“`json
{
"title": "Jovens herdam dívidas milionárias em SC após serem sócias na infância, expondo brecha legal e luta por mudança na legislação",
"subtitle": "A realidade chocante de jovens catarinenses que, desde a infância, se viram envolvidas em empresas falidas e agora enfrentam um futuro financeiro comprometido devido a uma brecha na legislação brasileira.",
"content_html": "<h2>A realidade chocante de jovens catarinenses que, desde a infância, se viram envolvidas em empresas falidas e agora enfrentam um futuro financeiro comprometido devido a uma brecha na legislação brasileira.</h2><p>Em Santa Catarina, uma situação alarmante vem à tona, revelando como crianças e adolescentes são incluídos como sócios em empresas, muitas vezes sem o conhecimento de seus pais, o que resulta em uma <b>herança de dívidas milionárias</b> quando os negócios falem.</p><p>Os casos de Isabella Lehnen e Rafaella D'avila ilustram o impacto devastador dessa prática, que as deixou com o nome sujo e o futuro financeiro comprometido desde cedo.</p><p>Essa prática é permitida por uma brecha na lei brasileira, mas um movimento já busca alterar a legislação para proteger os menores, conforme informações divulgadas pelo g1.</p><h3>A Inocência Comprometida de Isabella</h3><p>Nascida em 1997, Isabella Lehnen foi colocada como sócia de uma empresa antes mesmo de aprender a falar, recebendo seu próprio CPF antes do primeiro aniversário. Ela relata que tinha cerca de cinco anos quando a empresa faliu, iniciando um pesadelo de cobranças e processos trabalhistas.</p><p>Oficiais de justiça buscavam por ela, ainda menor de idade, em sua casa. Para se proteger, Isabella chegou a usar um nome falso, sem realmente compreender a gravidade da situação. "Eu realmente não entendia. Sabia que tinha me esconder dessas pessoas", conta a jovem de 28 anos, destacando a confusão e o medo que sentia.</p><h3>Rafaella, Aos 16 Anos, em Dívida de Milhões</h3><p>A história de Rafaella D'avila é similar, mas com um contexto diferente. Aos 16 anos, sua mãe pediu que ela assinasse um documento para se tornar sócia de uma empresa, com a promessa de ajudar a família. "Ela falou assim: 'Olha, para abrir empresa', foi o que ela me disse, 'precisava colocar sócio, então eu vou te colocar como 1% mais para ajudar na nossa família, mas vai ficar tudo bem'".</p><p>Aos 23 anos, Rafaella descobriu que estava ligada a 32 dívidas trabalhistas que, somadas, alcançavam <b>R$ 3 milhões</b>. O impacto foi um choque: "Eu vim a descobrir com os advogados que a minha vida financeira… que eu ia ficar impossibilitada de ter nome limpo, não poderia comprar uma casa, ter um carro, que tudo ia ser tomado pra pagar as dívidas trabalhistas. Foi um choque e um trauma muito grande", desabafa.</p><h3>A Polêmica Legal: Crianças como Sócias</h3><p>A legislação brasileira, através do artigo 974 do Código Civil, permite que crianças se tornem sócias de empresas, desde que os pais ou responsáveis legais assinem os documentos em nome delas. A advogada criminalista Larissa Kretzer explica que, embora não possam ser sócias-administradoras, podem figurar na cadeia societária.</p><p>Dados da Junta Comercial do Estado de Santa Catarina, solicitados pela NSC TV, revelam que <b>7,9 mil empresas</b> no estado têm um ou mais sócios com menos de 18 anos. Em um caso extremo, um bebê com apenas dez dias de vida foi incluído como sócio de uma empresa, evidenciando a extensão dessa prática.</p><h3>Movimento por Mudança e o Projeto de Lei</h3><p>Diante dessa realidade, André Santos, um dos fundadores do Movimento '<b>Criança Sem Dívida</b>', oferece apoio emocional e jurídico a pessoas em todo o Brasil que enfrentam essa situação. O movimento defende que o <b>abuso financeiro infantil</b> é uma violação de direitos e que a responsabilização precisa ter limites que não comprometam vidas que estão apenas começando.</p><p>A luta por mudança já resultou na criação do Projeto de Lei 4966/2025, que tramita no Congresso e busca proibir o uso do CPF de menores de idade na abertura de empresas. Rafaella lamenta a falta de análise sobre as circunstâncias em que essas dívidas são geradas: "Quando o judicial ou o governo olham, eles não veem uma idade. Eles veem só um CPF e um nome. Mas como tudo isso aconteceu, quando foi feito… isso não é analisado. A cobrança é feita", conclui.</p>"
}
“`
<br>
“`json
{
"title": "Jovens herdam dívidas milionárias em SC após serem sócias na infância, expondo brecha legal e luta por mudança na legislação",
"subtitle": "A realidade chocante de jovens catarinenses que, desde a infância, se viram envolvidas em empresas falidas e agora enfrentam um futuro financeiro comprometido devido a uma brecha na legislação brasileira.",
"content_html": "<h2>A realidade chocante de jovens catarinenses que, desde a infância, se viram envolvidas em empresas falidas e agora enfrentam um futuro financeiro comprometido devido a uma brecha na legislação brasileira.</h2><p>Em Santa Catarina, uma situação alarmante vem à tona, revelando como crianças e adolescentes são incluídos como sócios em empresas, muitas vezes sem o conhecimento de seus pais, o que resulta em uma <b>herança de dívidas milionárias</b> quando os negócios falem.</p><p>Os casos de Isabella Lehnen e Rafaella D'avila ilustram o impacto devastador dessa prática, que as deixou com o nome sujo e o futuro financeiro comprometido desde cedo.</p><p>Essa prática é permitida por uma brecha na lei brasileira, mas um movimento já busca alterar a legislação para proteger os menores, conforme informações divulgadas pelo g1.</p><h3>A Inocência Comprometida de Isabella</h3><p>Nascida em 1997, Isabella Lehnen foi colocada como sócia de uma empresa antes mesmo de aprender a falar, recebendo seu próprio CPF antes do primeiro aniversário. Ela relata que tinha cerca de cinco anos quando a empresa faliu, iniciando um pesadelo de cobranças e processos trabalhistas.</p><p>Oficiais de justiça buscavam por ela, ainda menor de idade, em sua casa. Para se proteger, Isabella chegou a usar um nome falso, sem realmente compreender a gravidade da situação. "Eu realmente não entendia. Sabia que tinha me esconder dessas pessoas", conta a jovem de 28 anos, destacando a confusão e o medo que sentia.</p><h3>Rafaella, Aos 16 Anos, em Dívida de Milhões</h3><p>A história de Rafaella D'avila é similar, mas com um contexto diferente. Aos 16 anos, sua mãe pediu que ela assinasse um documento para se tornar sócia de uma empresa, com a promessa de ajudar a família. "Ela falou assim: 'Olha, para abrir empresa', foi o que ela me disse, 'precisava colocar sócio, então eu vou te colocar como 1% mais para ajudar na nossa família, mas vai ficar tudo bem'".</p><p>Aos 23 anos, Rafaella descobriu que estava ligada a 32 dívidas trabalhistas que, somadas, alcançavam <b>R$ 3 milhões</b>. O impacto foi um choque: "Eu vim a descobrir com os advogados que a minha vida financeira… que eu ia ficar impossibilitada de ter nome limpo, não poderia comprar uma casa, ter um carro, que tudo ia ser tomado pra pagar as dívidas trabalhistas. Foi um choque e um trauma muito grande", desabafa.</p><h3>A Polêmica Legal: Crianças como Sócias</h3><p>A legislação brasileira, através do artigo 974 do Código Civil, permite que crianças se tornem sócias de empresas, desde que os pais ou responsáveis legais assinem os documentos em nome delas. A advogada criminalista Larissa Kretzer explica que, embora não possam ser sócias-administradoras, podem figurar na cadeia societária.</p><p>Dados da Junta Comercial do Estado de Santa Catarina, solicitados pela NSC TV, revelam que <b>7,9 mil empresas</b> no estado têm um ou mais sócios com menos de 18 anos. Em um caso extremo, um bebê com apenas dez dias de vida foi incluído como sócio de uma empresa, evidenciando a extensão dessa prática.</p><h3>Movimento por Mudança e o Projeto de Lei</h3><p>Diante dessa realidade, André Santos, um dos fundadores do Movimento '<b>Criança Sem Dívida</b>', oferece apoio emocional e jurídico a pessoas em todo o Brasil que enfrentam essa situação. O movimento defende que o <b>abuso financeiro infantil</b> é uma violação de direitos e que a responsabilização precisa ter limites que não comprometam vidas que estão apenas começando.</p><p>A luta por mudança já resultou na criação do Projeto de Lei 4966/2025, que tramita no Congresso e busca proibir o uso do CPF de menores de idade na abertura de empresas. Rafaella lamenta a falta de análise sobre as circunstâncias em que essas dívidas são geradas: "Quando o judicial ou o governo olham, eles não veem uma idade. Eles veem só um CPF e um nome. Mas como tudo isso aconteceu, quando foi feito… isso não é analisado. A cobrança é feita", conclui.</p>"
}
“`