Após meses de negligência e insubordinação, servidora da Prefeitura de Uberlândia é demitida por uso excessivo de celular e recusa de trabalho, gerando repercussão.
Uma decisão recente da Prefeitura de Uberlândia confirmou a demissão de uma servidora pública após um longo processo administrativo disciplinar. As acusações incluem uso excessivo de celular durante o expediente e grave insubordinação.
O caso, que vem à tona com a publicação no Diário Oficial do Município, detalha uma série de comportamentos inadequados que culminaram na penalidade máxima para a funcionária.
A servidora, que chegou a pedir reconsideração da penalidade, teve a decisão original de dezembro de 2025 mantida, conforme informações divulgadas pelo G1.
Conduta Negligente e o Impacto nos Colegas
O relato da chefia imediata, peça central no processo, aponta que a servidora demonstrou, por diversas vezes, uma conduta negligente e desinteressada. Ela teria se recusado, em inúmeras ocasiões e por um longo período, a executar as atividades que lhe eram designadas, sobrecarregando os demais servidores do setor.
Em uma situação específica, a diretora do setor questionou a servidora sobre sua ociosidade, observando que ela se dedicava “somente a conversas e atividades no celular”. A diretora se ofereceu para auxiliar nos processos, mas a resposta foi uma recusa explícita.
A servidora não apenas se opôs à ordem de sua chefia, como também passou a ofender a diretora, demonstrando uma postura incompatível com o ambiente de trabalho público.
Insubordinação e Acusações Graves
Uma testemunha ouvida durante o processo de apuração confirmou a gravidade da situação. Segundo o depoimento, a servidora demitida frequentemente deixava de cumprir suas funções, dedicando-se ao telefone celular em horário de trabalho e se ausentando do local de serviço sem comunicação prévia.
A testemunha também destacou a conduta insubordinada da servidora em relação aos seus superiores. Ela se recusava a cumprir ordens de serviço, adotava uma postura agressiva e chegou a formular graves acusações contra sua chefia, inclusive com caracterização de assédio moral.
Confissão e Resistência ao Processo Disciplinar
Durante a apuração interna da Prefeitura, a própria servidora confessou várias das condutas infracionais em seu depoimento, conforme o Diário Oficial do Município (DOM).
A decisão ressaltou ainda que a servidora se recusou a receber documentos relativos ao processo administrativo disciplinar, bem como mandados de intimação. Essa atitude foi interpretada como “resistência injustificada à tramitação de documentos, ao regular andamento processual e à execução dos serviços administrativos”.
A Decisão Final: Demissão por Comportamento Incompatível
A sentença administrativa concluiu que os descumprimentos de deveres funcionais e os comportamentos incompatíveis com o serviço público ocorreram “por um longo período de tempo, meses e anos”, evidenciando um padrão de conduta.
A decisão que manteve a demissão da servidora afirmou que “as provas evidenciam comportamento desidioso no desempenho das atribuições do cargo (…), postura reiteradamente incompatível com o decoro e a urbanidade exigidos no serviço público”.
O documento ainda detalhou a “resistência injustificada à tramitação de documentos, embaraço ao regular andamento processual e à adequada execução dos serviços administrativos, bem como problemas graves comportamentais no ambiente de trabalho, incluindo ofensas aos seus colegas”.
O caso serve como um alerta para a importância da conduta ética e profissional no serviço público, especialmente em relação ao uso de celular no trabalho e ao respeito à hierarquia.