Aparelho estava em vão próximo ao local do assassinato e pode desvendar os últimos passos da vítima e a manipulação do síndico Cleber Rosa
A investigação da morte da corretora de imóveis Daiane Alves Souza ganhou um novo e crucial desdobramento. Após meses de buscas e a confissão do síndico Cleber Rosa de Oliveira, o celular da vítima foi finalmente encontrado. O aparelho, que estava desaparecido, pode ser a chave para desvendar detalhes ainda desconhecidos sobre o brutal assassinato.
A descoberta representa um avanço significativo para a Polícia Civil, que agora submete o dispositivo a uma perícia detalhada. As autoridades esperam acessar o conteúdo do celular, buscando mensagens, registros e, principalmente, possíveis imagens que possam esclarecer os últimos momentos de Daiane e a dinâmica do crime.
Este novo elemento surge em meio a revelações sobre as tentativas de manipulação do síndico, que proibiu moradores de discutirem o desaparecimento. As informações são do g1.
Celular de Daiane Alves é Encontrado em Vão Próximo ao Local do Crime
O celular da corretora Daiane Alves, cuja morte chocou Caldas Novas, foi localizado em um vão próximo ao local do crime, durante uma perícia da polícia no Edifício Ametista Tower, onde ela morava. Segundo informações divulgadas, o aparelho está sendo analisado para verificar seu conteúdo, com foco em possíveis imagens relacionadas ao assassinato.
A polícia ainda não confirmou se conseguiu acessar o conteúdo do aparelho, mas a expectativa é grande. O celular pode conter informações vitais que complementem a confissão do síndico Cleber Rosa e ajudem a montar o quebra-cabeça dos acontecimentos da noite de 17 de dezembro, quando Daiane desapareceu.
Síndico Cleber Rosa Tentou Silenciar Moradores e Manipular Investigação
O comportamento do síndico Cleber Rosa de Oliveira, principal suspeito do assassinato da corretora de imóveis Daiane Alves, chamou a atenção desde o início do desaparecimento. Mensagens de moradores, obtidas pela TV Anhanguera, revelam a preocupação generalizada, mas também a tentativa de Cleber de controlar a narrativa no condomínio.
Em um grupo de moradores, uma mensagem do sogro de Arnaldo Alves Souza, irmão de Daiane, que questionava a eficácia das câmeras de segurança e a investigação policial, levou à remoção do homem por Cleber. O síndico alegou que a situação estava “prejudicando o condomínio”.
Arnaldo, irmão da vítima, afirmou à TV que Cleber “proibiu as pessoas de falarem sobre o desaparecimento da Daiane. Ele era extremamente manipulador e estava tentando esconder”. Essa atitude levantou suspeitas, especialmente após a descoberta de um áudio enviado por Cleber em um grupo de moradores, pedindo para que cessassem os comentários sobre o caso, classificando-os como “fofoca”.
Cronologia do Desaparecimento e Confissão do Síndico Cleber Rosa
Daiane Alves Souza desapareceu na noite de 17 de dezembro, no subsolo do Edifício Ametista Tower. Seu corpo foi encontrado somente em 28 de fevereiro, após a prisão de Cleber Rosa de Oliveira, que levou a polícia até uma área de mata às margens da GO-213, a cerca de 15 km do prédio.
Cleber confessou o assassinato, alegando que matou Daiane após uma discussão acalorada na garagem. Ele teria usado as escadas para evitar ser filmado pelas câmeras de segurança. A polícia apontou que o crime foi cometido em um intervalo de apenas oito minutos, e imagens de segurança mostram o síndico saindo do prédio em sua picape por volta das 20h do dia do desaparecimento.
O Papel do Filho de Cleber Rosa e os Próximos Passos da Investigação
Além de Cleber Rosa de Oliveira, seu filho, Maicon Douglas Souza de Oliveira, também foi preso. Maicon é suspeito de ter auxiliado o pai e de obstruir as investigações. Conforme o delegado André Luiz, Maicon teria dado um celular novo ao pai, uma ação que poderia ser interpretada como uma tentativa de ocultar provas.
A força-tarefa da Polícia Civil, criada em 15 de janeiro, concluiu que, entre as pessoas do convívio de Daiane, apenas Cleber teria acesso e condições para cometer o crime sem ser visto, dada a complexidade do prédio. A defesa de Cleber, por sua vez, informou que aguarda a conclusão do inquérito policial e que o síndico “permanece colaborando com a Autoridade Policial”.