na cidade de Fortaleza.
Além dos PMs, a investigação também apura o possível envolvimento de um policial civil, que está sendo investigado por sua participação no esquema. Durante as prisões, foram apreendidas as armas funcionais dos policiais militares, que seriam as utilizadas na ação criminosa.
Ainda foram encontrados e apreendidos um revólver sem registro, notebooks e diversos documentos que estavam em posse de um dos soldados. A defesa dos suspeitos não foi localizada para comentar as acusações até o momento desta publicação.