A suspeita confessou a tentativa de homicídio, alegando legítima defesa, mas negou o incêndio na residência; o caso choca a comunidade e levanta questões sobre violência doméstica.
Uma mulher foi presa em Rio Preto, interior de São Paulo, sob a grave suspeita de ter ateado fogo no próprio marido. O homem, que sofreu queimaduras em cerca de 50% do corpo, está internado em estado grave no Hospital de Base (HB).
De acordo com o relato da vítima, ele foi brutalmente agredido enquanto dormia, recebendo golpes de madeira antes de ser atingido pelo fogo. A casa onde o casal vivia também foi encontrada em chamas.
A suspeita, por sua vez, foi localizada na casa da filha e confessou ter tentado matar o companheiro, alegando ter agido em legítima defesa. Ela, contudo, negou ter provocado o incêndio, conforme informações divulgadas pelo g1.
O Ataque Brutal e o Socorro Urgente
O incidente chocante ocorreu em Rio Preto, onde o homem foi socorrido e encaminhado ao Hospital de Base com queimaduras extensas e graves. Ele relatou às autoridades que foi surpreendido e agredido com golpes de madeira enquanto dormia, antes de ser incendiado. A residência do casal, no bairro Lealdade, também estava em chamas.
A vítima, que permanece em estado grave, teve cerca de metade do corpo queimado, o que ressalta a intensidade e a periculosidade do ataque. O depoimento do homem é crucial para a investigação que busca esclarecer todos os detalhes deste caso de violência doméstica.
A Versão da Suspeita e a Prisão em Flagrante
A mulher, apontada como a suspeita de colocar fogo no marido, foi localizada pela equipe policial na casa de sua filha. Ao ser questionada sobre os fatos, ela confessou a tentativa de homicídio. No entanto, apresentou uma versão divergente em alguns pontos.
Ela alegou ter agido em legítima defesa, afirmando que era mantida em cárcere pelo marido. Apesar de confessar a intenção de matar, a mulher negou veementemente ter provocado o incêndio na residência, adicionando mais complexidade ao caso.
Investigação em Andamento e Desdobramentos Legais
A prisão da mulher, inicialmente em flagrante, foi convertida em preventiva, indicando que ela permanecerá detida enquanto as investigações prosseguem. O caso foi registrado como tentativa de homicídio na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Rio Preto.
As autoridades agora trabalham para apurar todas as circunstâncias do ocorrido, incluindo as alegações de legítima defesa e cárcere privado feitas pela suspeita, bem como a causa do incêndio. A comunidade de Rio Preto acompanha o desdobramento deste grave episódio de violência.