Investigação da Prefeitura de Uberlândia detalha como falhas na vigilância, uso indevido de aparelho móvel e demora na comunicação agravaram a situação de alunos feridos.
Uma servidora de Uberlândia foi suspensa de suas funções após um grave acidente em uma escola municipal, onde a negligência e o uso de celular durante o horário de trabalho foram apontados como fatores determinantes para o agravamento da situação. O incidente envolveu dois alunos que ficaram feridos, e a apuração revelou sérias falhas no atendimento e na comunicação.
A decisão pela suspensão da servidora é resultado de um processo disciplinar que analisou detalhadamente as condutas da profissional. As evidências colhidas, incluindo imagens de câmeras de segurança e depoimentos, foram cruciais para a conclusão da sindicância.
O caso sublinha a importância da vigilância e da comunicação eficaz em ambientes escolares, especialmente em momentos de emergência. A situação, conforme informações divulgadas pelo g1, gerou preocupação sobre a segurança e o bem-estar dos estudantes.
Detalhes da Investigação e Negligência Comprovada
A investigação apontou que a servidora de Uberlândia suspensa falhou em seu dever de vigilância e, de forma ainda mais grave, utilizou o celular em um momento incompatível com o exercício de sua função. Essa conduta resultou em um atraso significativo na prestação de auxílio às crianças lesionadas.
Além disso, a profissional não comunicou imediatamente a direção da escola nem os responsáveis pelos alunos sobre o ocorrido. Essa ausência de comunicação agravou ainda mais a situação, atrasando as providências necessárias para o atendimento adequado dos feridos.
O corregedor-geral interino do Município, Gustavo Nascimento Tavares, reforçou a gravidade da conduta. Ele afirmou: “Restou comprovado que houve conduta mais gravosa, caracterizada não apenas pela omissão no dever de vigilância, mas também pela utilização de aparelho celular em momento incompatível com o exercício da função, retardamento na prestação de auxílio à criança lesionada e ausência de comunicação imediata aos responsáveis e à gestão da unidade. Tais elementos revelam comportamento negligente qualificado, com maior grau de reprovabilidade”.
O Que Levou à Suspensão da Servidora
A Prefeitura de Uberlândia avaliou que, apesar da clara infração disciplinar e da negligência no acidente escolar, o caso não atingiu um nível de gravidade que justificasse uma punição mais severa, como a demissão. Por isso, a suspensão foi considerada uma medida proporcional e adequada à falha cometida.
A decisão visa aplicar uma penalidade que reflita a reprovabilidade da conduta, mas que também esteja em conformidade com as normas disciplinares municipais. A suspensão serve como um alerta e uma medida corretiva para a servidora de Uberlândia e para outros profissionais.
Outros Envolvidos no Processo Disciplinar
Além da servidora de Uberlândia suspensa, outros dois servidores foram investigados no mesmo processo. Eles eram suspeitos de não registrarem o acidente e de não comunicarem a família da criança, condutas que também representam falhas graves no protocolo.
No entanto, esses dois servidores não foram punidos. A razão para a ausência de penalidade foi a prescrição da advertência, que era a sanção prevista para suas condutas. A denúncia foi recebida em 19 de julho de 2024 e o processo instaurado em 9 de agosto de 2024, indicando que a prescrição ocorreu antes da finalização da apuração para eles.
Repercussão e Medidas Tomadas
A situação do acidente em escola municipal e a subsequente suspensão da servidora de Uberlândia destacam a importância de rigorosos padrões de conduta e comunicação dentro das instituições de ensino. A transparência no processo disciplinar busca reforçar a responsabilidade dos funcionários públicos.
Embora os outros dois servidores não tenham sido penalizados devido à prescrição, a decisão da Corregedoria enfatiza que houve irregularidades em suas ações. O caso serve de exemplo para a necessidade de atenção constante e cumprimento dos deveres por parte de todos os profissionais que atuam com crianças e adolescentes.