Tragédia em Barcarena: Romário Moia morre após descarga elétrica em unidade da Hydro, levantando questões sobre a segurança no trabalho

Acidente fatal na Alunorte em Barcarena choca a comunidade. CNQ/CUT cobra apuração rigorosa das causas e falhas nos procedimentos de segurança

Um trágico acidente de trabalho em Barcarena, no Pará, resultou na morte de Romário Moia, um trabalhador que sofreu uma descarga elétrica enquanto exercia suas funções. O incidente ocorreu em uma unidade da Hydro, gerando profunda consternação e levantando um alerta sobre a segurança no trabalho na região.

Romário, que prestava serviço de manutenção em um gerador, foi prontamente socorrido, mas infelizmente não resistiu aos graves ferimentos. A notícia abala não apenas a família e amigos, mas também a comunidade e os órgãos de defesa dos trabalhadores.

As empresas envolvidas e entidades sindicais já se manifestaram sobre o ocorrido, e as autoridades competentes estão empenhadas na apuração das causas, conforme informações divulgadas pelo G1.

Detalhes da Tragédia e os Primeiros Socorros

O acidente fatal aconteceu na unidade da Alunorte, uma subsidiária da Hydro em Barcarena. Romário Moia estava realizando a manutenção de um gerador quando foi atingido pela descarga elétrica, um evento que mudou o curso de sua vida de forma abrupta.

De acordo com informações da própria Hydro, a equipe de emergência da Alunorte foi imediatamente acionada e prestou os primeiros socorros ao trabalhador ainda no local do incidente. Após essa assistência inicial, Romário foi rapidamente encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município de Barcarena, onde os profissionais de saúde tentaram salvá-lo, mas, lamentavelmente, ele não resistiu aos ferimentos e faleceu.

A Reação das Empresas e a Investigação em Curso

Em nota oficial, a Hydro expressou seu profundo pesar pelo falecimento de Romário Moia. A empresa informou que as conclusões técnicas sobre a causa exata da morte ainda estão sendo minuciosamente apuradas pelas autoridades competentes, em um processo que busca entender todas as circunstâncias do trágico evento.

A DTA, empresa terceirizada para a qual Romário Moia prestava serviços, também se manifestou, unindo-se à Alunorte para lamentar profundamente a perda do prestador de serviço. Ambas as empresas estão colaborando com as investigações para esclarecer o ocorrido e determinar as responsabilidades, com foco em reforçar a segurança no trabalho.

O Posicionamento da CNQ/CUT e o Debate sobre Segurança no Trabalho

A Confederação Nacional do Ramo Químico da Central Única dos Trabalhadores (CNQ/CUT) também emitiu uma nota de pesar, manifestando sua tristeza pela morte de Romário. A entidade sindical destacou que o trabalhador foi “vítima de eletroplessão”, um termo técnico que descreve a morte causada por uma descarga elétrica.

A CNQ/CUT ressaltou que acidentes como este são “geralmente associados a falhas em procedimentos de segurança, isolamento de energia ou condições inadequadas de trabalho”. Para a confederação, a morte de Romário representa “a interrupção prematura da vida de um jovem trabalhador no exercício de suas funções”, reforçando a urgência de debates e ações para garantir ambientes de trabalho mais seguros.

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