Ministro do STF esclarece participação na Maridt e refuta acusações de amizade ou recebimento de valores de investigados pela Polícia Federal.
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou uma nota pública nesta quinta-feira, 12 de outubro, para esclarecer sua participação societária na empresa Maridt. A declaração surge em meio a investigações envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, alvo da Polícia Federal.
Na nota, Toffoli admitiu ser sócio da empresa, mas negou veementemente qualquer relação pessoal ou financeira com Vorcaro ou com seu cunhado, Fabiano Zettel. Ele também refutou ter recebido qualquer valor de ambos, buscando dissipar dúvidas sobre sua conduta.
O comunicado detalha a estrutura e as operações da Maridt, afirmando que todas as transações foram legais e declaradas às autoridades fiscais. As informações foram divulgadas inicialmente pelo g1.
A Participação Societária de Toffoli na Maridt
A Maridt é uma empresa familiar, organizada como sociedade anônima de capital fechado, e está devidamente registrada na Junta Comercial, com declarações regularmente apresentadas à Receita Federal. O ministro Dias Toffoli confirmou sua integração ao quadro societário, ressaltando que a administração da empresa é conduzida por parentes.
Segundo a nota, essa condição é permitida pela Lei Orgânica da Magistratura (Loman), que veda apenas que magistrados exerçam atos de gestão, mas não a participação societária. Todas as declarações da empresa e de seus acionistas sempre foram devidamente aprovadas, conforme o gabinete do ministro.
A Maridt fez parte do grupo Tayaya Ribeirão Claro até 21 de fevereiro de 2025, quando sua saída foi concluída. Essa saída ocorreu por meio de duas operações sucessivas: a venda de cotas ao Fundo Arllen, em 27 de setembro de 2021, e a alienação do saldo remanescente à PHD Holding, em 21 de fevereiro de 2025.
Venda do Resort e Distribuição do Caso Master
Todas as operações de venda e saída do grupo Tayaya Ribeirão Claro foram declaradas à Receita Federal e aconteceram dentro do valor de mercado, conforme assegura o gabinete de Toffoli. Esses detalhes são cruciais para entender a cronologia dos eventos e a posição do ministro.
A ação relativa à tentativa de compra do Banco Master pelo BRB foi distribuída ao ministro Dias Toffoli em 28 de novembro de 2025. O gabinete enfatiza que, nesta data, a Maridt já não fazia parte do grupo Tayaya Ribeirão Claro há muito tempo, desvinculando temporalmente a participação societária do ministro da distribuição do caso.
Negação de Vínculos com Investigados
O ministro Toffoli foi enfático ao negar qualquer conhecimento do gestor do Fundo Arllen, que adquiriu parte das cotas da Maridt. Além disso, ele rejeitou categoricamente qualquer relação pessoal com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e com seu cunhado, Fabiano Zettel, ambos mencionados em investigações da Polícia Federal.
O comunicado afirma que Toffoli jamais recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de Fabiano Zettel. Essa negação é um ponto central da nota pública, visando esclarecer e proteger a imagem do ministro diante das recentes informações veiculadas sobre o caso envolvendo o Banco Master e seus proprietários.